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Livraria aberta · Aug 14, 2026

décima sétima carta de 26

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Paulo Brás · Livraria aberta

Há duas semanas, quando Ceuta voltou às notícias, recebi uma mensagem da Ana a dizer que, ao falar com a mãe sobre o assunto, se tinha lembrado de um texto que tínhamos lido no grupo de referências LGBTQ de Espanha. Percebi que não tinha colocado o texto aqui. O livro de Juan Goytisolo em questão veio-me parar às mãos por sugestão do Rui da Livraria Edições 50kg, aqui perto da aberta.

Juan Goytisolo Gay foi um autor espanhol que saiu de Espanha em 1957, logo depois dos seis meses de serviço militar que realizou aos 25 anos, tendo-se fixado em Marraquexe em 1997, onde ainda viveu vinte anos. O que leva alguém a exilar-se do país onde nasceu durante 60 anos? Para além de ser contemporâneo da guerra civil e da ditadura espanhola, perdeu a mãe com 7 anos, durante um bombardeamento, e viu o pai manter-se do lado do partido de Franco. Para piorar, atormentava-o ter descoberto que a sua família era rica às custas de trabalho escravo nas plantações de açúcar exploradas por um bisavô em Cuba. Escreve Hisham Aidi em «Juan Goytisolo: Tangier, Havana and the Treasonous Intellectual» (que podem ler aqui):

The Spanish novelist had thrown in his lot with Fidel Castro’s revolution in hopes of seeing a more egalitarian Cuba, and to purge the guilt he felt over his family’s role in Cuban slavery. (...) The chimera of Havana was first lost when, in his early twenties, Goytisolo discovered a trove of letters from the family plantation of slaves pleading for their freedom, and of his great-grandfather Don Agustín bragging to a relative that he had just invested in «50 Negro slaves and 20 Chinese coolies.» Castro’s revolution was thus a chance to purge ancestral guilt and reconcile with the fabled island.

The Spanish novelist took several reporting trips to Cuba after 1959 and, by happenstance, lived through the Cuban missile crisis of 1962 in Havana. By the mid-1960s, though, Goytisolo began to distance himself from Castro because of the revolutionary government’s suppression of Afro-Cuban religions (the Abakuás and Lukumi, in particular) and persecution of homosexuals. The jefe maximo was sending gay men to labor camps. (...) The Spanish novelist would depart Algiers for similar reasons. Both pre-1959 Havana and colonial Algiers were playgrounds for European and American aristocrats, racketeers, artists and writers, with alarming rates of sex tourism and prostitution. And in both Cuba and Algeria, the nationalist movement would denounce sexual exploitation by white settlers and crack down on prostitutes and homosexuals upon assuming power.

*

Em 1966, Goytisolo publica Señas de identidad, que viria a ser o primeiro livro da trilogia de Álvaro Mendiola, seguindo-se-lhe Reivindicación del conde don Julián em 1970 e Juan sin Terra em 1975. Ora, na verdade, a data do Conde Julião é mais complicada: o livro sai, de facto, em 1970 no México, sendo traduzido em França em 1971; é então publicado em Portugal em 1972(!), em 1974 nos Estados Unidos da América e só em 1976, um ano depois da morte de Franco, viria a ser publicado em Espanha. A tradução que Pedro da Silveira fez de Reivindicação do Conde Julião, e que saiu por cá na Dom Quixote, foi a que lemos no nosso grupo de primavera deste ano.

