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AzMina · Jul 22, 2026

Um até logo da gestora

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Nos vemos pelos corredores feministas

Oiê, como está?

Ana Carol aqui, agora ex-gestora de programas e projetos d’AzMina. Ainda é estranho escrever isso. Sei que não é um adeus, por isso quis escrever pra essa comunidade incrível que é AzMina, cada pessoa de um jeito diferente.

Cheguei em 2022, no meio da pandemia, jornalista que tinha migrado para a carreira acadêmica, com toda a opressão, patriarcalismo, racismo, que existem por lá. Depois de 5 anos pesquisando gênero e jornalismo de dados, desisti de lutar e abandonei. Mas AzMina viu valor nesse trabalho e apostou em mim.

Na entrevista, me xoxei apontando tudo que eu não sabia fazer, mas não tinha como disfarçar o brilho nos olhos. Eu acompanhava a revista desde sua fundação, e não foi um acaso que ela fosse objeto da minha pesquisa na universidade.

Processos e burocracias vencidas, eu, uma jornalista baiana, negra, mãe, recomeçava profissionalmente aos 41 num papel de liderança, numa organização feminista que, nem nos meus maiores sonhos, pensei alcançar.

De julho de 2022 a julho de 2026, AzMina me proporcionou muitas primeiras vezes: viagem internacional a trabalho, falar em eventos de referência, conhecer o Palácio do Planalto, liderar pessoas incríveis, participar da criação de uma inteligência artificial feminista, fazer reuniões em inglês e espanhol.

Voei a ponto de não caber mais no ninho que me deu tanta segurança para crescer. Sem nem perceber, passei a falar das minhas capacidades e competências com orgulho, sustentar o desconforto de me dizer feminista em qualquer espaço profissional, porque isso está em mim e em tudo que sou e faço.

Ontem fui dormir pensando: “Como assim não tem um grupo aqui [novo trabalho] para eu falar do último episódio de O Polígamo?”, mas já tenho idade para saber que não se pode ter tudo, e que a vida acontece na falta.

Vi muita gente chegar e partir e, para minha feliz surpresa, aprendi que AzMina é mais que quem passou e passará. Afinal, construir uma sociedade onde o gênero não seja barreira para o bem-viver não é uma missão que será cumprida tão cedo.

Obrigada, AzMina, por ser o melhor lugar onde eu trabalhei, e também por preparar profissionais para o mundo. Vocês me constituem como pessoa e isso não tem volta.

E nada disso acontece sozinho. Para que organizações como AzMina continuem existindo, produzindo informação de qualidade, disputando narrativas e trabalhando por uma sociedade em que o gênero não seja uma barreira para o bem-viver, é fundamental contar com o apoio de quem acredita nessa transformação. Doar para uma organização feminista é garantir independência, continuidade e força para um trabalho que ainda precisa existir por muito tempo. Se você também acredita nesse propósito, apoie AzMina.

Fortaleça nosso trabalho

Que essa comunidade siga florescendo, com profissionais incríveis e uma comunidade que, modéstia à parte, não tem igual.

Um abraço afetuoso,

Read on azminanews.substack.com

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