Já foi o tempo em que, quando se queria falar bem de algum evento se usava adjetivos como sensacional, incrível, maravilhoso, inesquecível, muito bom, ótimo ou até do caralho! Para se falar mal o adjetivo era péssimo, horrível, horroroso, tétrico ou o meu preferido: uma bosta! Agora, quando se quer comentar positiva ou negativamente alguma coisa que aconteceu, algum fato que rolou, o que a imprensa elegeu como seu preferido é dizer que o evento foi histórico. Basta ser um clássico de futebol disputado, mesmo sendo de meio de campeonato, mesmo que nenhum dos times esteja almejando grandes coisas e no dia seguinte a manchete estampada no jornal grita que foi um jogo histórico. Basta acontecer um show de um artista estrangeiro qualquer, em que o astro solta um “I love Brasil!” entre dois hits e já vem um crítico dizer que foi um show histórico. Basta uma frase polêmica solta por um político que deveria estar preso e já vem os comentaristas de política avaliar que é uma declaração histórica. Basta uns gritos a mais em um debate meio mequetrefe entre dois candidatos que não tem nada a dizer a não ser acusar um ao outro e já se declara ser um debate histórico. A verdade é que o adjetivo histórico ficou comum, qualquer coisa hoje em dia já é histórica, mesmo que na semana seguinte ninguém mais fale sobre o fato. A História tem sido muito mal maltratada, praticamente humilhada. Qualquer bobagem é histórica!
Então, para resolver essa questão, eu proponho que se mude o adjetivo, saindo das aulas de História e passando para outras aulas igualmente importantes. Assim, a História deixaria de ter que arcar com todo esse peso extra, dividindo um pouco com a Geografia, a Matemática, o Português e outras matérias. Alguns exemplos do que estou dizendo:
Geografia - “O jogo foi geográfico!”. Para um clássico regional que acontece várias vezes ao ano na mesma cidade.
Português - “O discurso foi gramático!” - Para a rara fala de um político sem nenhum erro de português.
Matemática - “O debate foi matemático!” – Para um debate em que os contendores ficam esgrimindo números e dados para provar as suas teses.
Educação Física - “O show foi atlético!”. Para o show de um artista internacional cheio de músicas chochas, mas com muitas danças que exigiram um tremendo preparo físico.
Gente, vamos deixar a História na dela. Vamos deixar a História em paz!
Estava numa mesa de bar, conversando com alguns amigos e algumas pessoas que tinha acabado de conhecer. Em determinado momento, o papo descambou para horóscopo, astrologia, essas coisas. Eu fiquei quieto no meu canto, quando uma das pessoas desconhecidas percebeu o meu silêncio e perguntou:
- E você, não tem opinião?
- Ah, é que eu não acredito nessas coisas.
- Não acredita? Não é possível!
- Pois é, eu não acredito em astrologia - e tentei explicar, colocando alguns argumentos em favor da minha não crença em horóscopo. Até que a pessoa me perguntou:
- Qual é o seu signo?
- Aquário. - Respondi.
- Ah, agora eu entendi. - Ela parecia aliviada com a minha resposta.
- Entendeu o quê? - perguntei
- É típico de aquariano não acreditar em horóscopo!
E contra esse argumento eu fiquei sem resposta.aquariano
Parece que esse ano teremos mais um El Niño. Se o El Niño já causa tantos transtornos, imagina quando ele virar El Adolescente!
- Em qual academia você malha?
- Na Smartfit. E você?
- A minha é a Smartphone. Eu ligo o meu celular e fico assistindo a galera malhando.
Ancioso para aprender a escrever ansioso.
No final do ano passado eu lancei o meu quarto romance, “A piscina do meu pai”. É uma história muito “divertida” e que prende a atenção do leitor. Pelo menos é isso que estão me dizendo os leitores do livro. Foi também o que disse o crítico do jornal O Globo, que o classificou como “ótimo” (e eu achei ótimo!). O livro está a venda nas principais livrarias e na Amazon (também no formato e-book). Mas se quiser um exemplar com dedicatória, é só clicar abaixo:
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Tem mais um texto aí embaixo…
HUMOR DO BEM
Existe mesmo o tal humor do bem? Quem é esse tal de Bem que acha que pode ser dono do humor? O Benjor? O Ben Johnson? O Bem-dotado? O Bem-amado?

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