A Ana lembrou-se dele porque o livro se apropria da memória lendária (pouco se sabe, podendo nem ter existido) de um herói(?) da história de Espanha: Julião, conde de Ceuta, um homem do século VIII considerado traidor (póstumo) da pátria porque, exilado no Norte de África, liderou o Califado Umayyad numa invasão à Península Ibérica e fez com que este conquistasse o Reino Visigodo, conhecido mais tarde como território al-Andalus. A 13 de agosto de 2000, Maya Jaggi entrevista o autor apenas poucos anos depois de se fixar em Marraquexe e é isto que ele diz sobre o livro e o mito (que podem ler aqui):

Count Julian was once described as a «poison pen letter to Spanish society», because it sent up the Catholic cult of virginity. It also attacks Spain’s obsession with «purity», which includes denying the Arabic influence on the Spanish language. The book was conceived in Tangier and reveals the subconscious Spanish terror of the Moor. Goytisolo says: «for centuries Spain was a frontier between the Christian and Islamic worlds; anti-Muslim sentiments are very profound. When I was a child, people would say, “Be quiet, the Moro is coming”. I felt completely foreign to my country. I imagined the destruction of Spanish mythology, its Catholicism and nationalism, in a literary attack on traditional Spain. I identified myself with the great traitor who opened the door to Arab invasion. I discovered that the Franco dictatorship was the result of a long tradition that began in the middle ages.»

Os excertos da parte III do livro que lemos então, e que transcrevo hoje para esta carta, focam principalmente nisto que Goytisolo salienta: a ideia de um homem destruir completamente o país onde nasceu, devastando-lhe a flora, a fauna, os povos, os monumentos, tirando-lhe da língua (castelhana) as influências de outras línguas que ousa não valorizar, apagando-lhe da culinária os ingredientes que só ficaram a fazer parte da cultura espanhola via colonialismo. É sede de vingança, vontade de usar a violência como ferramenta de reparação histórica, começando, por exemplo, por um plano de doar sangue contaminado para que todas as pessoas em Espanha contraíssem o vírus. Só depois, a invasão.

*

(…)

a pátria é a mãe de todos os vícios : e o mais expeditivo e eficaz remédio para se curar dela consiste em vendê-la, em traí-la : vendê-la? : por um prato de lentilhas ou por um Peru, por muito ou por nada : a quem? : a quem mais der : ou entregá-la, presente envenenado, a quem nada sabe nem quer saber dela : a um rico ou a um pobre, a um indiferente, a um enamorado : pelo simples, e suficiente, prazer da traição : de libertar-se daquilo que nos identifica, que nos define : que nos converte, sem querê-lo, em porta-vozes dalguma coisa : que nos dá uma etiqueta e nos fabrica uma máscara : que pátria? : todas : as do passado, as do presente, as do futuro : as grandes e as pequenas, as poderosas, as miseráveis : venda em cadeia, delito continuado, traição permanente e activa :
vender a Caldeia ao Egipto
o Egipto à Pérsia
a Pérsia a Esparta
Esparta a Roma
Roma aos Bárbaros
os Bárbaros a Bizâncio
Bizâncio ao Islão
abandonar-se ao excitante jogo das combinações e extrair de cada operação um benefício qualquer : económico, físico ou espiritual : ou, em último termo, por pura gratuitidade, pela fulgurante satisfação do acto em si : traição grave, traição alegre : traição meditada, traição súbita : traição oculta, traição aberta : traição macha, traição panasca : fazer almoeda de tudo : história, crenças, linguagem : infância, paisagens, família : recusar a identidade, começar do zero : Sísifo e, juntamente, Fénix que renasce das suas próprias cinzas : uma dose de Kif mais forte que a ordinária basta : e uma cálida, densa, propícia animalidade : Tárique está ao pé de ti e nos seus olhos parece albergar o olhar implacável dum tigre

