Eu sei, eu sei… acho que eu sempre começo alguma News pedindo desculpas por ter sumido e prometendo não sumir mais, então hoje eu não vou prometer nada! Até por que no final eu sempre volto, não consigo ficar às escondidas por muito tempo.
Estava com saudade de uma Salada Mista então vim aqui quebrar o jejum. Hoje (domingo, 23/11) foi um dia inspirador em que mediei meu primeiro clube do livro, para falar do querido Café Tangerinn, que li no início desse ano, e reli agora.
Que poder tem a literatura! Não só de tocar cada um em um ponto diferente, mas quanto pode ‘‘bater’’ diferente até em nós mesmos! Como essa releitura, percebi que já não sou a mesma Letícia que eu era na primeira e, por mais estranho que pareça (para mim, que sempre piro), me senti orgulhosa disso!
A releitura me tocou de outra forma e me trouxe coisas diferentes como: apesar de ainda compartilhar de alguns sentimentos da primeira leitura, o livro lido no momento certo (ou relido), tem sempre o poder de marcar uma fase de nós quase como uma fotografia no tempo.
Mas depois elaboro mais sobre isso, vamos à Salada?
Olhos: >Claro que vou aproveitar e indicar a leitura de Café Tangerinn da Emanuela Anechoum, que foi o livro discutido no clube do livro. No livro, a personagem e narradora, Mina, retorna a sua cidade natal, a Calábria, após a morte de seu pai e com isso lida muito mais e intensamente com sua sensação de falta de pertencimento, de não saber quem ela é, vergonha de suas origens… Um ‘‘coming of age’’ de uma mulher de quase 30 anos que tentou se encontrar seguindo os passos de outras pessoas e sem se escutar e se perguntar de fato o que queria pra si.
>Seguindo agora para filmes: você já assistiu Frankstein do Guilhermo Del Toro na Netflix?! Não? Então promete que vai ler a News até o final, deixar um comentário e ir lá assistir? Das adaptações que eu já ouvi falar, essa eu achei 87% parecida com o livro. Além disso, o figurino, a fotografia e caracterização estão absurdamente INCRÍVEIS. Vale o play! (mesmo que eu tenha ficado um pouco irritada em mudar a forma com que o Victor se relaciona com os pais, a Elizabeth…. enfim kkk);
>Outa indicação de livro que tem mexido comigo é “O Caminho do Artista” da Júlia Cameron. Nele, através de tarefas e “lições” que são divididas em 12 semanas, Júlia pretende desbloquear o artista que está dentro de você e está sendo negligenciado e ignorado, ou artistas que se encontram em um certo bloqueio criativo. Tenho cumprido fielmente a primeira e principal tarefa: escrever 3 páginas completas pela manhã, todos os dias. Tenho sentido algumas mudanças em certas autocriticas que me impediam de fazer muita coisa que eu gostaria de testar, experimentar e tenho me permitido mais fazer sem esperar a perfeição do resultado. Fica aqui essa indicação caso você tenha curiosidade de descobrir - ou redescobrir- o seu artista interior ;)
Ouvidos: > Não passei ilesa pela febre chamada Olívia Dean, mas essa já é old news. Caso você não saiba do que estou falando, por favor dê play agora nesse álbum: The Art Of Loving.
Mas o que realmente me fez parar tudo e vir aqui montar essa newsletter, foi o episódio do podcast Wiser Than Me da Júlia Louis-Dreyfus entrevistando a Isabel Allende. Da vontade de anotar todos os concelhos e colar no espelho para não esquecer nunca! Tatuar! Realmente essa mulher é wiser than me, you, all of Us!
Boca e/ou nariz: >Aqui não tenho nada realmente para indicar, gostaria mais de pedir um concelho de marinheira de primeira viagem morando sozinha: como vocês calculam a quantidade de comida pra semana/mês? Eu estava fazendo compras semanalmente, repondo o que faltava e comprando verduras, legumes, frutas e peixe frescos na feira que tem toda terça aqui na rua de casa, e estava funcionando, até que achei uma boa ideia fazer compra de mês. Me embananei, comprei coisas que nem precisava, e sobrou mês no fim do VR, sabe?
Você tem alguma dica, conselho ou salmo para me indicar? Kkkk Dicas de receitas também são bem-vindas! <3
“É perigoso, você só aprendeu mais tarde, ter consciência de seu potencial inexplorado: você tende a idealizar todas as vidas não vividas e odeia a única que realmente conta, a vida que você tem. Isso o consome por dentro.” - Café Tangerinn, Emanuela Anechoum.
Top 4 sensações gostosas:
>Tomar banho após uma boa corrida;
>Preparar (e depois comer) um prato que você adora;
>Caminhar no Sol em um dia frio;
>Perceber enquanto lê, que aquele livro vai ser muito especial na sua vida.
Temos? Eu acho que sim… Nós vemos quando nós virmos! Até!
Letícia O.
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