Existe uma frase de Zaha Hadid que é “Eu acho que a experimentação não deveria ter fim”. Esta frase foi escrita num Post-It como parte de um projeto de do curador Hans Ulrich Obrist no Instagram. A cada personalidade que ele encontrava, ele pedia que escrevesse algo em um post-it (depois passou a ser qualquer papel rs) - este projeto virou uma antologia com volumes como: Remember to Dream!: 100 Artists, 100 Notes e ‘Wish You Were Here: 111 Artists, 111 Notes’ - o objetivo era unir duas formas diferentes a velocidade da distribuição de um post na rede social x a escrita à mão e o tempo que levamos para criar algo de forma manual. Alguns desenhavam, outros escreviam… a coleção é simplesmente fantástica. Tive a chance de vê-lo pessoalmente falar deste projeto e o entusiasmo dele é contagiante.
Eu sinceramente fiquei pensando em como seria ser ele e estar conectado à todos estes intelectuais, artistas e arquitetos que admiramos… e como deve ser enriquecedora cada conversa que ele tem e como ele deve ser uma pessoa que coleciona experiências únicas, e tem um repertório incrível e um vocábulo que precisa ser repassado para os outros... não à toa ele tem uma quantidade de livros publicados. Eu sempre aprendo muito só de observar o que ele posta, quem ele referencia, é uma forma de eu ampliar meu repertório de artistas.
Na semana de edição do videocast da Renata Zveibel, este post-it da Zaha apareceu pra mim por conta de uma exposição que estão montando sobre a Zaha Hadid.
Eu entendo que no caso de Zaha Hadid, experimentação tenha a ver com a possibilidade de inovação contínua em sua área de atuação, afinal, ela foi uma arquiteta renomada, trabalhando com arte, arquitetura e moda e explorando diferentes materiais e linguagens tendo sido a primeira mulher a ser reconhecida com o prêmio Pritzker ( conhecido o “Nobel da Arquitetura”) no ano de 2004 .
Eu confesso que pra mim, o post it de Hadid soa como um convite para uma constante abertura para a vida. Quando experimentamos algo novo nos mostramos abertos à possibilidade de sermos mais criativos. Você já percebeu que em viagens pode fazer coisas que normalmente não faria? Como puxar uma conversa com estranho, ou experimentar algo novo… se perder sem medo, afinal tudo ali é desconhecido. Quando viajamos estamos mais abertos.
Nós, como pessoas, também vivemos este processo de inovação contínua, o nosso autoconhecimento faz com que possamos melhorar com o tempo mas para isso precisamos testar, abrir as possibilidades antes de fechar o leque de opções.
Nesta conversa, Lucila, editora do Casa de Valentina, e Renata, que é especialista em Marcas, falam da construção da marca pessoal desde o nascimento, como ela mesma coloca: “Nós nascemos marca”. Das relações que estabelecemos com a casa em diferentes fases da vida. Da importância de não delegarmos nossas escolhas ou aceitarmos imposições que não dialoguem com quem somos.. Da constante necessidade de autoconhecimento e da necessidade - cada vez maior - da ampliação de repertório - vale até lembrar que esta pauta foi muito mencionada no episódio do mês passado sobre IA com . Em Casa #25 com Giselle Beiguelman.
Mais importante: Renata mostra como a ampliação de repertório está mais ligada à escuta do que ao acesso financeiro de cada um, e como uma escuta atenta pode nos enriquecer em qualquer lugar, independente da pessoa com quem se conversa, afinal, um ponto de vista diferente pode ser o suficiente para desencadear novas ideias ou abrir algo que antes estava fechado. O que Renata comenta é que ninguém precisa ser Hans Ulrich Obrist, apenas precisamos estar abertos para novas oportunidades de leitura, de consumo de arte ou de conversas.
Eu tenho certeza que você vai adorar a leveza desta conversa!
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