O mundo amanheceu menos colorido hoje.
Yayoi Kusama, uma das artistas japonesas mais importantes da arte contemporânea, morreu aos 97 anos, em um hospital em Tóquio, no Japão. A morte que aconteceu no dia 14 de agosto foi comunicada apenas hoje (27.08) por sua galeria, David Zwirner, e também divulgada em seu site oficial. O comunicado ainda afirma que ela continuou pintando até os últimos dias e manteve sua crença de que o amor poderia salvar o mundo.
Conhecida por transformar suas obsessões e alucinações em pinturas, esculturas e instalações cobertas por pontos, Kusama construiu ao longo de quase oito décadas uma obra que passou pelas artes visuais, a performance, a literatura, a moda e o design, e que fez de sua imagem, marcada pela peruca vermelha e pelos poás, uma extensão de seu próprio trabalho.
Nascida em Matsumoto, em 1929, Kusama começou a pintar aos 10 anos e se mudou para Nova York aos 27, onde integrou a cena de vanguarda dos anos 1960 ao lado de nomes como Andy Warhol. Foi também nesse período que criou performances provocativas e desenvolveu as primeiras Infinity Mirror Rooms, instalações imersivas que décadas depois se tornariam fenômeno mundial. Em 1973, retornou ao Japão e, a partir de 1977, passou a viver voluntariamente em um hospital psiquiátrico em Tóquio, mantendo seu trabalho artístico em atividade.
Sua influência também chegou à moda, com as icônicas colaborações com a Louis Vuitton. A primeira parceria aconteceu em 2012 sob a direção de Marc Jacobs, e a segunda e mais ampla coleção foi lançada no início de 2023, trazendo mais de 450 itens decorados com as famosas bolinhas (Infinity Dots) e padrões psicodélicos da artista.
Aqui no Brasil, seu trabalho pode ser visto no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), que reúne três obras da artista: I’m Here, But Nothing (2000), Aftermath of Obliteration of Eternity (2009) e Narcissus Garden (1996).
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