No fim de semana passado, a cidade onde eu moro aqui na Itália viveu a famosa festa da alcachofra. Foram três dias inteiros dedicados, com muito orgulho, a esse vegetal. Eles realmente amam alcachofra aqui.
A feira se espalhou pela cidade toda. Havia muita comida boa, e não só alcachofra. E ainda bem. Não é que eu não goste de alcachofra (a frita que provei lá era muito gostosa), mas variedade também é bom.
Tinha churrasquinho, pizza, doces… uma maravilha.
E, como acontece em muitas feiras, em vários lugares você podia provar.
Um pedacinho aqui. Uma amostra ali. O suficiente para despertar o apetite, fazer você gostar e, quem sabe, querer comprar mais depois. Uma clássica manobra de marketing.
Isso me fez pensar em como Deus também nos convida a provar.
“Provem e vejam como o Senhor é bom.”
- Salmo 34:8
Mas com Deus existe uma diferença enorme.
Nas estratégias de marketing, a amostra grátis existe para que você prove, goste e depois pague se quiser comer de verdade. Com Deus, o convite é muito mais profundo, muito mais generoso e muito mais surpreendente.
“Venham, todos vocês que estão com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam! Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo. Por que gastar dinheiro naquilo que não é pão, e o seu trabalho árduo naquilo que não satisfaz? Escutem, escutem‑me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição.”
- Isaías 55:1
Que frase maravilhosa.
Comprem sem dinheiro.
Parece impossível. E, de certa forma, é mesmo.
Porque as delícias de Deus não são baratas. A graça não é barata. O perdão não é barato. A mesa do Reino não é barata.
Só que o custo não cai sobre nós.
Jesus pagou.
É por isso que podemos chegar sem dinheiro espiritual. Sem currículo religioso. Sem mérito. Sem máscara. Sem aquela tentativa cansativa de parecer melhores do que somos.
Podemos chegar como os pobres em espírito. Como gente que sabe que não consegue comprar a bondade de Deus. Como o caçula da parábola do filho pródigo, voltando sem argumentos, sem barganha, sem dignidade própria para apresentar, apenas precisando de graça.
E é justamente esse tipo de gente que Jesus chama de feliz.
Porque quem acha que pode pagar, ainda não entendeu a mesa.
Mas quem sabe que não pode, finalmente está pronto para comer.
A bondade de Deus não é um prêmio para os fortes.
É pão para os famintos.
É vinho para os sedentos.
É festa para quem chegou vazio.
Você não precisa fingir riqueza espiritual para sentar à mesa de Deus.
Pode vir pobre.
Pode vir cansado.
Pode vir com fome.
Jesus banca as delícias do Pai para você. A fina refeição que realmente satisfaz nossa alma.
Hoje, separe dois minutos e faça esta oração bem simples:
“Senhor, eu venho sem dinheiro.
Eu recebo a tua graça.”
Depois fique em silêncio por um instante e apenas deixe essa verdade entrar no coração.
Pai,
obrigado porque a tua bondade está aberta para mim.
Obrigado porque eu não preciso comprar o que Jesus já pagou.
Livra-me da tentação de confiar na minha própria justiça, na minha imagem ou no que faço.
Ensina-me a chegar com fome, com sinceridade e com confiança.
E a me alegrar na tua mesa.
Amém.
Complete nos comentários com uma palavra:
Hoje eu preciso receber de Deus mais...

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