convencido da urgência e necessidade da traição, multiplicarás os teus centros de alistamento e agentes aliciadores
a mim, guerreiros do Islão, beduínos do deserto, árabes instintivos e bruscos! : ofereço-vos o meu país, entrai nele a saque : os seus campos, as suas cidades, os seus tesouros, as suas virgens pertencem-vos : desmantelai o ruinoso bastião da sua personalidade, varrei os escombros da metafísica : a faunesca agressão colectiva impõe-se : é preciso afiar os punhais e dispor os dentes : que a vossa serpe sediciosa se erga em toda a sua longitude e, ceptro soberbo e real, exerça o poder tirano com silenciosa, enigmática violência : (…)
à força de manter o braço ao alto e estendido para diante, com a mão aberta e a palma para cima, os ossos fizeram-se-nos de chumbo e lamentavelmente caíram conformes à lei da gravidade
(…)
e, da rápida embarcação de Tárique, porás pé no funesto país e assumirás a direcção geral das operações
vestirás de carpetos os teus agrestes e ferinos guerreiros
e infiltrá-los-ás na futebolesca e tauromáquica multidão
ocuparás igrejas, bibliotecas, quartéis, o mosteiro de Yuste, S. Lourenço do Escurial, o Cerro de los Ángeles
libertarás a mesquita de Córdova, a Giralda, a Alhambra
arrasarás o granadino palácio de Carlos V
assentarás o teu harém no jardim do Retiro
fomentarás a apostasia muladi e a propaganda alcorânica
quando a coitada Península apresentar vários focos de infecção e a resistência orgânica se aluir, procederás ao assalto brutal definitivo
com as armas aceradas da traição, à frente dos muslins da tua harka

(…)

na velha e inóspita biblioteca que diariamente visitas comprovaste pacientemente os abusos do verbo : quanta proliferação cancerosa e inútil, quanta excrescência parasitária e rasteira! : palavras, moldes vazios, recipientes sonoros e ocos : que micróbio vos secou a polpa e a sorveu até à casca? : a vossa aparente saúde é uma grosseira miragem : o agitado trasfegar dos séculos dissipou a vossa fortaleza : a luz que vos aureola não existe : o astro que a emitia morreu há dez mil anos : é preciso lavrar-vos o certificado de defunção : o servilismo e docilidade de que dais mostra acreditam a tese da vossa infâmia : sois alcaiotas teimosas, honradas rameiras, dispostas sempre a venderem-se ao último e mais porco licitador : a simonia é o vosso ganha-pão : vorazes, tentaculares, madrepóricas, cresceis e multiplicais-vos no papel afogando a verdade sob a máscara : até quando durará a vossa tirania? : os sentimentos nobres que pretendeis servir apodrecem na cloaca da história : éclogas, odes patrióticas, sonetos de quinta-essenciada religiosidade! : amor, ao lixo : pátria, ao lixo : deuses e reis, ao lixo : que os porcos fossem e se espojem no cagadoiro pestilento : o mar transborda de imundos cadáveres : abandona os livros ao pó : poemas, arrotos espirituais, borborigmos anímicos : quanto Parnaso em saldo e Academia à venda! : abaixo florilégios, florestas, florões, floriculturas, floripôndios! : chegou a hora de limpar a cizânia : o verbo morreu e a embriaguez da acção solicita-te : recorda-o, Ulban : a violência é muda : para pilhar, destruir, violar, trair, não necessitarás das palavras

(…)

