Essa newsletter é paga. Te deixo ver um trecho para atiçar sua curiosidade e despertar seu interesse, mas o apoio financeiro é importante. Um jeito de você reconhecer meu trabalho. O valor? Menos que um café coado <3 No final, eu leio as palavras em voz alta, para que isso seja também uma conversa e o espaço dos comentários está aberto para a gente trocar ideia. Vamos?
“Eu nunca tive dúvidas da potencialidades do ser humano, mas eu tô começando a ter. Você tem fé no ser humano? Na capacidade do ser humano se refazer de tanta besteira que anda fazendo?”
Essa foi a pergunta que Lenine deixou para Vera Iaconelli no podcast Isso não é uma sessão de análise, onde Vera recebe pessoas muito legais para falar sobre família - meu assunto preferido. Ao final, o convidado pode inverter os papéis e perguntar para a analista alguma coisa. E mesmo não estando ali na conversa, senti a pergunta e fiquei com ela.
Sei que Lenine não está só em sua dúvida. Quem não anda se questionando sobre o mundo, as pessoas ou as relações, não deve tá nem vivendo. Nos lugares por onde passo ou por onde meu trabalho passa, é comum a sensação de uma falta de esperança, de que as coisas não têm mais jeito. E eu entendo, mas tento não tomar isso como uma verdade para mim. Desvio dessa ideia para que ela não me arraste com toda sua força e insisto no otimismo, que às vezes me parece uma fuga da realidade - e pode ser que seja, mas que junto com fatos, pode ser uma estratégia importante.
Você ainda te fé no ser humano?
Na capacidade das pessoas fazerem melhores escolhas?
Acredita que o mundo pode ser um lugar melhor?
Sentei uma mesa de bar com uma amiga e contei sobre o podcast e sobre a pergunta.
Ela respirou fundo e me deu uma aula, mais uma vez.
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