Acho difícil comparar dores. Para além do que cada um é capaz ou não de aguentar, existem alguns sentimentos que são somente nossos mesmo, e aí não se pode medir se doi mais ou doi menos. Por isso mesmo a dor é algo solitário, porque, como mesmo diz a canção… “a dor é minha só, não é de mais ninguém”. Desde bem pequeno escrevo sobre isso…
E escrevo agora mais uma vez, já que estamos nas vésperas do lançamento do meu sétimo livro, que é uma obra que fala justamente sobre solidão, perda, separação, mas fala também sobre acolhimento e empatia. Acho que aprendi um pouco ao longo do tempo…
Esse é um livrinho especial demais. Tanto que espero que você esteja preparado ou preparada para o que vem por aí… pq essa é uma news de auto-merchan!
Começando pelo fim, que é o começo
O Trovão e o Rio é um apólogo - um texto em que os personagens são seres inanimados. No meu caso, forças e elementos da natureza, como trovão, rio e nuvem. Além de escrever, também fiz as ilustrações e o projeto gráfico.
Na história, o temido Trovão esbraveja do céu, enquanto que uma nuvem corajosa tenta descobrir por quê esta poderosa força da natureza está fazendo tanto barulho… estaria ela se sentindo tão sozinha? Para saber ela vai ter que abraçá-lo primeiro.
Uma história para crianças de 0 a 90 anos, com uma linda edição em capa dura.
Que tal garantir com um preço especial de pré-venda?
Sobre o processo do texto
A primeira versão do texto de O Trovão e o Rio terminei em maio de 2019. Foi um exercício numa mentoria de escrita com meu amigo e mestre Celso Sisto. Nos últimos 4 anos, fui lapidando o texto e cuidando da história para que ela chegasse até aqui.
O curioso é que algumas pessoas me perguntam de onde veio a ideia, no que eu me inspirei, e eu não tenho uma resposta concreta. Ou melhor, não tenho uma resposta bonita. Não foi numa noite de tempestade no meio do mato, nem uma metáfora que usei para explicar para meus filhos o que acontecia lá fora. Eu tinha um deadline para entregar o exercício, uma missão a cumprir, e a história foi vindo enquanto eu escrevia. O tema separação foi definido no enunciado do exercício e o texto precisava ser um apólogo. Como cheguei na solução em poucas horas? Há quem diga que isso é inspiração, mas outros falam que é medo mesmo.
Mas, fora de brincadeira, acho que estar produzindo para a oficina como eu produzia, uns 2 textos originais por semana, ajudou muito a deixar meu cérebro prontinho para o momento de terror e pânico.
A frase final, devo dizer, foi sugestão do próprio Celso, a quem devo muito pelas trocas que tivemos e pela inspiração desde sempre.
Quer saber qual a frase final? É só comprar, ué! Chega em novembro!
Sobre o processo das ilustrações
Na época em que escrevi o texto eu ainda não fazia aquarelas, mas já tinha começado a estudar desenho. O primeiro movimento foi chamar a queridíssima e talentosíssima Cynara Navarro para ilustrar. Ela topou de prima, me enrolou um tanto, mas confessou que não estava achando um caminho que a deixasse feliz.
O tempo passou, a pandemia veio, e mergulhei na aquarela para não surtar. E foi aí que comecei a ter um pouco mais de ideia do que eu havia pensado para o livro. Fiz duas imagens com o objetivo de apresentar meu olhar para que um (cof cof) artista de verdade pudesse ilustrar depois. Mas nada andava como eu queria.
E aí é que entra o meu querido amigo, ilustrador, multiartista André Cerino. Durante uma oficina em Pirenópolis-GO, mostrei para ele os meus estudos, pedindo uma luz. Quem poderia fazer o livro para mim? Ele disse para que eu não me preocupasse com o que o mundo tinha para me oferecer… falou para eu me concentrar no que eu tinha para oferecer para o mundo, praticamente me obrigou a fazer as demais ilustrações no estilo das primeiras, e dei um passo a mais para finalizar o projeto.
Eu sabia que queria trabalhar com abstração nas imagens e entendi que a simples reprodução das telas que eu vinha fazendo não seria o ideial. Foi aí que decidi aplicar algumas técnicas de fotografia para a composição das ilustrações trazer mais elementos de linguagem. Termino aqui fazendo uma técnica mista de aquarela com fotografia, explorando sobretudo profundidade de campo. Mas isso foi em 2021.
Os últimos 2 anos passei apresentando o projeto para algumas editoras, fiz algumas rodadas de leitura beta, contei a história para muitas crianças e fui sempre tentando melhorar, camuflando um pequeno medo e insegurança.
Mas é chegada a hora! O livro tá aí e você pode comprar AGORA por esse link: https://neartail.com/sm/_XaLwIX1p
Público e especificações
Embora o livro tenha sido criado com foco nas crianças da educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, fico muito feliz quando vejo a reação dos adultos ao lerem, sempre de forma muito emotiva e madura de quem sabe o valor das lembranças. Do ponto de vista das crianças, meu desejo é que elas se sintam acolhidas na descoberta de um novo e turbulento sentimento.
Tamanho
29 x 15 cm
Impressão
Livro com capa dura e acabamento de verniz aplicado.
Miolo com papel offset de 150g
Número de páginas
24 páginas coloridas com aquarelas originais do autor
O livro tem a edição primorosa da minha sócia, esposa e editora Vanessa Teles e deve chegar na casa de quem comprar em pré-venda ainda em Novembro. Ainda faltam detalhes sobre eventos de lançamento… mas quanto mais gente garantir agora, mais fácil será programar uma bagunça organizada! Bora?

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