Essa semana eu estou tentando juntar as pontas soltas de um novelo. Ando me questionando sobre o conceito de independência, mulheres assertivas, meninas corajosas que colocam seus limites e como tudo isso pode dialogar de maneira muito próxima com um jeito de viver e estar no mundo que pra mim, não faz o menor sentido. Um jeito que tem cara de empoderado, mas é só escroto mesmo porque é absolutamente individualista. Um jeito que parece forte e por isso é admirável, mas que é também violento e pouco atento ao outro, porque a linha que separa cada uma dessas coisas é tênue e a nossa tendência é não conseguir diferenciá-las.
Ao mesmo tempo, sou mãe de duas meninas que precisam ser ensinadas a se colocar em um mundo que as detesta e que diz sem qualquer cerimônia que elas até têm o direito de ir e vir, mas sempre com muitas ressalvas. Como fazer essa ponderação dos assuntos sem parecer uma jovem conservadora que deseja silenciar mulheres? As meninas precisam ser mais duronas, mas até que ponto? Até o ponto em que nos isolamos para nos proteger? Será que isso não é um encastelamento? Uma perda da sensibilidade? Não sei, mas tô querendo conversar sobre isso.
Vamos?
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