(texto pensado e escrito originalmente em 2022)
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Economia que regenera
Economia regenerativa
Eu uso uma “cola” para pensar sobre Cultura Regenerativa, que acho que poderá ser útil aqui: ver neste link.
Falaríamos de economia, finanças, dinheiro ou moeda?
Talvez de tudo um pouco?
E como lidamos com a dinâmica entre eles?
Mas...
Mas, antes de tudo tem de haver um mergulho de cada um nós em Cultura Regenerativa, em decolonização/descolonização.
Se não, como vemos em 99,5% das iniciativas deste tipo, de repente a coisa começa a minguar e não se sabe o porquê.
Não basta informar/formar, tem que se sensibilizar e entronizar em si os conceitos e ideias como pressuposto de ação na vida.
A época de discursos que mimetizam ações está acabando.
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Mas... (2)
Como criar e gerir recursos para cursos e cia que difundam na prática uma Economia Regenerativa?
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Para mim o que se conversa parece algo pré moeda, algo como “em que modelo econômico e em que fazer econômico-financeiro quero estar e me mover?”.
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Porque é necessário pensar e conversar sobre o que leva as pessoas a procurarem as Novas Economias.
E como a noção de comunidade, tecnologias sociais e de economia comunitária as modificou.
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Antes falemos de empreendedorismo, aprendizagens e economia regenerativa:
Uma das coisas que ouvi e que me chamou muito a atenção: “Ter perfil empreendedor é diferente de ser empresário”.
Eu nunca tinha reparado o quanto isso diz respeito a situações, competências e ações diferentes.
Você pode ser empresário e não ter perfil empreendedor.
Você pode ter perfil empreendedor e não ser empresário.
Você pode ser empresário e ter perfil empreendedor.
Você pode não ser empresário e não ter perfil empreendedor.
Todas estas situações definem perfis e consequências.
Uma me chama atenção: “Você pode não ser empresário e não ter perfil empreendedor”, pelo que significa.
Este tem perfil de trabalhar com e/ou para alguém e talvez seja aqui que a ideia de justiça social seja mais premente. E necessária.
Porque talvez a maioria das pessoas estejam nesta categoria.
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E o que seria um banco comunitário?
Não tenho vivências profundas e contínuas neste meio, então falarei o que me chama a atenção:
.Um banco comunitário como um ecossistema para várias coisas e remunerando quem trabalha nele.
.Um banco comunitário como um eco-sistema para várias coisas autônomas (ser multiverso e multinível), que também mapeie recursos variados dentro e fora do seu ecossistema, e prevendo a remuneração das pessoas que trabalhassem nele.
E em seguida penso em porque não pensar em desenvolver executivos financeiros voltados à Cultura Regenerativa - Economia Regenerativa?
Teria que lidarmos com nosso preconceito quanto a isso, tanto para formar, quanto para trazer pessoas com experiência econômica - financeira fora desta cultura para esta cultura.
Haveria de se ter uma troca intensa e honesta de saberes e experiências.
E se definir o que (como?) seria um executivo de banco que tivesse seu foco em Economia Regenerativa.
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Aprendizagens e bancos comunitários
Uma (1) das coisas que percebi ao longo do tempo foi que a aprendizagem voltada a conteúdos técnicos tem algumas fases, e profundidades, diferentes:
Informar - Sensibilizar - Formar - Aprofundar - Atualizar
E pensando nisso, talvez se devesse pensar em montar uma Universidade de Bancos Comunitários.
Será que já existe isso?
E aí caberia desde o conhecimento mais teórico e mais utópico (a parte da “universidade”) até a transmissão/troca/etc de conhecimento experimental adquirido pela comunidade (a parte dos bancos comunitários) e porque não, a parte das Novas Economias e da Economia Regenerativa.
E usá-la para formar os tais “executivos de bancos comunitários”, algo que ao meu ver está se tornando (se tornou?) muito necessário.
Porque se não for feito, a tendência é que nos bancos comunitários, a partir de certo tamanho, se contrate executivos “tradicionais”, o que questiono se seria o adequado.
Uma outra coisa que pensei foi que um Banco Social que se propõe a ser realmente comunitário, deveria ter um fundo de doação. Mas esta é outra conversa.
