Se no primeiro post vimos que o Ethereum é um computador mundial descentralizado, agora vamos entender como essa máquina funciona por dentro.
Toda blockchain é como um livro contábil público. Cada página desse livro é um bloco, e dentro dele estão registradas todas as transações que aconteceram em determinado período.
No Ethereum, essas transações não se limitam a enviar e receber dinheiro (ETH). Elas também podem executar programas, que chamamos de smart contracts.
O que torna o Ethereum especial é a EVM – Ethereum Virtual Machine.
Ela é como o “sistema operacional” do Ethereum, responsável por:
Interpretar e executar os smart contracts.
Garantir que todos os nós (computadores da rede) concordem sobre o estado atual da blockchain.
Para rodar programas no Ethereum, precisamos de energia computacional, medida em gas.
Gas é a unidade que mede o esforço de uma transação.
Quanto mais complexa a operação (ex: criar um NFT), mais gas.
O pagamento é feito em ETH.
Analogia: pense no Ethereum como uma rodovia.
Cada carro é uma transação.
O pedágio é o gas.
Quanto mais pesado o carro, maior o pedágio.
Desde 2022, o Ethereum usa o Proof of Stake (PoS).
Em vez de mineradores, temos validadores que colocam ETH em stake.
Quem age de forma desonesta pode perder os ETH travados.
Isso deixa a rede mais eficiente e sustentável.
O funcionamento interno do Ethereum garante que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa interagir com a rede de forma segura, transparente e sem intermediários.
É essa base que permite a criação de todo o ecossistema DeFi, NFTs, DAOs e muito mais.
No próximo post da série, vamos mergulhar em um dos conceitos mais poderosos do Ethereum: o que são Smart Contracts e por que eles são a verdadeira revolução.
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