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Cartas do Fábio · Feb 6, 2025

Cartas do Fábio, n° 4

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Fábio Fonseca Horácio-Castro · Cartas do Fábio

Olá a todos,

Nas últimas semanas estivemos envolvidos no apoio à luta de povos indígenas e demais populações tradicionais do Pará, bem como aos docentes da rede estadual de ensino, no seu protesto contra a Lei 10.820/2024. Escrevi bastante sobre o assunto e ajudei a articular o apoio do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos a essa causa. Confesso que fiquei bastante gratificado por ver o empenho de tantos alunos e professores do Naea e senti um verdadeiro orgulho de fazer parte de uma instituição que não se calou diante desse absurdo. Fizemos uma carreata da UFPA até a Seduc e, lá, entregamos uma carta de apoio do Naea ao movimento em curso.

As duas fotos abaixo mostram nosso grupo, na saída da UFPA e na chegada à Seduc (a Secretaria de Estado da Educação do Pará, ocupada pelos povos indígenas). Essas coisas me fazem acreditar que a universidade pública ainda não está completamente ocupada por delírios personalistas.

Também coloco, abaixo, as conexões para meus textos sobre o assunto (ah, para todos os textos produzi, também, um resumo visual, publicado nas redes sociais. Deixarei os links após as referências dos textos):

Um deles, o mais volumoso, foi publicado no portal A Terra é Redonda. Ele se chama Os protestos Indígenas no Pará. Nele, resumo a questão, falando para o público brasileiro em geral. A recpercussão desse texto foi muito boa; recebi vários emails de jornalistas e de leitores em geral, de todo o país, preocupadas com a questão. Sempre que publico no A Terra é Redonda o retorno é imenso e gratificante.

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Os outros três textos foram publicados no portal Uruá-Tapera – que, por sinal, fez um excelente cobertura de apoio em favor da educação e da revogação da mafadada lei.

No texto Ontologias de Belém 2: Desperdício de capital político no ano da COP, trato, principalmente, do desgaste do governo Hélder Barbalho, diante do governo Lula, causada pela sua escolha neoliberal. Discuto uma coisa que passou desapercebida pela grande mídia paraense: a perda a presidência da COP 30, nesse contexto.

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No texto Ontologias de Belém 3: Os movimentos indígenas confrontam o governador Hélder B. e produzem rupturas coloniais inicio uma reflexão sobre a atitude colonial, colonialista e, ao mesmo tempo, colonizada do governo Hélder Barbalho, criticando os meandros do seu projeto neoliberal e refletindo sobre as consequência de uma educação sem professores.

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No texto Ontologias de Belém, n° 4 – A história da Amazônia é um xadrez ontológico, faço uma discussão sobre a diferença entre as ontologias dos agentes da colonização/colonialismo/colonialidade e, por outro lado, dos agentes que resistem a tudo isso. Acho este texto muito bom para explicar como funciona, historicamente a Amazônia. Recomendo-o para salas de aula...

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Vejam, essa série chamada Ontologias de Belém começou, no seu n° 1, discutindo meu livro, recém lançado. Vejo que, na verdade, meus textos literários, científicos, políticos, jornalísticos, todos eles, se misturam.

Ocorre que, diante da necessidade da luta pela educação, acabei deixando para segundo plano divulgar meu livro...

Mas vou correr atrás desse atraso.

Apontamentos sobre a Cidade Imaginária de Belém, meu novo livro, está começando seu caminho… Para comprá-lo (e recebê-lo pelos correios – inclusive com dedicatória, se quiserem), tem este link.

O lançamento foi muito legal. Tem uma sequência de imagens aqui, se forem curiosos. Foi uma noite de muita chuva, então agradeço muito a todos que fizeram o esforço de se deslocarem até lá. Sei que não é fácil...

Também agradeço à maravilhosa Lidia Rodarde, que conversou comigo sobre o livro, no cineminha do Sesc e que moderou a roda de conversa que se seguiu, numa interação muito boa com a plateia.

Agora, se vocês quiserem entender o livro no seu universo expandido ou seguir o spin off da obra, bom, o que aconselho é seguirem o fio destas Cartas do Fábio.

Certo é que a prolixidade de links dos universos digitais permitem que a gente se perca nas narrativas – mas acho isso uma coisa bem legal. Ainda que o livro reste sendo o livro, os mundos se multiplicam em torno dele.

Tal como nós, dentre leitores e vagos autores.

Bom, na próxima destas Cartas espero voltar a falar a literatura, se as intercorrências políticas não retirem dela a minha atenção.

Vocês sabem, a vida é como dá. A gente (eu) se (me) divide (divido) entre a gestão de um PPG nota 7, a orientação de uns 20 alunos, a pesquisa de campo, as aulas, a escrita científica, escrita literária e a escrita política sobre as coisas que temos compromisso de participar, e isso afora as reuniões intermináveis e as essenciais e os consertos das coisas que vão se quebrando na minha casa, havendo de sobrar tempo para os cães, os gatos, minha planta carnívora, os filhos, a neta, a esposa e a academia smartfit - afora a natação, no Remo, que ainda não consegui começar.

Bisous, F.

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Read the original on fabiohoraciocastro.substack.com

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