Obrigada por estar aqui. Curta esta postagem clicando no ícone de coração acima. Dê uma assinatura de presente por R$ 20/mês aqui
Bom dia! ☀️
Na news de hoje:
😵 A cultura do oversharing já deu?
📗 A grande livraria pública da Chanel
💎 Deslumbre
👁️ Leilão de arte da Pivô
💥 Meu Pedro Vinicio da semana
🎵 1 música pra encerrar
Invisibilidade como luxo moderno: moda, redes e o novo valor de desaparecer
Vivemos há anos sob a lógica da hiperexposição: feeds infinitos, stories quase em loop, performance pessoal medindo engajamento como valor social. A chamada “cultura do oversharing” cansa. Eu tô exausta e vocês? Pelo que tenho conversado com as pessoas (há anos, na verdade), imagino que sim também.
Influs e marcas também têm sentido um cansaço quase existencial relacionado a criação de conteúdo e ao consumo das redes sociais. E quando todo mundo cansa junto, aí é que algo novo começa a emergir. Tá surgindo um novo comportamento, muito puxado pela Gen Z, que é o da ausência intencional. Menos publicações, menos compartilhamento da vida, menos close e necessidade de provar. Agora, parece que se preservar nas redes virou o cool do momento, quem diria. Tem um post bom no popmybub sobre isso.
Estudos recentes mostram que, com o tempo, muitos usuários passaram a reduzir voluntariamente o volume de informações postadas, optando por perfis mais contidos e seletivos.
Outro estudo recente, The evolving role of social media in enhancing quality of life, reforça que o uso intensivo das redes sociais pode prejudicar o bem-estar e a qualidade de vida.
A percepção de risco também impacta. Temos receio da invasão de privacidade, nos preocupamos com a sobrecarga emocional, nos cansamos da polaridade. Com todas essas questões, pensamos se não é melhor trocar a visibilidade digital por uma sensação de mais controle e bem-estar.
Muitas pesquisas também apontam para um esgotamento da “economia da atenção”.
E aí o público começa a valorizar menos o “mostrar tudo” e mais o “mostrar nada, ou quase nada”. E pra mim, o melhor dessa história toda: quando a gente decide não postar em massa, nós passamos a controlar as redes e não o contrário, como vem acontecendo há uma década. Nós conquistamos o poder de decidir o que e quando expor.
Parece que é assim hoje, mas não é. A gente não tem a liberdade de apagar o perfil ou de ficar dias sem postar ou de não se atualizar sobre o algoritmo ou de não interagir. Marcas de todos os segmentos não podem fazer um post sem pagar uma fortuna porque senão a plataforma não distribui. Então é assim: a gente gasta horas pensando em conteúdo, criando uma estratégia, fazendo posts - são muitas horas de trabalho, independente se você é uma marca ou uma pessoa sozinha - só que quase ninguém vai ver. Mas milhões de pequenos empreendedores e marcas de todos os tamanhos gastam muitos milhões para engajar nas redes - um engajamento pobre, sem durabilidade e que não eleva a empresa.
Na moda - especialmente no universo contemporâneo de lifestyle, luxo e “coolness” urbano - esse processo deve reverberar fortemente em algum momento. Tradicionalmente, luxo era sinônimo de visibilidade: marcas ostentadas, logos, eventos, campanhas, convites exclusivos. Mas essa nova postura digital questiona isso.
A moda editorial e de nicho, aquela que não busca trending topics, mas reforça sua identidade silenciosamente, ganha força. A qualidade e a experiência ganham cada vez mais protagonismo. E aí surge um novo desafio: comunicar sem expor demais, criar desejo sem exposição massiva. É uma visibilidade controlada, mas que, inicialmente, pode ter um impacto em vendas até se achar um equilíbrio.
Não se trata mais de quantos te veem — mas de quantos querem te ver.
Agora, visibilidade = cansaço. Privacidade = controle. Ausência = liberdade. É claro que, se isso pegar mesmo - e eu espero que sim - vamos todos, especialmente empresas, fazer uma revisão da estratégia de conteúdo e vendas.
Mas algo me diz que isso pode ser o começo do fim da era das redes sociais neste lugar de poder extremo. Tem um novo valor surgindo, uma mudança comportamental que nasce de um esgotamento coletivo. E isso é super forte. Além de muito mais saudável.
Obrigada pela leitura ; ) Este post é gratuito, então sinta-se a vontade para compartilhar!
A Power Station of Art, museu de arte contemporânea instalado em uma antiga usina elétrica em Xangai, acaba de inaugurar uma biblioteca pública em parceria com a Chanel, focada em arte contemporânea.
O novo espaço, batizado de Espace Gabrielle Chanel, ocupa todo o terceiro andar do enorme prédio, e foi projetado pelo arquiteto japonês Kazunari Sakamoto. A biblioteca, que levou 10 anos em desenvolvimento, tem capacidade para 50 mil livros e audiolivros - mais de 10 mil títulos já estão disponíveis ao público.
Esta inauguração é um baita reforço da estratégia da Chanel, que é colaborar com instituições culturais de excelência ao redor do mundo. Em vez de abrir sua própria fundação, como fizeram Prada, Cartier e Louis Vuitton, ela patrocina espaços como a Pinacoteca, em São Paulo, e a National Portrait Gallery, em Londres, somando cerca de 50 parcerias.
“O Espace Gabrielle Chanel é a materialização dos nossos sonhos e do compromisso real que assumimos com os futuros produtores culturais, leitores e entusiastas de arte na China”.
Yana Peel, presidente de Arte, Cultura e Patrimônio da Chanel
E essa minha amiga que não para. A Gaía Passarelli já tem uma ótima newsletter, a Tá Todo Mundo Tentando - se você ainda não assinou, vale a pena. Agora, ela está para lançar o livro Deslumbre – histórias de obsessão musical, que já está em pré-venda pela Terreno Estranho.
Em Deslumbre, Gaía revisita quatro cenas que definiram sua formação cultural e pessoal, da adolescência precoce às madrugadas de techno em São Paulo, seu período na MTV Brasil e viagens à Londres. Com prefácio de Camilo Rocha, outro super expert, o livro ainda traz listas comentadas de discos, filmes, livros e músicas que moldaram épocas. Para quem ama música e coleciona memórias conectadas a sons, cenas e artistas. Eu já comprei o meu ; )
E nesta semana tem o Leilão Anual do Pivô, que já participação de 169 artistas. Nesta 14ª edição, estão confirmadas obras de artistas como Leda Catunda, AVAF (amo), Alberto Pitta, Ernesto Neto, Karim Ainouz, Manauara Clandestina, Alexandre da Cunha, entre outros. O leilão ocorre entre os dias 29 de novembro e 09 de dezembro em formato híbrido, com visitação no Pivô Copan e online no site leilaoanualpivo.org.br
Como nos anos anteriores, o lance inicial começa 30% abaixo do valor de mercado - tem obras a partir de R$ 2.100, uma ótima oportunidade pra quem quer começar a colecionar.
Meu Pedro Vinicio da semana 💥
Little by Little, Oasis, cantada por Noel Gallagher ❤️
Ainda não consegui escrever sobre o show do Oasis, mas este momento foi muito lindo, a parte mais “silenciosa” do show, com Noel entrando solo, mais tímido e introspectivo do que Liam. Não achei o video do show em SP, então peguei o de Londres mesmo.

Comments
Nothing yet. Say the first thing.
Sign in to join the conversation.