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Dia Sim, Dia Não · Jun 15, 2026

7 a 1: O Inimigo Agora é Outro

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Dia Sim, Dia Não · Dia Sim, Dia Não

Antes de qualquer coisa, caso não saiba, em julho acontece o meu curso de Criação de Conteúdo para Redes Sociais no Museu da Imagem e Som de São Paulo. Vou compartilhar minhas referências e como eu faço pra criar conteúdos nas redes sociais.

Vai ser ao vivo, presencial, de 14 a 30 de julho. Bora? Inscreva-se neste link. Falo mais sobre neste post.

Depois da primeira, agora a segunda edição especial Copa 2026. Talvez tenha a terceira, mas não garanto.

Quando começou Alemanha X Curaçao estava na cara de que era a história do futebol acontecendo. Não pelo placar, já que todo jogo começa com 0 a 0. Mas era a estreia de um país de apenas 160 mil pessoas num evento nababesco.

Pensa que os 20 bairros mais populosos de São Paulo tem pelo menos os mesmos 160 mil habitantes. Jardim Ângela e Grajaú tem o dobro dessa população. Enquanto isso, a China com mais de um bilhão de habitantes não conseguiu ter 22 deles classificados em um time para a Copa desse ano. É uma conta que não fecha até porque não faz sentido.

E esse pequeno país do Caribe ainda estava começando contra a Alemanha, uma das melhores equipes do mundo há décadas — afinal eles são europeus, o que no futebol é suficiente pra eles serem melhores que muitos outros.

Quando saiu 1 a 0 pra Alemanha aos seis minutos já ficou visível o que poderia acontecer. Mas logo Curaçao empatou e o placar ficou nessa por 17 minutos. Durante um terço da partida os caras estavam lá com 1 a 1. Foda demais, vai. O problema é o que aconteceu nos outros dois terços da partida.

Os caras não tiveram dó e fizeram 7 a 1 de novo. Virou 7 a 1: O Inimigo Agora é Outro.

Quem não reviveu aquela terça-feira 8 de julho de 2014, aquele jogo do Mineirão pro mundo, onde se criou um clima terrível, já está morto por dentro.

Vale fazer duas comparações entre as partidas.

O primeiro tempo terminou em 3 a 1 pra Alemanha. No nosso 7 a 1, o primeiro tempo acabou em 5 a 0, os caras fizeram 5 em apenas 18 minutos. No segundo tempo eles tiraram o pé e evitaram o vexame ainda maior. Contra Curaçao fiquei com a impressão de que ninguém tirou o pé de nada, muito pelo contrário. E a turma do Caribe ainda fez o que pode, teve várias chances de gol, que não viraram gol, mas pelo menos tentaram.

Fora isso, o nosso 7 a 1 foi na Semifinal da Copa no Brasil! Brasil que é pentacampeão mundial e tals. Curaçao tava jogando pela primeira vez em todos os tempos.

Foi uma derrota horrível e uma estreia bem ruim para um time da Copa, claro. Não vou negar. Mas ouso dizer que foi digna.

Se até na Meca do Capitalismo, o lugar onde os caras não desperdiçam nem ao menos um segundo sem ganhar algum dinheiro, agora tem pausa pra hidratação, por que você não se hidrata também?

A ditadura da hidratação não para!

Só que até a pausa pra hidratação é patrocinada. Talvez essa história de que os jogadores precisam parar tenha sido inventada só pra ter mais esse comercial.

Me passou pela timeline esse vídeo do pessoal do jornal The Guardian reclamando da pausa pra hidratação. O argumento é que esfria o jogo. E é verdade!

Do nada, percebi que era sábado, pra mais de duas da madrugada e eu estava assistindo ao empolgante jogo Austrália e Turquia. E foi realmente um jogo bom. Quando soube dos horários dos jogos, achei complicado esse negócio de futebol de madrugada. Pensei que não iria assistir a nada disso porque a vida não é fácil, como você deve saber.

Pois não só aconteceu o inesperado, como estou escrevendo esse post às 0h00 de domingo pra segunda no intervalo de Suécia e Tunísia. Mais um jogo bom com 6 gols, 5 a 1 pros europeus.

Vamos combinar que o jogo não foi bom. Poderia ter sido pior? Sim! Mas bom não foi. Tem como melhorar? Sempre tem. Mas será?

No começo da partida achei que estava fraco, de repente animou um pouquinho. Logo saiu o gol. Aí veio o empate, desanimou um pouco. Mas deu pra levar o primeiro tempo sem morrer de tédio.

O segundo tempo foi chato, de repente eu estava falando com meus amigos sobre essas novas cervejas sem glúten e as expectativas para o mandato de governador do Eduardo Paes.

Inclusive, o segundo tempo deixou tanto a desejar porque todo mundo esperava mais do Brasil. Não só isso, mais do Marrocos também.

Enquanto isso, como revelou aquele quadro ótimo de leitura labial do Fantástico, o Endrick tava no banco falando: “É isso, né, pai. Se eu pudesse, eu entrava”.

Olha eles batedo um papinho em vez de jogar

Sexta tem Brasil X Haiti. Pode ser que melhore um pouco o clima. Pelo menos vai ser um jeitinho diferente de sextar nesse país. Isso não tem como negar.

Se você buscou um post com o baixo astral lá em cima sobre a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo, você veio ao lugar certo.

Admito que essa é uma situação que eu gostaria muito de estar enganado. O tempo dirá.

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A internet é feita de dicas e eu não posso ficar de fora pois sou um cidadão do mundo. Essa é a função básica da seção DICA DE CULTURA.

Estive no cinema assistindo ao novo filme do diretor espanhol Pedro Almodóvar, o Natal Amargo, um filme de Natal no primeiro semestre do ano.

Como o nome diz, a história é sobre um Natal bem amargo. Para certas pessoas. Isso é o básico, tem mais todo o resto. Se você curte uma história bem dramática, tem uma família complicada, saúde mental prejudicada, adora tomar remédio pros nervos, gosta de cinema e/ou tem apreço pela língua espanhol, esse filme é perfeito.

Se por acaso você preencher apenas um desses requisitos, já tá mais que suficiente, pode ir ver ao cinema mais próximo.

Não é a primeira vez que escrevo sobre esse diretor aqui na newsletter, teve a vez que escrevi Pedro Almodóvar enquanto um velho da tosse.

Termina aqui a Dia Sim, Dia Não 222. Logo em breve a edição 223 chega ao seu e-mail. Só não sei bem quando vai ser.

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*a frase é meramente ilustrativa, não tenho como garantir nada

Read the original on davirocha.substack.com

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