Ele está de novo naquele videogame.
Os pratos dormiram sujos na pia.
Tem boleto vencendo.
Enquanto isso,
aquela raiva silenciosa volta a te queimar o estômago e a face.
E se eu te dissesse que o maior inimigo do casamento não é o video-game,
nem a louça suja
e muito menos as finanças?
Existe algo mais sutil
Tão sutil, que você quase não se dá conta.
Como um sussurro que passa despercebido…
mas deixa uma sensação estranha:
de que existe algo que você não está vendo.
O que existe é um espírito, uma ideia
um zeitgeist pairando no ar
Que fez com que todos se esquecessem do verdadeiro significado do casamento.
A cultura do “Self”. O excesso de individualismo.
A autoajuda que vira autocentrismo.
É só olhar ao redor.
Mulheres e homens casados,
vivendo como colegas de apartamento na faculdade.
Se eu lavo um garfo, ele tem que lavar um garfo.
Se ele paga metade do aluguel, eu também tenho que pagar metade
mesmo ganhando ⅕ do salário dele.
Não existe casamento, apenas coabitação e divisão de tarefas.
Um jogo de toma-lá-dá-cá,
Entre dois indivíduos que se recusam à união.
Que se recusam a abrir mão do egoísmo
Que insistem em “se proteger”
Que estão casados, mas com um pé pra fora da porta
(e uma conta de banco secreta só sua)
Caso “tudo dê errado”.
Mas o que está verdadeiramente errado é a premissa principal:
A de que se casar não envolve “se perder”
A de que é possível continuar a viver a mesma vida pueril de antes
A de que ser esposa ou mãe é apenas mais um papel acessório
– e não a medula espinhal do seu novo Ser.
Aqui vai a verdade que ninguém te diz:
Se você não está pronta para morrer para si mesma,
Não se case. Não se torne mãe.
Você vai sim se perder.
Você vai sim mudar.
Nada jamais será como era antes.
E isso é BOM.
É sinal de que você cresceu.
É sinal de que seu ego se fortaleceu o suficiente para comportar uma família.
E não apenas o seu próprio conforto.
Isso não significa se anular.
Significa tornar-se uma mulher adulta.
Liberdade não é descompromisso.
É poder escolher onde (e a quem) pertencer.
Com amor,
Ana.
P.S.: Estarei falando mais sobre isso no espaço secreto do meu Instagram: A Sala.
A porta está entreaberta. Me encontre aqui.
Nenhuma publicação

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.