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Bits to Brands · Mar 5, 2026

#292 | Colecionismo

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Beatriz Guarezi · Bits to Brands

nas edições anteriores

#290 | Uma (re)apresentação
#291 | Atemporalidade

tempo de leitura: 4 minutos

para entender

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Lá pelos anos 2010, o excesso de estímulos da internet, a facilidade do acesso à qualquer coisa via e-commerce e a popularização da lógica de descontos e seu consequente consumismo levou um monte de gente a acumular coisas demais.

Um estilo de vida que, de fato, quando passa do limite pode gerar efeitos negativos que vão da saúde do planeta à saúde mental de cada um.

Aí veio o minimalismo. Um movimento que defende a capacidade de viver com menos, com a clareza do que é verdadeiramente essencial e a consequente calma que ela transmite.

Alguns dos seus grandes símbolos foram:

  • O documentário “Minimalistas", lançado na Netflix em 2015, assistido por mais de 80 milhões de pessoas;

  • O método Marie Kondo, livro best-seller que virou seriado em 2019, ensinando a viver rodeada somente do que “traz alegria”;

  • A casa ultra-minimalista de Kim Kardashian, que viralizou nas redes sociais em 2018.

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De lá para cá, houve uma virada.

A pandemia global de 2020 causou uma grande “volta ao lar” e o investimento nas nossas casas como ambientes multi-funcionais - trabalho, descanso, entretenimento…

As novas gerações buscaram nos objetos físicos mais tranquilidade em meio ao “brain rot” dos feeds e até uma certa sensação de posse.

De um lado, a cultura do conforto. O som nostálgico da agulha do disco de vinil, as fotos reveladas ou impressas instantaneamente, o constante “saudades do que a gente não viveu” - mas pode comprar no sebo.

Do outro, a claustrofobia da abundância. A agonia de viver sempre cercados por centenas de milhares de opções (filmes, séries, músicas) - e passar mais tempo escolhendo do que aproveitando de fato.

Como resultado, a obsessão por minimalismo dá lugar a um desejo por acúmulo, mas dessa vez de forma mais direcionada e intencional.

Colecionismo é a tendência a fazer coleções.

“Lembra de quando as casas pareciam cavernas arqueológicas que revelavam a personalidade de alguém? Quando você conseguia reconstruir toda a história de vida da pessoa apenas pelos móveis peculiares, os objetos estranhos nas prateleiras ou as fotos tortas nas paredes? (…) Itens que não foram escolhidos para impressionar, mas acumulados porque tinham um significado especial para a pessoa” - Tobias Von Schneider

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Quanto maior a efemeridade do acesso, mais as pessoas buscam se cercar dos objetos que representam seus hobbies e personalidades.

Vemos isso na busca pela estética da “casa com cara de casa”, que no Brasil vai do paninho de crochê em cima de qualquer superfície às geladeiras repletas de ímas garimpados em viagens.

O Pinterest Predicts também apontou tendências como Lar Lúdico e Infância retrô.

De objeto em objeto, as casas vão ganhando ares de museu. Um museu de quem se é - seja exposto pelas prateleiras, ou guardado a sete chaves como o que há de mais valioso, mas sempre a representação física da personalidade de alguém.

Discos, livros, DVDs, ímãs, canecas, cartas Pokemón, garrafas de vinho, camisas de time, miniaturas de personagens, cadernos, canetas…

Me diga o que colecionas, e te direi que és.

Anos atrás, a Brastemp fez uma campanha linda sobre a porta da geladeira como museu do cotidiano. O Starbucks espalhou centenas de canecas colecionáveis pelo mundo. Em 2026, os “mini craques” estão de volta para a Copa do Mundo.

Já pensou em como o seu produto pode virar objeto de exibição ou coleção? Quais são as memórias que a sua marca pode ajudar a representar? Quais estratégias podem estimular o “colecionismo” (collab, edição limitada, coleção temática..)?

Exatamente desse jeito: com contexto, referências, exemplos locais e globais e questionamentos para levar para a sua próxima reunião de planejamento.

O nosso conhecido relatório de tendências vai ser apresentado ao vivo. Para trocar, conversar e verdadeiramente absorver os insights.

E melhor: logo após o SXSW 2026, já conectando com o que chamou atenção no festival.

Vai ser dia 31 de março, às 18h30, via Zoom. As vagas são limitadas, e todos os detalhes estão aqui:

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O cupom PRIMEIROS, exclusivo para os leitores da news, dá 10% de desconto para os dez primeiros inscritos.

Nos vemos ao vivo? :)

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para inspirar

Apresentar um rebranding pode ser tão simples quanto “a nossa marca estava com uma carinha de 2010”. Mas só se tiver essa clareza de estratégia. E qualidade de execução. E, de preferência, sotaque mineiro.

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No marketing, dificilmente uma ação fica sem reação. Especialmente quando a principal concorrente é boa de provocação. O CEO do McDonald's fez um vídeo experimentando um sanduíche, e não pareceu gostar muito do próprio produto. A reação foi imediata, inclusive do CEO do Burger King. Vale assistir ambos e tirar suas próprias conclusões: [link]

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Refrigerante de sapato, café de camisa pólo, camiseta de lata de sardinha… Os últimos meses tem mostrado que o guarda-roupas e o cardápio tem se confundido na hora de proporcionar experiências e apresentar novas collabs. Exploramos essa tendência e mostramos vários exemplos aqui:

para ler com calma

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“Estamos reagindo ao excesso de estímulos e recorrendo ao passado em momentos de medo. Quando se trata de nostalgia, não interessa a forma – apenas o sentimento importa”.

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👋🏼

Se você chegou recentemente, pode achar que uma Masterclass é um formato novo para nós. Na verdade, essa vai ser a VIGÉSIMA vez que a gente promove um encontro ao vivo assim.

A primeira desde 2023. Um retorno, muito desejado por aqui, aos encontros simultâneos, com troca em tempo real e muitos comentários no chat.

Espero vocês lá! :)

bora

- Bia

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