falta a linguagem, Julião
de estrados, igrejas, cátedras, púlpitos, academias, tribunas os carpetos reivindicam com orgulho os seus direitos de propriedade sobre a linguagem
é nossa, nossa, nossa, dizem
criámo-la nós
pertence-nos
somos os donos
estudiosos, licenciados, vates, sábios, doutos, peritos esgrimem os seus títulos de domínio, possessão, usufruto
nossa, nossa, nossa
patenteada de conformidade com as leis
protegida pelas convenções internacionais
nossa, nossa, nossa
depósito legal
marca registada
direitos reservados em todos os países
nossa, nossa, nossa
imagem da nossa alma
reflexo do nosso espírito
nossa, nossa, nossa
apostólica
transcendental
ecuménica
nós a levámos à outra margem do Atlântico com a moral e as leis, a espiga e o arado, a religião, a justiça
a dezoito nações que hoje falam e pensam, rezam, canta, escrevem como nós
filhas nossas pois
e seus filhos
netos nossos
castelhanos também
de essências perenes
imperativo poético
conceito ascético e militar da vida
se perdemos o ceptro, o império, a espada
todos os nossos domínios onde há séculos não se punha o sol
resta-nos a palavra
poderá faltar-nos Gredos
a paisagem
a capra
a palavra, nunca
quanto menos álamos, mais
quanto mais turistas, mais
nem mais nem menos, mais
e eis que o coro sublime das suas vozes atravessa o oceano e ressoa, estentóreo, a milhares e milhares de quilómetros de distância
pelas pulquerias da Lagunilla no México
pela bonaerense rua de Corrientes
pelo bairro de Jesus Maria da Havana
e o tlaxcalteca
o portenho
o yoruba
ouvi-lo-ão com indignado assombro e darão rédea solta à sua lábia
(…)
une-te a eles, Julião
LA PROPRIÉTÉ C’EST LE VOL
ET
TÔT OU TARD
LA CLASSE POSSÉDANTE SERA DÉTRUITE
(…)
a mim, beduínos de puro sangue : guerreiros que afrontais diariamente a morte com desdenhoso sorriso, cavaleiros de lábios ásperos, avultadas jugulares, rosto barbaramente esculpido
(…)
é preciso resgatar o vosso léxico : desguarnecer o velho alcáçar linguístico : tomar conta daquilo que à puridade vos pertence : paralisar a circulação da linguagem : chupar-lhe a seiva : retirar as palavras uma a uma até que o exangue e crepuscular edifício se derrube como um castelo de cartas
e galopando com eles em desenfreada razia saquearás os campos de algodão, alfarroba, alfafa
esvaziarás algibes e alvercas, demolirás armazéns e arribanas, arruinarás alcarias e atafonas, pilharás alcovas, armários, saguões
carregarás com sofás, alfombras, jarros, almofadas
desvastarás as aldeias e sacrificarás os rebanhos, despojarás a iludida noiva do seu enxoval, a dama aristocrática das suas jóias, o rico traficante de bens públicos da sua fulana, o fidalgo provecto da sua alcurnia
retirarás o xadrez dos casinos, o alcatrão das estradas
proibirás alvoroços e borgas, salamaleques e alvíçaras,
abolirás as expansivas, eufóricas gargalhadas
ao rijo comensal de sanchopancesca glutonaria que defronta a sua bem sortida mesa com um babeiro rendado e, depois da oração de rigor, se dispõe a devorar os manjares que lhe servem mestres-salas e pajens, ameaçá-lo-ás com a tua varinha de barba-de-baleia, impositora da autoridade e do prestígio dos teus severos diplomas lexicográficos
não se há-de comer, senhor carpeto, senão como é uso e costume nas outras ínsulas onde já morei : eu, senhor, sou gramático e olho pela pureza do idioma muito mais do que por minha vida, estudando de noite e de dia e ponderando a compleição do carpeto para acertar de curá-lo quando cair enfermo : e o principal que faço é assistir a suas comidas e ceias, e deixá-lo comer do que me parece castiço e tirar-lhe quanto etimologicamente é estranho : e assim mando tirar-lhe estes acepipes porque contêm arroz e azeitonas, e aqueles guisados por ver neles feijões, beringelas e cenouras
dessa maneira, aquele prato de perdizes que além vejo, e, quer-me parecer, bem substanciais, não me fará nenhum mal
dessas não comerá o senhor carpeto enquanto eu tiver vida
então, porquê?
porque são de vinha-d’alhos e foram condimentadas com açafrão
se isso é assim, veja o senhor gramático de quantos manjares há nesta mesa qual me fará mais proveito e qual menos dano, e deixe-me comer dele à vontadinha, porque por vida de carpeto, e assim Deus ma deixe gozar, estou morto de fome, e o negar-me a comida, pese embora ao senhor gramático e o mais me diga, antes será tirar-me a vida que aumentá-la
vossa mercê tem razão, senhor carpeto : e assim me parece que vossa mercê não coma daqueles coelhos guisados que ali estão, porque são guarnecidos de alcachofra : daquela vitela, porque foi guarnecida com espinafres
aquele pratalhão que está mais adiante fumegando parece-me que é olha podrida, que pela diversidade de coisas que em tais olhas podridas costuma haver não poderá deixar de se achar alguma que me seja de gosto e proveito
absit! : longe de nós tão mau pensamento! : não há coisa pior no mundo que uma olha podrida com almôndegas e umas gotas de azeite : e a respeito das sobremesas nem uma sequer posso autorizar a vossa mercê : o flan, por causa do caramelo : o gelado, por conter açúcar : a macedónia, pelo xarope : e quanto ao esquisito sorvete que acabam de servir a vossa mercê, a dúvida ofende : é etimologicamente forâneo!
e, abandonando o carpeto na plena e solene posse da sua fome, galoparás de novo pelo próspero e florescente reino da Paz, do Desenvolvimento e da Ordem e provocarás catástrofes financeiras e desastres bolsistas mediante a brusca supressão de alcavalas e tarifas, da ab-rogação inesperada e radical de todas as barreiras alfandegárias
aos comerciantes que medem e pesam deixá-lo-ás sem fangas, quintais, arrobas, alqueires, quilates
privarás de álgebra as escolas e as contabilidades de números
e galoparás, galoparás e incorporarás às tuas hostes aguazis e alferes, almirantes e alcaides
requisitarás as bebidas alcoólicas
despovoarás de alvanéis as construções
derrubarás tabiques, secarás acéquias, motivarás infecções e epidemias ao destruir o árduo, laborioso sistema das alcantarilhas
e galoparás, galoparás sem trégua pelo vasto e assolado país, e quando a ruína seja completa e a bancarrota absoluta pararás em frente do mapa da Península e apontarás ainda com a tua varinha de barba-de-baleia
ah, lá me ia esquecendo : (…)
não esqueças o olé

