Esse texto foi escrito na plataforma Pulsar, uma ferramenta de escrita criativa que te dá, todos os dias, um tema diferente para deixar a imaginação voar. Sexta, 31 de julho de 2026, o tema é: “Descreva uma saudade sem objeto — de algo que você não sabe ao certo”
é um café amargo para quem gosta de açúcar ou um bem doce para quem gosta de amargo. é um agridoce estranho, não tipo manga na salada, mas uma combinação que dá sensação de engolir errado. é acordar sexta feira e não sentir felicidade, é ler poema de criança, daqueles bem fofos e ter vontade de chorar sem saber exatamente o motivo. a saudade ela corrói por dentro, ela deixa seu coração pequenininho, parece infarto sem prognóstico cardiológico. é aquilo que a gente nem sabe da onde veio, pra onde vai ou porque existe. é, mais uma vez, ter vontade de deitar em posição fetal e deixar as lágrimas lavarem a alma, o peito, o coração, o corpo e o que mais precisar. até agora, não sei exatamente do que me sinto tão longe, o que me faria feliz, mas parece que nada pode resolver uma saudade que não tem nome, não tem cor e, pior de tudo, nem cheiro tem. só sei que sinto falta, sinto dor, sinto vontade de voltar para um lugar que não conheço. ou seria chegar nesse lugar? saudade é aquilo que a gente já viveu, mas será que dá pra sentir saudade do que ainda não chegou?
Sempre que der, vou trazer meus textos de Impulsos do Dia pra cá. Nas sextas, prepare-se para receber algo desse tipo ;)
Ahh, e se quiser colocar seu impulso aqui também, me manda que eu faço uma coletânea de impulsos nas sextas. Ficaria legal, né? Acabei de ter essa ideia!

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