“Recordamos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo.”
- 1 Tessalonicenses 1:3
No sábado passado, minha querida mãe, que veio de Portugal para nos visitar aqui na Itália, caiu e quebrou a perna.
Era o dia do aniversário dela.
Foi operada, graças a Deus correu tudo bem, e agora três parafusos de metal fazem parte da perna dela para dar estabilidade.
Enquanto escrevo, meu coração ainda está apertado. Penso na recuperação. No tempo longe de casa. Em tudo o que ainda vem pela frente.
E penso na vida dela.
Quantas cirurgias. Quantas perdas. Quantos vales.
Perdeu os pais ainda muito nova. Perdeu o marido aos 38. Quatro vezes teve câncer.
E, ainda assim, montanha após montanha, vale após vale, ela criou três filhos e continua agarrada a Jesus.
Chegou mais um vale. E pela graça de Deus, verá mais uma vitória.
Paulo escreve aos tessalonicenses e lembra de três marcas que Jesus deixa num coração: fé, amor e esperança.
Mas ele não fala dessas palavras de um jeito abstrato. Ele fala de uma
fé que produz trabalho,
de um amor que sustenta o esforço,
e de uma esperança que gera perseverança.
Isso me pega fundo.
Porque, se sou honesto, nem sempre meu trabalho nasce da fé. Muitas vezes nasce da ansiedade. Da vontade de controlar. Do medo de que tudo dependa de mim.
Mas confiança verdadeira é outra coisa. É descansar no fato de que Deus já está agindo, mesmo enquanto eu ainda estou tentando entender o que fazer.
E amor também não é só sentimento bonito. É continuar se doando quando o caminho fica pesado. É escolher o bem do outro, mesmo com custo. É o tipo de amor que não vem do ego, mas de Jesus.
E esperança não é pensamento positivo. Não é fechar os olhos para a dor. É a confiança profunda de que o Deus vivo ainda está escrevendo a história, e que o bem que vem dele ainda está a caminho.
Talvez seja isso que mais me inspira quando penso na minha mãe.
Não uma vida sem sofrimento. Mas uma vida que, no sofrimento, continua voltada para Jesus.
É isso que eu quero também.
Um coração cuja vida seja produzida pela fé, motivada pelo amor e sustentada pela esperança.
Três parafusos seguram a perna esquerda da minha mãe.
Três “parafusos espirituais” precisam segurar a minha vida.
Quando sentir o coração apertado hoje, pare por um minuto e pergunte:
Isso que estou carregando agora está vindo da fé, do amor ou do medo?
Depois ore assim:
“Jesus, move meu coração do medo para a fé, do ego para o amor, da pressa para a esperança. Amém.”
Jesus, no vale, forma meu coração.
Quando eu quiser controlar tudo, ensina-me a confiar. Quando eu estiver cansado, ensina-me a amar. Quando eu perder forças, sustenta-me com esperança.
Faz de mim uma pessoa moldada por Ti. Amém.
Hoje você precisa mais de quê?
Fé, amor ou esperança?

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