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O Design apareceu na minha vida ainda na escola. Na época, eu e uma grande amiga sonhávamos em ir para Parsons, uma das escolas de Design mais renomadas no mundo. Diferente dela, eu não tinha dinheiro para pagar e fui fazer Comunicação Social na UFMG. Mas ainda na faculdade busquei um curso de 9 meses para me aprofundar no Design Thinking.
Anos depois fui fazer um curso de Transition Design na Schumacher College (que se tornou a minha escola dos sonhos e ocupou o lugar que a Parsons tinha no meu imaginário adolescente). Foi lá que eu expandi ainda mais o meu olhar sobre o Design, descobri que existem 4 ordens de design (mas isso é papo para o nosso curso) e entendi como o Design poderia ser utilizado para criar experiências, conexões e comunidades.
O Design tem como objetivo facilitar mudanças significativas, tornando certas práticas mais fáceis, eficazes e/ou agradáveis. O Design cria hábitos e habitats - constrói as regras explícitas e implícitas que guiam nossos comportamentos, e consequentemente nossas relações.
Design thinking, transition design, design de experiências… mas uai, e design de conexões? Não tem, não?
Foi aí que eu resolvi criar uma abordagem nova, o Design de Conexões. Encontrei no Design a possibilidade de nos tirar do estado de paralisia, frente ao complexo desafio de criar relações significativas e construir comunidades em um mundo que nos empurra para o contrário.
Isso porque o Design nos oferece teorias e ferramentas que ampliam nossa capacidade de realizar mudanças concretas nas estruturas e dinâmicas das nossas relações a partir de intervenções adaptativas e constantes.
Hoje posso dizer que o Design mudou completamente a forma como eu vivo minhas relações e como faço o meu trabalho com grupos.
Com o Design eu ampliei minha capacidade de observação, de perceber padrões, de ler contexto e de saber o que um grupo precisa e o que essas relações precisam para desbloquear algo.
Eu também aprendi a desenhar intervenções que movimentam as relações, e pode ser algo muito muito simples, ou uma experiência extremamente elaborada. O mais importante é desenhar experimentos com base em hipóteses, e nos últimos anos eu reuni mais de 100 pesquisas que nos contam sobre como as relações funcionam. Assim como um designer de aplicativo desenha uma interface com base em pesquisas comportamentais, designers de conexões desenham artefatos de conexão com base em pesquisas e nesse vasto repertório que hoje temos disponível.
E por fim, eu criei uma forma de aprender com esses experimentos para entender quando é hora de sustentar, quando é hora de iterar, quando é hora de trocar ou de parar. Desenvolvemos no Amuta uma ferramenta de aprendizado que inclui a subjetividade que é trabalhar com relações, mas sem perder a objetividade e os aprendizados que vem com esses experimentos.
Quer fazer um experimento bem simples para usar o Design e encontrar o próximo passo para promover saúde social (ou cuidar da sua)? Criei um material que traz alguns exercícios bem simples de Saúde Social, e talvez por serem tão simples podem destravar algo por aí.
O convite: escolha um ou dois experimentos, e teste nas próximas semanas. Clique aqui para baixar o material.
💌Ah! E se você quer ir mais fundo e ampliar mais seu repertório de conteúdos, suas ferramentas e sua capacidade de desenhar intervenções para promover saúde social, estamos com inscrições abertas para a nossa formação de Design de Conexões. E somente hoje você se inscreve com 20% de desconto! Se inscreva no link com o cupom PRIMEIRINHO
Até logo!
Marcelle Xavier
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