Boa tarde.
Eu juro que se vir/ler/escrever a palavra Paraty mais alguma vez eu vou ter um treco. Depois de um banho de ervas, de matar as saudades da Taoiba e de trabalhar o dia inteiro, é preciso vir aqui finalizar o diário porque, afinal, neste ano tivemos eventos no domingo.
Estive em uma mesa, na Casa Queer, Poéticas de Desobediência. A Gabriela Soutello mediou as professoras, poetas e pesquisadoras Tatiana Pequeno e Carla Miguelote, falando sobre o aprendizado da desobediência e sobre a poética lésbica. A mediação da Gabriela acertou no tom com perguntas simples e diretas, que permitiram às autoras insights sobre a importância da leitura (um clichê que se tornou urgente em um país de exclusivos escritores) e a desimportância da poesia. Assistir a uma mesa na Casa Queer, domingo, às 11:30 da manhã, naquele clima de fim de festa, ressaca generalizada, realizada em uma casa marginal, ali na ponta da praia (para mencionar o poema que a Tatiana leu a respeito do pai, “cantilena da outra ponta da praia”) foi algo oridesiano, em certa medida. Não sei se é minha eterna vontade de mais poesia, fico com a sensação de que gostaria de ter me encontrado mais com a poesia de Orides. É pelas margens o caminho.
Não houve logística mental e física para convescotes. Encontrei o limite das forças físicas e emocionais.
A Mote, revista de ensaios contemporâneos, publicada pela Cobogó, iniciativa editorial do Gustavo Onto e da Eugênia Motta. Para este metido a ensaísta que vos fala, desejo vida longa à Mote.
Vi e aderi ao manifesto “Quem Traduziu”, que denuncia a precariedade do trabalho de tradução literária no Brasil, marcado por baixa remuneração, contratos desvantajosos, ausência de royalties e falta de reconhecimento profissional. O manifesto reivindica melhores condições de trabalho,vcomo o reconhecimento da tradução como atividade autoral, remuneração mais justa e atualizada, pagamento de royalties, respeito a prazos e a devida atribuição de crédito ao tradutor , convocando tradutores, editoras, imprensa e leitores a apoiarem a causa por um mercado editorial mais justo.
A falta de etiqueta de certos ouvintes de mesas que pedem o microfone durante as perguntas para fazer autopromoção. Além dos insuportáveis 18 minutos de autoficção, somos brindados com uma live em forma de audiobook de um trecho de seus respectivos opúsculos. Lançarei o manifesto “Constranja um tosco”, que consiste em criar regras de apavoro. Será distribuído nio ano que vem aos mediadores e mediadoras das casas e público geral que se sente desrespeitado por essa forma de coação geral.
Simplesmente nada a declarar, estou arruinado.
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Até o ano que vem.

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