RSS Amplifier

Lambrequim · May 21, 2025

🦷 Mastigando músicas grudentas

0
Sign in to vote or save

Lambrequim · Lambrequim

Oi, tudo bem?

O Lambrequim desta quinzena vem pra fechar um ciclo acadêmico. Eis o que preparamos para a edição 205 do nosso quinzenário incidental:

🦷 Uma defesa de mestrado com direito a pesquisa inédita sobre um dos pioneiros do mangá no Brasil;
🦷 Uma seleção de links para você quebrar a cabeça com um quebra-cabeça, passear por paisagens sonoras do mundo & resgatar botões do GeoCities;
🦷 Uma investigação sobre como esquecer músicas chiclete mascando (adivinha só!) chicletes;

É isso! Compartilhe o Lambrequim com seus amigos e boa leitura!

Se você curte o Lambrequim, considere apoiar financeiramente o nosso trabalho. Você pode optar por uma assinatura mensal clicando no botão abaixo ou realizar um apoio único pela chave pix temporacriativa@gmail.com

PROJETOS DO LADO DE CÁ

por Mylle Pampuch

Chegou o dia de contar sobre umas das pesquisas mais incríveis que já fiz na vida: levantar, catalogar e analisar as 357 reconstituições de crimes em HQ que o artista Claudio Seto produziu para as capas do jornal Tribuna do Paraná de 1995 a 2006!

Como o material não está disponível na Hemeroteca Digital, foram necessárias 16 visitas à Divisão de Documentação Paranaense da Biblioteca Pública do Paraná (e o começo dessa saga foi registrado aqui e aqui) e quase mil registros fotográficos de trabalhos do artista que foram publicados nas capas do veículo — entre ilustrações, charges e HQs. E, em todo esse processo, tive a companhia e o apoio do Menin ❤

Como não poderia deixar de faltar, além da fundamentação teórica cruzando linguagem dos quadrinhos e jornalismo sensacionalista, escrevi um capítulo traçando o panorama da carreira completa de Claudio Seto — o que demandou muito mais pesquisa em periódicos e arquivos públicos, já que a história dele estava toda espalhada. O resultado de todo esse levantamento são 260 páginas repletas de informações inéditas e imagens sobre um dos pioneiros do mangá do Brasil.

Se você quer ser um dos primeiros conhecer esse trabalho, a defesa vai acontecer no dia 28 de maio (qua), às 14h30 na sala CC301 da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165 - Curitiba/PR).

Agora, se você não puder ir, lembre-se que aqui não damos ponto sem nó: essa pesquisa é apenas uma parte do meu projeto de divulgação da obra de Claudio Seto, que vai rolar no segundo semestre. Enquanto isso, você pode conhecer um pouco mais sobre o artista aqui.

NUM UPA!

Um arquivo de botões do site GeoCities.

Um quebra-cabeça difícil.

Navegue em sites aleatórios usando esta capa de TV retrô (em inglês).

⚡ Ouça paisagens sonoras do mundo.

INVESTIGAÇÕES MUSICAIS

por Menin

🔗 Clique aqui para ler no seu navegador

Sabe quando uma música gruda na cabeça e parece impossível de esquecer? Esse fenômeno, conhecido como earworm, acontece com a maioria das pessoas pelo menos uma vez por semana. O termo vem do alemão Ohrwurm, que significa literalmente “verme de ouvido”, e descreve essas melodias insistentes que se repetem mentalmente mesmo quando a gente não quer mais ouvi-las.

Às vezes elas duram só alguns minutos, mas em casos mais extremos podem incomodar por dias. Uma pesquisa feita na Universidade de Reading, no Reino Unido, encontrou um jeito curioso e simples de lidar com isso: mascar chiclete.

Os pesquisadores descobriram que o ato de mastigar pode interferir nesse tipo específico de memória sonora.

Em um experimento, voluntários ouviram músicas bastante populares e depois foram instruídos a não pensar nessas músicas por alguns minutos. Enquanto isso, alguns deles mascaram chiclete, outros batiam o dedo na mesa, e um terceiro grupo não fez nada.

Aqueles que estavam mastigando relataram pensar menos nas canções e também “ouvirem” menos essas melodias dentro da cabeça. A diferença foi significativa: mascar chiclete reduziu em até um terço a frequência com que a música (re)aparecia mentalmente.

Essa descoberta se baseia em pesquisas anteriores que já mostravam como o movimento da mandíbula ou mesmo o ato de articular palavras pode atrapalhar a chamada “fala interna” — aquele monólogo silencioso que fazemos o tempo todo com a gente mesmo.

Como a lembrança de uma música grudenta também envolve essa área da mente ligada à linguagem e à audição imaginada, mastigar parece ocupar esse espaço e dificultar que a música continue ecoando.

Além de ajudar quem sofre com músicas insistentes, os cientistas sugerem que mascar chiclete pode ter um efeito mais amplo, ajudando a reduzir pensamentos indesejados, especialmente aqueles que chegam em forma de sons — como falas, frases ou lembranças sonoras.

Embora o estudo não afirme que o chiclete seja uma cura milagrosa, ele abre caminho para pensar em formas simples de lidar com certos incômodos mentais. E, se isso for confirmado em novas pesquisas, talvez técnicas parecidas possam ser úteis inclusive em tratamentos para pessoas que convivem com pensamentos intrusivos mais graves, como nos casos de transtorno obsessivo-compulsivo.

No fim das contas, o que parece só um hábito cotidiano (mascar) pode ter efeitos inesperados no modo como nossa mente funciona.

Read the original on lambrequim.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.