em 2023 eu estava apático, desesperançoso com a vida.
me via paralisado na hora de publicar um conteúdo. algo que só era mais uma rotina do bota na rua de 2020 até 2022.
não importa o quão experiente você seja como criador: a mesmice ou as noias vão tomar sua cabeça.
principalmente se você tem uma carreira independente.
é muito difícil se preservar dos estímulos quando trabalhamos e, ao mesmo tempo, “temos” que mostrar o nosso trabalho.
parece que a atenção e a tensão se dividem entre o ofício e apresentar o que se faz para o mundo.
e quando mostrar o trabalho funciona, involuntariamente migramos o foco para apresentá-lo ainda melhor.
e começa a faltar tempo de qualidade com o ofício.
se a forma de mostrar o seu trabalho não combina com o seu ofício, mude agora
fórmulas de marketing funcionam muito menos na comunicação do que alguém obcecado pelo próprio ofício.
alguém comprometido com a própria jornada consegue alcançar os corações sem precisar saber o formato-gancho-gatilho que vai viciar as pessoas.
não só porque as pessoas gostam de acompanhar uma “novelinha da vida real”.
a vida já é uma novela.
quem vive o próprio ofício não precisa inventar história pra ser interessante.
faz do próprio ofício interessante, porque vivê-lo é.
as bolhas de interesse
se você já é uma pessoa que investe no seu ofício, provavelmente consegue conversar por horas sobre o que você faz.
mas o que fazemos não é interessante em tudo nem pra todos.
o que fazemos é apenas parcialmente interessante.
e a parte interessante do nosso trabalho muda dependendo de quem a gente fala.
é mais difícil admirar alguém por completo do que se apaixonar pela sua obsessão em fazer bem o seu ofício.
e quando não somos vistos, talvez a gente só esteja no lugar errado.
não existe momento certo nem palavra correta no lugar errado.
confie no seu ofício o suficiente até ele aparecer pro mundo
parte do meu ofício não é mostrar o trabalho.
é encontrar onde o ofício preenche a minha alma o suficiente para lidar com as partes chatas dele.
ousar confiar em mim e na minha capacidade de aprender a fazer melhor o que já faço há muito tempo.
mesmo o mundo mudando.
e eu também.
mesmo quando o ofício não faz mais sentido, parte relevante de se tornar importante é se importar muito além da média com algo.
apostar naquilo que nos faz ultrapassar as barreiras de quem fomos.
carreira, ofício e cargo
meu ofício é criar.
me descreve pouco fazer uma fila de aplicações do meu conhecimento. se sou marqueteiro, escritor, podcaster, mentor, consultor, palestrante, letrista, poeta, cineasta, foi meu ofício que me trouxe até aqui.
com carinho,
lucas

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