👋🏾 Alô, pensantes! Prof. Dawton aqui.
Esta é a primeira edição “Pra ler no intervalo” depois que expliquei a reforma pela qual a newsletter passou. Se você não viu essa explicação, vou deixar o link. Foi curta, mas proveitosa para realinharmos as expectativas sobre o que vem pela frente.
Nesta edição:
Links de notícias recentes da área da educação, com destaque para a recém-aprovada Carteira Nacional Docente, como parte das “comemorações” do Governo Federal para outubro, vulgo mês do professor;
“Do meu caderno para o seu”, uma folha de redação editável, que tem as medidas oficiais do Enem, com espaços para você colocar a sua identidade visual ou a da escola em que você trabalha;
“Antes do sinal tocar”, vou te contar o que andei aprontando no Instagram nos últimos dias.
Bora?!
Talvez você também tenha recebido no WhatsApp o link para se cadastrar no Portal Mais Professores, usando sua conta Gov.br, para receber a já tão falada Carteira Nacional Docente (CND). Eu cheguei a acessar e fazer o cadastro, informando uma das escolas em que atuo e me submetendo à análise das informações. O link, no entanto, está fora do ar até a publicação desta edição e imagino que isso se deve ao fato de a lei que cria a CND ainda não ter sido sancionada pela presidência, o que deve acontecer nos próximos dias.
Segundo o Ministro da Educação Camilo Santana, a intenção é começar a emissão do documento no dia 15 de outubro, em alusão do Dia do Professor e em conjunto com uma série de projetos que o governo deve lançar no mesmo mês para a categoria docente.
A Carteira é inspirada em outras categorias profissionais que contam com documento semelhante, como advogados e médicos, e terá o efeito prático de facilitar a comprovação do trabalho docente, dispensando a necessidade de apresentação de contracheque, para benefícios como meia-entrada. Para além disso, a CND, segundo o ministério, também oferecerá aos professores descontos em shows, cinema, teatro e hotéis, além de direito a um cartão de crédito sem anuidade emitidos pela Caixa ou pelo Banco do Brasil.
Sinceramente? A iniciativa é legal, mas, assim como outras que foram anunciadas, como bolsa para quem optar por cursar licenciatura, tem todo o caráter de “calmante” político para uma categoria que reivindica fortalecimento e valorização a partir de ações mais significativas, como implementação irrestrita do piso salarial e regularização do valor da hora/aula praticado no mercado privado de educação. 🤷🏾♂️
Educação de jovens e adultos eleva empregabilidade em 7%, indica estudo: a Educação de Jovens e Adultos (EJA) aumenta a empregabilidade e renda de jovens que não concluíram o ensino básico, mas sofre queda na oferta. O estudo destaca seu papel na inclusão de pessoas negras, mulheres e trabalhadores de baixa renda;
É um erro avaliar o professor pelo desempenho dos alunos, diz especialista (matéria da Folha com proteção de paywall): o especialista chileno Jorge Manzi, referência internacional em avaliação educacional, afirma que é um erro julgar o trabalho dos professores apenas pelo desempenho dos alunos, pois isso ignora fatores externos como contexto social e estrutura escolar, além de limitar o aprendizado; ele defende menos controle e mais confiança na prática docente, com modelos de avaliação formativa, colaborativa e voltados ao desenvolvimento profissional, o que pode inspirar educadores brasileiros a repensarem políticas de responsabilização e valorizarem a autonomia pedagógica.
Projetos de Lei tramitando na Câmara dos Deputados propõem proibir a substituição de professores por Inteligência Artificial e incluir o ensino de IA nas escolas;
Nível dos alunos melhora no CE, mas 53% termina ensino fundamental com aprendizado 'crítico' em Matemática: apesar da melhora nos índices de aprendizagem, 53% dos alunos do 9º ano da rede pública do Ceará ainda encerram o ensino fundamental com desempenho crítico em matemática, segundo o Spaece 2024. Especialistas apontam causas como desigualdade social, falta de estrutura escolar, transtornos cognitivos não diagnosticados e metodologias pouco atrativas, defendendo políticas de corresponsabilidade e apoio à prática docente para enfrentar o problema.
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A digitalização das comunicações trouxe desafios para várias áreas do conhecimento, sobretudo para a de linguagens e suas tecnologias. O ensino de produção textual, nesse sentido, tornou-se ainda mais desafiadora por ter de ser acompanhada de um policiamento cansativo do uso que os estudantes insistem em fazer de aplicativos de inteligência artificial ou, mais anterior a isso, do hábito de fazer rascunhos no bloco de notas do celular e não no papel, com caneta e caligrafia.
O problema é bem mais complexo e estrutural, mas meu foco aqui vai por outro caminho. A escrita de textos requer o acionamento de diversas habilidades cognitivas, mas também de competências motoras, como o domínio de uma motricidade fina necessário para o gesto de pinça que permite o próprio gesto de escrever. Quando se trata de Enem, soma-se a isso a necessidade de o aluno se adaptar a uma pauta que não é larga. É por isso que o uso de uma folha de redação que, para além de espaço para informações básicas (nome, número, turno, campo de notas etc.) também tenha as dimensões exatas da própria prova simulada é tão importante.
Pensando nisso, tenho um formato de folha de redação que levo comigo a todas as turmas para as quais sou convidado a assumir na produção de textos e vou compartilhá-la agora com você. Basta clicar aqui para abrir uma versão desse arquivo direto no Google Drive, em formato editável e adaptável a qualquer contexto escolar. O verso da folha de redação traz um resumo dos critérios de avaliação do Enem e uma sugestão de siglas para sinalizar desvios (que eu particularmente não uso, mas gosto de manter no arquivo porque há quem faça bom uso).
Iniciei a série de vídeos curtos chamada “Escrevendo uma redação nota 1000 do zero”, em que apresento cada pequeno passo do processo que eu recomendo para uma redação de nota máxima: parte 1, parte 2, parte 3 e parte 4;
A importância de estudar por eixos temáticos e não apenas por temas;
10 termos que quase sempre pedem crase na redação do Enem;
9 formas de culpar o governo na redação do Enem (esse foi polêmico e eu nem imaginava que poderia ser 😅);
4º volume do e-book Redação Enem, elaborado em parceria com as professoras do perfil @na_auladeportugues, com 10 propostas e 10 textos exemplares inéditos.
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Espero ter sido uma boa companhia. Até o próximo intervalo!

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