Nos últimos meses, tenho falado muito sobre como a nossa infância e a relação que tivemos com nossos pais ou cuidadores continuam influenciando a vida adulta: na forma como pensamos, sentimos e agimos, mesmo depois de crescermos.
Muitas das dores que carregamos hoje parecem ter começado apenas na vida adulta.
A dificuldade de colocar limites. O medo de decepcionar. A necessidade constante de agradar. A sensação de nunca ser suficiente. A insegurança para tomar decisões. A autossabotagem diante das próprias conquistas...
Mas, muitas vezes, essas dores nasceram muito antes: na infância e na relação que construímos com nossos pais.
Na forma como fomos acolhidas ou ignoradas, incentivadas ou constantemente criticadas. Naquilo que aprendemos, ainda crianças, sobre o que era preciso fazer para sermos aceitas e amadas.
O problema é que essas marcas não desaparecem quando crescemos.
Elas continuam influenciando a forma como pensamos, nos relacionamos e fazemos escolhas. Enquanto permanecem inconscientes, seguimos repetindo os mesmos padrões, mesmo quando já decidimos que gostaríamos de viver de outra maneira.
Talvez seja por isso que tantas pessoas têm a sensação de viver sempre a mesma história, apenas com personagens e cenários diferentes.
Por isso, acredito que compreender e elaborar aquilo que Jung chamou de complexos familiares é um dos trabalhos mais importantes da vida adulta. Porque somente quando reconhecemos essas marcas deixamos de ser conduzidos por elas e começamos, de fato, a escrever a nossa própria história.
Uma boa notícia.
Se, enquanto lia este e-mail, você sentiu que esse tema fala diretamente com a sua história, quero compartilhar uma notícia muito especial.
As inscrições para a Jornada das Filhas Feridas continuam abertas.
Durante dois meses, vamos percorrer juntas um caminho profundo de compreensão e transformação para que você deixe de ser conduzida pelas feridas da infância e possa construir uma relação mais livre consigo mesma e com a história que deseja escrever para a sua vida.
E, para que mais pessoas possam conhecer esse trabalho, tomei uma decisão muito especial, e venho te fazer um convite.
A primeira aula da Jornada será aberta ao público e acontecerá gratuitamente, ao vivo, no dia 10/08 às 19h.
Nessa aula, você compreenderá por que alguns padrões insistem em se repetir, mesmo quando você deseja sinceramente mudar. Talvez seja a primeira vez que consiga reconhecer que muitas das dificuldades que enfrenta hoje não fazem parte da sua personalidade, mas da forma como aprendeu a sobreviver à sua própria história.
Esse pode ser o início de uma nova maneira de olhar para si mesma — com mais consciência, mais liberdade e, principalmente, com a possibilidade de construir escolhas que realmente sejam suas.
Porque ninguém pode mudar a própria infância. Mas todos nós podemos escolher o que faremos com a história que recebemos.
Espero encontrar você na próxima segunda, dia 10 de agosto nesta aula. O link para participar da aula será enviado dentro das minhas comunidades no WhatsApp, se você ainda não participa de alguma, entre por aqui:
https://chat.whatsapp.com/HDiSlR0weueGmoJdoZsl8q
Com carinho,
Jéssica Petit
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