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Caraminholas na cabeça · Aug 19, 2026

Caraminhola da semana

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Letícia de Oliveira · Caraminholas na cabeça

ilustrado por mim :)

Noite dessas eu tive um sonho esquisito, (mas muito nítido e curioso) em que resgatava uma macaquinha, que estava em um lugar que parecia estar sendo vendida, tipo uma feira clandestina.
Senti um impulso enorme de acolhê-la, e acabei roubando resgatando ela.

Dei banho, comida, e fiquei andando com ela ali, acolhida comigo indo para todos os lugares, até que percebi que estava sendo seguida, que queriam a macaquinha, e aí o sonho se tornou praticamente um ‘‘busca implacável’’ ao contrário e eu fazendo de tudo para despistar os caras e proteger a dita cuja.

Quando acordei, fiz como qualquer pessoa sensata faria: joguei o sonho no chat gpt (quem nunca?) kkkk E a interpretação que ele me passou foi de que: A macaquinha era um serzinho pequeno, vulnerável, inteligente, dependente e muito afetiva e que eu não só a resgatava, quanto assumia a responsabilidade por ela e carregá-la e protegê-la comigo. Que poderia simbolizar uma parte minha que eu sinto que preciso proteger a qualquer custo.

Que talvez a macaquinha não fosse apenas algo frágil. Que poderia ser uma parte minha que é livre, criativa, espontânea e meio indomável, mas que ao mesmo tempo eu sentia que precisava proteger. Uma tensão entre ‘‘quero viver do que é meu, criar as minhas coisas, construir a minha vida do meu jeito’’ e ‘‘eu preciso sobreviver, me proteger, dr conta, não deixar as coisas que importam para mim, serem arrancadas’’. Senti na mais nada menos que: a minha vida.

Fiquei com isso, pensei no meu diagnóstico tardio do TDAH (falo disso toda news, desculpem kkk), em reaprender a viver num mundo que sempre me desgastou demais, e tentar me adaptar a ele, sem abaixar a cabeça e pensar que sou uma coisinha frágil e vulnerável e não deixar que ‘‘as pessoas de fora’’, queiram arrancar isso de mim, ou usar isso para me atingir, de alguma forma. Ficou comigo o dia todo e de certa forma, ainda está aqui servindo de reflexão.

E pra quem chegou por aqui através da minha note sobre tentar ver as pequenas belezas da vida: Seja muito bem-vinda(o)!! Espero que goste das minhas Caraminholas! <3

Para quem não viu a note, foi essa aqui:

Me apresentando: Oi! eu sou a Letícia, escrevo aqui semanalmente (o dia as vezes é meio aleatório kkkk), sou carioca, 30+, estilista no CLT tentando também virar ilustradora e aos poucos venho ganhando mais coragem para exibir meus desenhos, que de uns tempos para cá, vêem ilustrando os meus posts por aqui. Tenho dois doguinhos lindicos que dividem a vida comigo, o Pipoca e o Guaraná, amo ler e com certeza você vai ver um post ou outro sobre isso aqui, tenho 45432 hobbies e me sinto péssima fazendo apresentações kkkk

Ah! também lancei semana passada, a edição especial caraminholas, que vai sair toda 2º quarta-feira do mês para os apoiadores da newsletter com direito a brindes mensais e noticias exclusivas e se quiser saber mais, escrevi esse post aqui explicando tudinho! Mas é claro que qualquer dúvida, pode me procurar!

Aproveitando o gancho das belezas da vida, segunda feira foi um dia terrível e pesado de trabalho. Ainda estou tentando me readaptar a não tentar ‘‘ser uma máquina’’ para não me desgastar tanto (e acabar caindo do buraco do afastamento do burnout de novo), mas por vezes, pelas demandas, não é tão fácil impor limites. Porém, tentando criar o tal ‘‘momento de transição’’: apaguei todas as luzes de casa, parei de trabalhar no meu horário, o que por si só, já é um enorme passo para mim, pedi para a Alexa tocar Sade, fiquei sentada ainda na mesa, mas olhando a lua pela janela por alguns minutos. Tomei um banho quentinho, esquentei minha comida gostosa, me servi de uma tacinha de vinho, por que sim! E tentei ir desacelerando de forma prazeirosa.

Assisti minha aula da pós fazendo mini sudokus, ainda à meia luz e assim segui até as 22h quando terminou e podia, finalmente ir dormir e descansar. Só isso, que parece simples, já mudou a percepção do meu dia e dormi muito mais relaxada e tranquila.

Aos poucos tentando ‘‘viver e não ter a vergonha de ser feliz’’, procurando brechas de como deixar os problemas leves, que não ocupem todo o espaço e dando luz à essas minúcias corriqueiras, que são onde moram a beleza.

Posso estar parecendo Polyanna demais, mas se for pra ser julgada assim, que seja! Uns dias vão ser mais dificies que outros, mas ainda temos que achar esse caminho de volta para escutar a nós mesmos.

‘‘Eu sei que a vida devia ser bem melhor, e será! Mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita!’’ - Gonzaguinha

Até breve!

Le Oliveira

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a ilustração desse post está disponível para venda! mais informações, só enviar um e-mail para ltciaoliveira@gmail.com

Read the original on caraminholasnacabeca.substack.com

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