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André Carvalhal · Aug 6, 2026

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Meu oitavo livro, “Moda e vida – como dar vida à moda”, chega para marcar os 10 anos do lançamento de Moda com propósito - título que se tornou referência em universidades e no mercado, figurando entre os livros de moda mais vendidos do Brasil há uma década – e encerra a trilogia iniciada com A moda imita a vida.

Desta vez, em um formato inédito para mim, entrevistei 69 pessoas que tem um propósito forte de dar vida à moda. E moda à vida. Profissionais de diversas áreas, que fazem acontecer – nas passarelas, nos bastidores e nas ideias. Reunindo entrevistas e imagens de acervo, este livro apresenta diferentes histórias e trajetórias que revelam escolhas, crenças, desafios, paixões e referências, para a construção de carreiras e marcas com identidade e propósito.

A pré-venda começou hoje, no site da Editora Agir. As 100 primeiras pessoas que comprarem o livro ganham um boné exclusivo, criado em colaboração com a Oriba. O lançamento oficial de Moda e vida, acontece no Rio de Janeiro, no dia 18/08, a partir das 18h na loja da Linus em Ipanema (com festa e sessão de autógrafos). Nesta data estaremos lançando a nossa collabe com produtos inspirados no livro. Enquanto isso, para já garantir o seu exemplar e ganhar um boné, entre aqui.

Nunca se falou tanto em saúde do cérebro quanto agora. Quanto mais somos expostos a uma quantidade de estímulos sobre-humanos, que de fato, nenhuma outra geração humana foi exposta na mesma quantidade, mais se fala sobre os impactos que isso pode ter para a nossa mente, que precisa processar tudo isso.

Alguns especialistas têm utilizado o termo tecnoestresse para explicar o que acontece quando nosso cérebro tem que lidar com estímulos e informações de forma ininterrupta, o que pode levar a efeitos de longo prazo, como estresse crônico e foco reduzido, além de prejudicar relacionamentos sociais. “O cérebro humano não foi feito para processar informações simultaneamente”, explica Stefan Tam, professor de tecnologias da informação na escola de negócios HEC Montreal.

NPR

Segundo os especialistas, o nosso cérebro trabalha para tentar se adaptar ao ritmo mais intenso das máquinas, telas e notificações. Nessa tentativa, ele acaba mais cansado e com menos foco. O professor reforça que o nosso cérebro está muito mais acostumado evolutivamente a estímulos naturais, como rostos, vozes humanas, imagens de natureza. Não é à toa que tudo isso acalma e ajuda a reduzir o tecnoestresse.

Outra coisa que ajuda a alterar a química do cérebro é praticar pequenos atos de bondade. De acordo com uma revisão de mais de 200 estudos, ser gentil com os outros melhora sua sensação de bem-estar, inundando seu organismo com o hormônio do prazer, a dopamina, e com o estabilizador de humor, a serotonina. Também diminui o hormônio do estresse, o cortisol.

Ser gentil não apenas faz você se sentir bem. É a maneira que seu cérebro encontra de dizer: É para isso que fomos feitos.

Já sabemos que é urgente discutir a relação de crianças e adolescentes com as redes sociais. A população jovem no Brasil está essencialmente conectada: 93% da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa atualmente cerca de 25 milhões de crianças e adolescentes. Desses jovens, 98% usam a internet pelo celular, e 84% usam a internet para assistir a vídeos online.

Mas o que esses jovens estão consumindo, e como conversar com eles sobre isso? Um estudo do Ipsos mostra que 30% das crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos afirmam ter mentido a idade mínima para acessar plataformas digitais no último ano. Além disso, 57% dos jovens relatam já ter sido expostos a conteúdos inadequados nos últimos 12 meses.

Tic Kids 2024: Crianças usam mais a internet pelo próprio celular
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O baixo rastreio e controle abre espaço para que crianças e adolescentes sejam expostas a conteúdos prejudiciais de todas as formas. Um dos principais é o conteúdo da “machosfera” que tem se popularizado cada vez mais, com grupos e fóruns focados em adolescentes que pregam a misoginia e o machismo.

É essencial que famílias, escolas, comunidades e plataformas digitais atuem em conjunto para oferecer referências positivas sobre masculinidades para os meninos, estimular o pensamento crítico e fortalecer o diálogo, como explica Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

A UNICEF lançou o guia ‘No Mesmo Time‘, para ajudar famílias a conversar com os meninos sobre a machosfera. Em linguagem acessível, o guia explica o que é a machosfera e como ela funciona, mostra por que essas ideias afetam a todos os jovens e apresenta ferramentas práticas para o diálogo dentro de casa.

por André Carvalhal - escritor, consultor e orientador de projetos em marketing, D&I e sustentabilidade.

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