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Canastra Newsletter · Mar 12, 2026

Canastra Newsletter📬#27

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Canastra Ventures · Canastra Newsletter

A Newsletter dos Founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil. Recebeu este e-mail de alguém? Então você é um ousado que gostaríamos de conhecer! ✨

Por dentro da comunidade
A mentalidade do empreendedor Pedro Chiamulera - Expogestão
(Imagem: PedroChiamulera)

🗓️Na última segunda-feira, recebemos Pedro Chiamulera para um Fireside Chat a portas fechadas com os founders do portfólio e os founders em residência da Canastra Ventures.

Pedro é empreendedor serial, ex-atleta olímpico🤾 e founder da ClearSale, empresa que abriu capital e foi vendida por R$ 2,5 bilhões. Hoje está construindo uma nova jornada com uma spin-off focada em inteligência de dados.

A conversa foi direta e sem filtro. Pedro compartilhou como sua mentalidade de atleta moldou sua forma de empreender, a importância do compromisso total desde o primeiro dia, e como transparência e resiliência foram decisivas para construir confiança com clientes e times nas fases mais difíceis. Também falou sobre diferenciação por dados proprietários, estratégias de vendas relacionais e o que realmente importa quando a tecnologia muda rápido demais.

Para os founders do cohort, foi uma das trocas mais honestas que já tivemos. O tipo de conversa que só acontece quando quem está na sala já passou pelo fogo. 🧑‍💻🔥

Agradecemos ao Pedro pela generosidade em compartilhar sua experiência e pela abertura na conversa. Em breve, teremos novas sessões como essa.

Siga a gente no Luma para acompanhar os próximos eventos.

IA pelo mundo
Red toy crab on blue background
(Imagem: Getty Images)

A Meta adquiriu a Moltbook, uma rede social estilo Reddit onde agentes de IA se comunicam entre si. Os fundadores Matt Schlicht e Ben Parr vão integrar o Meta Superintelligence Labs.

A história de como a Moltbook chegou até aqui é mais interessante que a aquisição em si.

A plataforma viralizou depois que um post mostrava um agente sugerindo que os AIs desenvolvessem uma linguagem secreta e criptografada para se comunicar sem que humanos soubessem.

O problema: o post era falso. O código da Moltbook era tão inseguro que qualquer pessoa podia se passar por um agente e publicar o que quisesse. O pânico foi manufaturado por humanos explorando uma vulnerabilidade básica de segurança.

O CTO da Meta, Andrew Bosworth, disse que o que achou realmente interessante não foi os agentes falando como humanos, mas os humanos invadindo a rede fingindo ser agentes.

A Meta comprou exatamente isso: a tese de um diretório always-on onde agentes de diferentes plataformas podem se descobrir e interagir. A OpenAI fez movimento parecido ao contratar Peter Steinberger, criador do OpenClaw, o wrapper que deu origem a todo esse ecossistema.

IA no Brasil
hand holding phone displaying WhatsApp logo
(Imagem: Getty Images)

Após decisão do Cade que barrou a proibição de chatbots de terceiros no WhatsApp, a Meta cedeu, mas com uma condição: vai cobrar R$ 0,33 por mensagem não padronizada a partir de 11 de março. O mesmo modelo já foi adotado na Europa, onde reguladores também forçaram a abertura da plataforma.

O movimento é calculado. A Meta não pode proibir, então monetiza. Para startups que construíram seu produto completamente no Whatsapp, o custo por mensagem inviabiliza escala. A Poke.com reportou que seu custo médio por usuário saltou de $0,13 para $11,04 só com a API do WhatsApp. Substituiu uma barreira de entrada por outra.

O contexto é relevante para qualquer founder construindo sobre distribuição do WhatsApp no Brasil: a plataforma com mais de 3 bilhões de usuários globais e penetração quase total no país é controlada por uma empresa que também compete no mesmo mercado de AI assistants. Infraestrutura que não é sua pode virar pedágio a qualquer momento.

A lição não é nova, mas ficou mais cara.

Pesquisa
(Imagem: OpenAI)

A OpenAI publicou uma pesquisa que testa uma das premissas mais críticas de segurança em AI: se um modelo de raciocínio pode controlar deliberadamente sua corrente de pensamento para enganar sistemas de monitoramento.

A resposta, por enquanto, é não. O estudo introduz o CoT-Control, suite de avaliação open-source com mais de 13.000 tarefas, e testou 13 modelos frontier com instruções simples sobre seu próprio raciocínio. Os scores de controlabilidade ficaram entre 0.1% e 15.4%. O Claude Sonnet 4.5, por exemplo, controla seu CoT apenas 2.7% das vezes, contra 61.9% quando o que está sendo controlado é o output final. Os modelos sabem o que precisam fazer, tentam, percebem que estão falhando, e continuam falhando assim mesmo.

O achado contraintuitivo: controlabilidade diminui com mais RL training e com mais tempo de raciocínio. Ou seja, modelos mais capazes não ficam automaticamente melhores em esconder o que pensam.

A implicação para safety é direta: CoT monitoring permanece uma camada de oversight viável. A OpenAI se comprometeu a não aplicar pressão de otimização diretamente nas correntes de pensamento dos modelos frontier, justamente para preservar essa propriedade.

→ O risco não é agora. É na trajetória. O paper é explícito: não sabemos por que controllability é baixa hoje, e isso significa que pode mudar.

Venture Capital
money emerging from a firehose
(Imagem: TechCrunch)

VCs competitivos demais por deals estão criando uma estrutura nova: o lead investor entra com a maior parte do cheque a um valuation mais baixo, e o restante da rodada fecha a um valuation headline significativamente maior. O resultado é uma startup que se declara unicórnio, mas cujo valuation médio real é bem inferior ao número anunciado.

O caso mais citado é a Aaru, onde a Redpoint investiu a maior parte do capital a $450M e uma fatia menor a $1B. Outros VCs entraram apenas ao preço de $1B. A startup virou unicórnio no headline, mesmo que o preço blended seja outro.

A lógica é clara dos dois lados. O lead VC garante desconto por liderar. A startup usa o headline para atrair talento, clientes enterprise e bloquear competidores de receber capital. Como disse um GP ouvido pela TechCrunch: um número enorme afasta outros VCs de financiar o segundo e terceiro colocados do mercado.

O risco também é claro. A próxima rodada precisa superar o headline, não o blended. Qualquer tropeço vira down round, com diluição para founders e funcionários e erosão de confiança com parceiros e clientes.

Achados na internet

Mais notícias

A newsletter dos founders que estão construindo o futuro da IA no Brasil, produzida pela Canastra Ventures, um Venture Capital pre-seed especializado em IA.

A Canastra Newsletter entrega, toda semana, o que realmente importa para quem está colocando a mão na massa e construindo startups de IA. Insights curados, aprendizados práticos, entrevistas e novidades da nossa comunidade — para founders que buscam conteúdo relevante e direto ao ponto para acelerar sua jornada, diretamente na sua caixa de e-mail principal.

Até a próxima! 👋

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Read the original on canastraventures.substack.com

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