nas edições anteriores
#298 | Cadê a conversão?
#299 | Nesta Copa do Mundo, olhe em volta
tempo de leitura: 4 minutos
para entender
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“No jantar, um cirurgião me perguntou por que eu escrevo com uma caneta, ao invés de usar um ditafone ou processador de palavras.
- Por que eu faria isso?
- Porque é mais rápido e mais eficiente
- Mas este é o trabalho da minha vida. Eu não tenho pressa”.
Helen Garner, em 1984.
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“A Bits precisa ganhar vida…” foi uma frase muito repetida por aqui nos últimos meses. E, se vamos ser bem honestos, ela seguia com “...para além de mim”.
Nas muitas folhas de papel em que cenários foram desenhados, era como se até aqui a Bits precisasse da Beatriz para existir - e era chegado o momento da sua independência.
Pensem numa dor de crescimento. Maravilhosa, pois em oito anos a gente cresceu muito. Mas não menos doída.
A Bits to Brands se tornou uma empresa antes que “empreender” se tornasse uma habilidade por aqui. Uma conversa que a creator economy adora evitar, essa de que viver de conteúdo é mais estruturar processos e fluxos de caixa do que ter ideias brilhantes que podem viralizar.
Mais economy, menos creator. Enquanto tenta vender produtos que mudam o tempo inteiro, para clientes que pagam em 90 dias, com um big boss que oscila as suas métricas sem nenhuma lógica aparente.
Coisa de gente meio maluca.
Mas um dia você cria algo despretensiosamente, e aos poucos aquilo vai ganhando vida até que a sua existência se torna inegociável.
Aí você negocia a sua rotina como CLT, o seu planejamento financeiro, as suas habilidades, o que significa “horário comercial”. Negocia os seus valores, seus limites, suas parcerias. E segue.
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300 edições depois, há todo um planejamento estratégico baseado na capacidade de enxergar a Bits to Brands não mais como quem olha no espelho, mas como quem encara o horizonte.
Porque a Bits é o trabalho da minha vida, mas eu sou apenas uma parte da vida dela.
Nos grandes marcos até aqui, as reflexões sempre foram sobre o processo de criar, de começar, de continuar. Hoje, eu escolho celebrar o infinito do que vai além.
Certamente muita coisa começa no som do teclado em uma noite silenciosa, ou num áudio animado com uma ideia que parece absurda. Só que incrível mesmo é o que acontece depois.
Anos atrás, um garoto no interior do Mato Grosso leu centenas de edições do arquivo de uma newsletter e aquilo foi essencial pra que ele decidisse seguir carreira em comunicação. Hoje, ele trabalha na WPP.
Há pouco mais de uma semana, uma mulher foi oficialmente contratada como professora de pós-graduação por causa de uma conversa que começou em um grupo de Whatsapp chamado “Comunidade Bits”.
Tem também a dona de um café em Joinville que, na época do lançamento de Barbie, viu um post no Instagram da Bits sobre o hype de produtos com a cara do filme. Pois ela fez um bolinho rosa temático - e esgotou todas as unidades.
Outro dia, chegando num grande evento para palestrar, uma moça se levantou da primeira fila e tirou da bolsa uma revista da Bits, que ela ganhou porque indicou a sua newsletter favorita para dezenas de pessoas, e guarda até hoje como algo especial.
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O “agora” exerce uma pressão imensa sobre a gente, o tempo todo.
O formato em alta, o calendário de posts da semana, o assunto mais comentado do momento, a mais nova ferramenta de IA que vai fazer tudo por você. E a roda não para nunca de girar - há 300 edições e contando.
Mas não dá para perder de vista tudo que acontece quando a gente cria algo, e aquilo que a gente cria ganha vida na vida de alguém.
De maneira totalmente imprevisível, incontrolável e muitas vezes até irreversível.
Como são todas as coisas grandiosas, e todas as coisas pequenas também. Uma de cada vez, elas se tornam o trabalho de uma vida. Em conjunto, elas ganham vida própria.
Longa vida à Bits to Brands, e a tudo que existe no mundo porque ela existe.
Todos os projetos, todos os clientes, todas as pessoas, todas as histórias, todas as ideias, todas as páginas (impressas e digitais) e toda inspiração que circula por todo o Brasil.
Todas as 300 vezes em que uma newsletter chegou na sua caixa de entrada.
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Relembre aqui as nossas últimas comemorações:
_A nossa edição #150
_A nossa edição #200
_A nossa edição #250
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para inspirar
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Bom demais quando marcas e agências colocam a sua criatividade a serviço de assets que já existem, ao invés de renovar criando coisas novas (e deixando valor para trás). O rebranding do KFC é o encontro perfeito da consistência com a atualização - resta acompanhar se vai cumprir o seu objetivo estratégico.
para fazer parte da conversa
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Algumas histórias diretamente da Copa do Mundo:
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Em meio à catarse que tomou as ruas de Nova York depois do título dos Knicks, a New York Magazine soltou uma entrevista com o ilustrador e designer que criou o logotipo do time - com direito a muitos dos seus rascunhos originais.
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No último final de semana, aconteceu também o Festival de Parintins, a expressão de cultura brasileira que desafia todos os brandbooks do mundo. Em 2026, foram mais de 20 marcas patrocinadoras, necessariamente em tons de azul e vermelho. Para entender por que, recomendo uma das nossas edições favoritas até hoje:
para ler com calma
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“Diversas forças sociais, históricas e econômicas me levaram a checar meus e-mails de trabalho no banheiro. Entre elas, está a maneira como passamos a imaginar a internet não como um lugar aonde vamos, mas como um espaço que habitamos”.
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para dar um tchau
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Caso não tenha ficado claro no texto de hoje:
obrigada.
♡
- Bia

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