RSS Amplifier

André Carvalhal · May 28, 2025

news carvalhando

0
Sign in to vote or save

carvalhando · André Carvalhal

A Folha publicou um especial em que lista os melhores livros brasileiros no século 21, de acordo com a seleção de 100 pessoas envolvidas com o mundo do livro, como curadores, escritores e professores. Entre os votantes na lista, estão o cordelista cearense Jarid Arraes, o escritor e ativista Ailton Krenak e o escritor Itamar Vieira Júnior, autor dos romances Torto Arado e Salvar o Fogo. Veja aqui a lista completa dos votantes.

  • Um defeito de cor - Conta a saga de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

  • Torto arado - Nas profundezas do sertão baiano, duas irmãs encontram uma misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas…

  • O avesso da pele - Conta a história de Pedro, que, após a morte do pai, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos.

  • Nove noites - Narra a história de Buell Quain e revela as contradições e os desejos de um homem sozinho numa terra estranha, confrontado com os seus próprios limites.

  • O filho eterno - O romance expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down.

Este é o primeiro evento presencial que co-organizo e co-apresento - junto com a Ciça Campos. Tivemos que mudar de lugar para caber mais gente, e com uma semana de antecedência esgotamos os ingressos

Obrigado a todas as pessoas que compraram, a todas as pessoas que toparam meu convite para participar dos talks e a todas as marcas que vão patrocinar e apoiar. Se você ou sua marca quiserem fazer um evento assim na sua cidade, responda esse email ;)

O assunto inteligência artificial não para de render. E um estudo do Fórum Econômico Mundial que saiu neste mês de maio mostrou que a IA (já) está piorando as disparidades de gênero no local de trabalho. O motivo é que as mulheres são sub-representadas em funções ampliadas pela IA e super-representadas em empregos com maior risco de disrupção, aprofundando as disparidades de gênero existentes. É um problema duplo.

Exemplos de ocupações que podem ser reduzidas com a inserção da IA incluem assistente administrativo (que tem 91% de mulheres trabalhando na posição) e gerente de escritório (88% mulheres). Já nas áreas que podem se ampliar com a IA, por sua vez, incluem engenheiro elétrico (94% homens) e engenheiro mecânico (89% homens).

How AI is making workplace gender gaps worse - Fast Company
Fast Company

Além disso, o uso da IA em processos de recrutamento e contratação pode enviesar ainda mais as disparidades de gênero que já existem, mantendo homens em destaque e mulheres em desvantagem.

Como aponta o WEF, confiar em padrões históricos de emprego para fazer previsões sobre desempenho futuro tem frequentemente ignorado o potencial das mulheres para ter sucesso em empregos onde tradicionalmente não eram representadas. Se vamos pensar nas profissões do futuro, precisamos refletir os padrões ruins que já existem no mundo do trabalho até aqui, para pensar em formas de reduzir esses efeitos.

O vale da estranheza se abriu na internet com as bebês reborn. Mas e se eu te contasse que existem bonecas adultas humanizadas com tecnologia de IA acoplada, que estão sendo vendidas com o propósito de companhia ou sexual? Falei sobre isso aqui.

O mercado de inteligência artificial tem movimentado diversos setores menos óbvios do mercado - como o sexual. Dados da Statista mostram que o segmento de bonecas sexuais de IA tem uma fatia significativa do mercado de tecnologia sexual, que só cresce. Um dos exemplos mais estranhos é o Cybrothel em Berlim, o primeiro bordel cibernético da Europa, que usa uma combinação de inteligência artificial, realidade virtual e dubladoras reais para proporcionar aos visitantes uma experiência sexual personalizada, cortesia de algumas peças de silicone assustadoramente realistas.

New Statesman

As questões que pairam pela nossa cabeça são muitas. Que tipo de valores absorvemos quando preferimos nos relacionar com objetos que parecem humanos, mas não possuem a capacidade de discordar voluntariamente?

E além disso, se boa parte do valor de venda por trás dessas tecnologias está em solucionar a crescente epidemia da solidão, fornecendo companhia para quem está se sentindo sozinho, vale nos questionar se elas de fato têm a capacidade de cumprir o que prometem. Diversos estudos nos últimos anos já encontraram correlações entre o uso excessivo de telas e redes sociais com o aumento da solidão.

Um estudo mais recente, de 2025, apontou que o uso compulsivo de tecnologia digital está associado a níveis mais altos de solidão, sugerindo que é a natureza das experiências com tecnologia digital que está associada à solidão. Ou seja, não existem indicativos para acreditar que mais tecnologia resolverá a nossa solidão coletiva.

Does Technology Make Us More Alone?
The roots project

Um novo movimento batizado de “Appstinência” – um trocadilho entre abstinência e apps – vem ganhando força entre pessoas que buscam romper com o uso compulsivo de redes sociais e a dependência dos smartphones. A comunidade propõe um método de 5 etapas para reduzir o uso.

O método 5D – sigla para Diminuir, Desativar, Deletar, Desatualizar e Desconectar – busca reduzir, aos poucos, os estímulos digitais. A ideia não é banir completamente o celular, mas ir adotando um modelo mais simples, já que abandonar pode ser mais difícil ou até impossível.

  • Diminuir: apague apps do celular e acesse apenas pelo navegador do computador; cancele notificações desnecessárias e deixe de seguir contas não essenciais.

  • Desativar: as redes sociais geralmente tem um período de 30 dias de desativação sem apagar a conta. Comece desativando a rede que você menos usa e use esse tempo para fortalecer vínculos fora do mundo virtual.

  • Deletar: depois de 30 dias, exclua contas de rede social que você pode abrir mão (às vezes o trabalho não deixa). Crie uma nova rotina para manter o contato com as pessoas queridas (ligar? Fazer chamadas de voz?)

  • Desatualizar: para quebrar o ciclo do FOMO, deixe no celular apenas funções limitadas e essenciais, como apps de banco. Quando não estiver usando o aparelho, tente passar a deixá-lo desligado por alguns momentos do dia.

  • Desconectar: é a conclusão do ciclo, quando você sentir que realmente se sente desconectado da dependência do celular. O uso não vai desaparecer, mas é a sua relação com ele que vai mudar. E aí, acha possível? Se fizer, me conta como foi.

por André Carvalhal - escritor, consultor e orientador de projetos em marketing, D&I e sustentabilidade.

No posts

Read the original on carvalhando.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.