entre esquinas vazias e sinais abertos
paro e não há ninguém por perto
fujo e nem sei de que
corro e não sei por que
pelo vidro espelhado
vendo no novo o passado
distorção do que já foi
o que vem depois?
muda o tempo do céu
muda o tempo dos prédios
a cada esquina
sobra sempre algo de luz
e algo de ruína.
me afasto e me aproximo
não sei bem qual o caminho
a cidade me enche de medo
digo “bom dia” a um estranho
que me responde sorrindo
o diesel mancha
de arco-íris o chão
o céu refletido numa poça d’água
mostra janelas, rostos,
algo além da mágoa
além de concreto e metal
nada é só cinza afinal
Long time no see you né, amigues leitores? Nunca prometi frequência mas passei um bom tempo sem publicar aqui porque, enfim, a vida acontece fora da internet e coisa e tal. Me conta nos comentários ou respondendo ao e-mail como você está? Vou adorar saber e espero não demorar a voltar à sua caixa de entrada.
Abraços e até depois!
diego b

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