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E agora, falemos de um tema transversal que me é caro, a abundância
E falemos aqui da dificuldade de lidar com a abundância.
Sim, dificuldade.
Nós tendemos a achar que se estivermos no meio da abundância, seja do que for, estaremos bem.
Uma meia verdade.
Quando algo bom e abundante chega a nós, gostamos em um primeiro momento mas em seguida, por “n” questões, começamos a ficar perdidos, incomodados, sem ação (ou com ações equivocadas), etc,etc.
O que tenho visto (porque tenho parado mais e observado) mais acentuadamente desde o ano 2000 é que temos que aprender/reaprender a viver com/na abundância.
E com ajuda (e mentoria?) para isso.
Crenças limitantes, falta de repertório, aprender a estar em comunidade, crises… a lista é longa.
E retomando o que falei acima, uma situação me chama atenção, a “você pode não ser empresário e não ter perfil empreendedor”, pelo que significa, este tem perfil de trabalhar com e/ou para alguém e talvez seja aqui que a ideia de justiça social seja mais premente.
Fiquei pensando que este perfil talvez defina a maior parte das pessoas, e fiquei me perguntando em como elas lidariam com abundância, ainda mais com abundância financeira.
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Obs:
Obs 1: Acabo de descobrir as DeFi (decentralized finance), para se juntar as DAO’s e as FinTech.
Interessante, mas para mim trazem um questionamento: porque tudo tem que ser tão digital e tecnológico?
Porque não, principalmente em ações comunitárias, ser analógico antes de se lançar “de cabeça” no digital?
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E começando pelo fim e pensando em bancos comunitários
Mas como fazemos com suas etapas?
Reunir pessoas - Construir zonas de confiança - Reunir as doações em um fundo que está estará em X local - Receber projetos - Decidir para qual projeto vai quanto do fundo de doação - passar para doações e captações - evoluir - etc
…
Reunir pessoas
- em zonas de confiança
- em ecossistemas
- em redes de redes de redes
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Construir zonas de confiança
Separei esta da anterior, porque acho necessária, importante e essencial.
Pode ser útil, e mais produtivo, ao montar círculos de conversas (e antes de entrar na fase de “o que vamos fazer”), fazer encontros de conhecimento, reconhecimento, alinhamento, para os membros se conhecerem, alinharem expectativas, conhecerem pressupostos (inclusive de vida) de cada um.
Reunir as doações em um fundo que está estará em X local
- sem esquecer que as doações são na verdade de tempo e dinheiro.
- que podem ficar em qualquer lugar acordado, porém seguro
- sem esquecer que podem ser de qualquer valor monetário
- …
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Receber projetos
- para onde as propostas serão enviadas e onde ficarão armazenadas
- definir se haverão (ou não) critérios iniciais para as propostas
- quem vai receber, publicar, zelar pelas propostas
- inclusive porque as propostas em si são valores, não monetários, mas são valores
- …
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Decidir para qual projeto vai quanto do fundo de doação
- ah o “pich elevator”...
- aqui é necessário decidir como vai ser a escolha: os autores vão apresentar suas propostas? Serão só as propostas escritas? Quais critérios? Objetivos? Subjetivos? Os dois?
- …
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Os porquês e suas importâncias
Vários circulam pelas Novas Economias e pela Economia Regenerativa.
Mas isso quer dizer principalmente que conhecem os pressupostos básicos, não que estejam acostumados a usá-las no dia a dia da maioria de seus empreendimentos.
Alinhamentos deveriam ser feitos antes de qualquer coisa.
E não esquecer que no regenerativo, “quem doa” e “quem recebe” não são papéis fixos e idealmente os dois estarão em ecossistemas próximos.
Inclusive porque se em outros sistemas o “doador benevolente” possa ser a regra, aqui deveria ser a exceção.
Porque se tem alguém que tem muito mais que o outro, idealmente isso denotaria que estamos em um ecossistema regenerativo?
E outra coisa que me ocorre é que “Fundos Regenerativos” podem estar em “Círculos de Doação”, em Crowdfundings, em Patronatos, em grupos/comunidades de desenvolvimento de Moedas Digitais, em Bancos Comunitários, em… X, em Y, em Z.
Porque o que realmente os sustenta é todos que estiverem neles estarem mergulhados na Cultura Regenerativa.
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