“Oi, Lê, fico feliz que você esteja aqui. Pensei em você porque meu marido, minha filha e eu saímos de Nova York no nosso Subaru e estamos viajando de carro pelos Estados Unidos. Ficamos três dias em Salmon, Idaho, e mais de um mês em Missoula. Lembro de dirigir por horas em estradas incrivelmente remotas — especialmente no caminho para Salmon — e imaginar você ali com a sua “Tetéia”. Não sei se era assim que ela se chamava. Enfim...
Tenho percebido que muitos filmes da Netflix repetem pontos da trama ou ficam constantemente lembrando o espectador do que está acontecendo, quase como se esperassem que as pessoas estivessem distraídas enquanto assistem. Você acha que essa mudança reflete uma transformação maior na capacidade de atenção humana? E, filosoficamente, o que acontece com a narrativa — e até com nossa vida interior — quando a arte deixa de exigir atenção sustentada de nós?”
- Monique
Monique, que mensagem mais gostosa de receber! Eu tenho uma conexão forte com absolutamente todos os elementos da sua frase: Nova York, Subaru, Salmon, Missoula, Tetéia. Que fantástico saber que vocês viveram essa aventura pelos Estados Unidos. Também fiquei bastante tocada pelo fato de você ter me imaginado ali com a minha moto. As estradas são muito mais longas e remotas do que as pessoas podem imaginar, né?
Foi interessante você ter conectado o tema dos filmes logo na sequência, porque eu percebi a mudança do meu humor junto com a transição do assunto. A vida vivida é boa demais: tem desafio, adrenalina, aprendizado, olhar atento e troca humana. Assim que você mencionou Netflix, senti a minha empolgação diminuir.

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