Durante muito tempo, acreditamos que a liberdade da mulher dependia somente das transformações sociais. E essas transformações foram — e continuam sendo — indiscutivelmente fundamentais.
Presas ao medo de decepcionar, à culpa por colocar limites, à necessidade de agradar, ao medo de serem rejeitadas, à sensação de nunca fazerem o suficiente, à dificuldade de sustentar a própria voz e a relacionamentos que mudam de rosto, mas repetem o mesmo sofrimento.
Compreendemos que essas dores são resultados da forma como fomos socializadas. E essa compreensão é muito importante. Mas ela, por si só, raramente transforma a vida.
Porque não se trata apenas de um conjunto de comportamentos ensinados. Existe um psiquismo que foi sendo estruturado dentro dessas dinâmicas e que continua atuando dentro de cada uma de nós, muitas vezes de forma inconsciente, mesmo quando desejamos agir diferente.
Existe uma dimensão da liberdade e autonomia que nenhuma mudança política, econômica ou cultural consegue realizar em nosso lugar: a transformação da relação que estabelecemos com o nosso próprio mundo interior. A Psicologia Analítica nos convida a olhar para essa dimensão da autonomia.
Enquanto permanecemos inconscientes dos complexos psíquicos que organizam nossa forma de sentir e agir, continuamos acreditando que o problema estará apenas nas circunstâncias.
Mas algumas prisões não estão apenas do lado de fora.
No próximo domingo, quero refletir com vocês sobre esse tema em uma aula aberta e gratuita: "O ponto cego da emancipação feminina: uma perspectiva da Psicologia Analítica sobre a verdadeira autonomia da mulher."
Já anota na sua agenda: dia 19 de julho, às 19h.
A aula será ao vivo e não ficará gravada, então se organize para estar presente.
Essa conversa pode responder a perguntas que você carrega há anos sobre si mesma. Eu te espero lá!
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