(…)

*

agenda
aberta,

A Livraria não está aberta até 24 de agosto. De 25 de agosto a 7 de setembro, abrimos das 14h30 às 19h, exceto nos dias 27 de agosto e 3 de setembro. Voltamos ao horário completo dia 8 de setembro.

Mas perguntam vocês: porque é que nas duas semanas durante a Feira do Livro do Porto, abrimos terças, quartas, sextas, sábados e não quintas-feiras? Ainda bem que perguntam: não, não vamos ter stand na feira, como o Ricardo já fez o favor de explicar nesta nossa carta de 2025, mas este ano Teresa Coutinho convidou-nos a pensar para a Biblioteca Municipal Almeida Garrett duas sessões do nosso grupo «Isto não é uma aula», nas quinta-feiras 27 de agosto e 03 de setembro, às 18h.

Aproveitando que vamos realizar fora da aberta os grupos de leitura comentada que fazemos desde junho de 2021, decidimos que seriam em partes iguais um abraço a quem já nos conhece e uma apresentação a pessoas que possivelmente nos acompanhem a partir de agora. O grupo de quinta-feira 27 de agosto acontece depois de uma conversa de Elvis Guerra com Hilda de Paulo e terá como fio condutor autoras de países da América Latina (como forma de introduzir leituras do nosso grupo de outono, a acontecer na aberta a partir de 22 de setembro – falo disto depois). O grupo de quinta-feira 03 de setembro acontece depois de uma conversa de Helga Moreira com Rosa Martelo e terá como fio condutor autoras de Portugal. São sessões necessariamente mais curtas do que o habitual na livraria, pelo que a ideia é poderem aproveitar a feira e ter uma primeira abordagem a estes textos que, na sua grande maioria, nunca foram lidos comigo no Porto. As duas sessões terão moderação do Ricardo.

Nota importante: como estas sessões não são produzidas por nós e, a esta hora, o programa completo da Feira do Livro do Porto ainda não foi divulgado, será sempre melhor confirmarem as informações nas fontes oficiais assim que possível.

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