“Não se compare, você nunca sabe do que cada pessoa teve que abrir mão para conquistar o que se tem.”
Autoria desconhecida
Olhe para as pessoas em altos cargos de poder e me diga: fora a grana, você gostaria de ter a vida que elas têm?
Minhas colegas de trabalho sabem que comparação não é um hábito em que gosto de gastar muito tempo. Tô sempre dizendo que não devemos comparar laranjas com bananas. E a realidade é que me custa muitíssimo, de fato, achar outras laranjas.
Isso porque geralmente o que se compara é o resultado, a parte de fora, a casca mesmo. Mas, pra eu conseguir comparar, eu preciso ver como a linguiça é feita.
Como são os dias por trás daquela vida?
Qual é a qualidade das relações, o nível de prazer envolvido no ofício, qual a treta que é necessário sustentar?
No fim do dia, como está a cabeça que deita no travesseiro?
Sem esses dados tudo parece muito empolgante. Mas não, muito obrigada, fico aqui com a minha vida mesmo.
Isso porque, muitas vezes, grandes feitos e lindas histórias de sucesso profissional vem com um estilo de vida que transforma a vida fora do trabalho em algo de segundo plano, um espaço mínimo e bastante orientado em fazer a coisa que realmente importa (o trabalho) funcionar. Essa lógica nunca funcionou na Contente.
Temos vivido um dos momentos mais bonitos da nossa história de mais de 15 anos (que penso que um dia deveria contar aqui, o que vocês acham?).
Temos integrado partes enormes de quem nós somos e acreditamos no conteúdo e isso, em vez de fechar nossa amplitude de possibilidades, só faz aumentá-las.
O meu papel é o de refletir sempre sobre os nossos caminhos. Presente, passado, futuro. Quem está há muito tempo liderando um negócio criativo sabe que a relevância é uma avenida da qual um criador não quer nunca se afastar.
Não somente pela desejável dupla fama-grana (também, óbvio), mas principalmente porque esse é um ramo de atuação de gente que sobrevive ao conseguir se manter na conversa. A gente quer sempre fazer parte da conversa.
Nos momentos bons, é gostoso pegar um pouco de fôlego e olhar ao redor: como foi que chegamos aqui?
Uma pergunta aberta
“Quando fazemos uma pergunta nossa mente está ativa, mas ainda assim aberta. O processo de questionar nos protege de nossa tendência a chegar a conclusões absolutas. Em vez disso, podemos responder à incerteza e à mudança comcuriosidade e admiração.”
Elizabeth Mattis-Namgyel, em “O poder de uma pergunta aberta”
Percebemos que, ao longo do tempo, o que mais oferecemos na Contente não são respostas, mas sim estruturas de perguntas abertas. Qual é a internet, o trabalho, a saúde, a vida que a gente quer?
Gostaria de dizer que ao criar essa estrutura sempre tive a intenção de mantê-la aberta, mas não foi o caso. Era sonora, era coletiva e, só depois de todos esses anos, percebi que era, acima de tudo, muito educativa.
Qual é o trabalho que a gente quer?
Somos viciados em respostas, queremos saber o porquê das coisas, mas a cada ano que passa eu só desejo conseguir manter essa pergunta aberta.
E percebi que, durante todos esses anos de criação do trabalho que a gente quer, essa pergunta realmente nunca se fechou em uma resposta. Tínhamos, claro, pistas, indícios e até alguns inegociáveis, mas o que sempre pairou em cima da minha cabeça até hoje não foi uma visão fechada, mas sim essa pergunta que sempre teve o superpoder de oferecer o parâmetro necessário para tomarmos nossas decisões.
Uma resposta, por melhor que seja, nos fecha. Uma resposta pode envelhecer mal da noite para o dia. Já uma pergunta está sempre fresca, pois ela mora no momento presente.
Para criar o trabalho que a gente quer, precisamos começar primeiro pela vida
Ao longo de uma carreira, na mistura entre sorte, privilégio, esforço e méritos de cada um, apresentam-se oportunidades de trabalho capazes de definir toda uma vida. É louco pensar que dependendo da escolha A ou B tem todo um plano de vida que se abre (ou se fecha). Ao longo da história da Contente, essas decisões nunca foram pautadas somente pelo trabalho oferecido, mas principalmente pela vida que aquilo iria proporcionar.
Há quem acredite no crescimento sem limites, mas o nosso esforço sempre girou mais em torno da filosofia do “Small is beautiful“. Cada sim é medido não somente pela grana que vai aportar, mas pela quantidade de vida despendida, na qualidade da vida que teremos durante a sua realização. Tem coisas que realmente o dinheiro não pode comprar.
De fora, conseguimos ver os “sim” que os profissionais podem dizer, mas uma história profissional também é construída em cima dos “nãos” que dizemos quando o que está em jogo é a nossa paz. Temos orgulho dos nossos!
Enquanto isso, na Contente:
Suvinil apresentou a conversa sobre a era clean que invadiu as casas, transformando a estética colorida e acolhedora que sempre nos foi característica para um mundo de casas que mais parecem clínicas odontológicas. Foi uma delícia abordar esse tema em forma de publicação e podcast, ambos com um engajamento memorável (todo mundo revoltado, rs).
Hering apresentou seu dia das mães com a mensagem de que a maternidade não tem fórmula nem ritmo pré-definido; é uma dança que se aprende, se entende e se renova a cada momento.
Riachuelo foi a primeira marca a introduzir a pauta da menopausa na Contente, junto com a Lycra. A recepção foi maravilhosa, e não vemos a hora de seguir abordando esse tema em nossos conteúdos.
O Boticário nos deu a permissão que mais amamos: a de romantizar tudo sim! A comunidade amou o tema e deu um show nos comentários.
“Aproxime-se dos seus filhos” foi o lançamento da Sextante focado em famílias de crianças e adolescentes, um tema sensível e importante que adoramos colocar em pauta.
Sicoob apresentou seu cartão que dá meia-entrada no cinema sempre e a gente puxou uma conversa sobre como não é só a nossa atenção que tá curta, mas a grana também.
Também estivemos em campanhas sobre o maio amarelo, com conteúdos apresentados por Indrive e Nissan. Pauta importante demais.
Pra gente tem sido uma honra e uma alegria o trabalho desenvolvido com o Instituto Serrapilheira (@institutoserrapilheira), uma instituição que apoia a ciência de excelência e a divulgação científica no Brasil para ajudar a gente a entender melhor o mundo. Junto a eles estamos trazendo para a comunidade a pauta da crise climática e de seus impactos cotidianos.
E o mandato da deputada Marina Helou também está em conversa com a nossa comunidade. A primeira pauta que criamos em conjunto foi sobre a proibição da venda de ultraprocessados na cantinas das escolas e o fortalecimento da amamentação nas creches. A conversa foi boa, dá pra ver aqui!
Dúvidas, sugestões, vontade de criar algo junto? Escreve pra gente!
Com carinho,
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