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AzMina · Jul 10, 2026

Coração totalmente eclipsado

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Voto. Deepfakes. Cássia Eller. Mulan Brasileira.

Oi, povo!

Aqui é Natali, retornando das férias. E hoje eu tenho um convite pra vocês: no dia 20/07, às 19h30, realizaremos um encontro aberto do clube do livro d’AzMina, pra falar sobre o livro “Almerinda Gama: a sufragista negra”, de Cibele Tenório. Vai ser tão chique que até a autora estará presente, conto com vocês? Se inscreve aqui. Na news hoje temos o horror em Minas Gerais, a falta de delegacias da mulher, Cássia Eller maior sapatão do rock e muito mais. Simbora?

Querem mesmo nosso voto?

O voto feminino será decisivo nas eleições de 2026, embora os homens que vão disputar tenham descoberto tarde e por interesse, descobriram, como muito bem argumenta Thati Nicácio. O curioso é que o próprio Paulo Figueiredo, blogueiro bolsonarista e neto orgulhoso de ditador, afirmou que “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras”, e uma série de manifestações ultraconservadoras ganharam visibilidade no Brasil questionando direitos políticos historicamente conquistados.

A violência acontece nas telas também

De deepfakes a assédio digital, a violência de gênero facilitada por tecnologia amplia riscos, revitimiza mulheres e exige resposta urgente.

O horror em Minas Gerais

Em Cataguases (MG), uma mulher de 44 anos foi assassinada em sua própria casa. A cena encontrada pela Polícia Militar revela as consequências cruéis desse crime: um bebê de um ano permanecia mamando no peito da mãe, que já estava sem vida, enquanto o outro filho, de apenas dois anos, dormia em um quarto próximo. O companheiro da vítima, de 41 anos, foi detido em flagrante. Após o ato, ele chegou a contatar parentes admitindo ter cometido um “erro grave” antes de tentar fugir. O agressor possuía um histórico de violência contra a mulher. Sempre penso no que sobra de humanidade nesses casos. Não tenho respostas.

Como proteger as mulheres?

Nenhuma das 43 delegacias da mulher em Santa Catarina oferece atendimento 24 horas. Já as casas-abrigo são escassas, a rede de acolhimento é fragmentada e com processos judiciais que se arrastam por anos. Assim, as mulheres enfrentam uma dupla vulnerabilidade: além de combater o próprio agressor, precisam lidar com as falhas de um sistema que deveria protegê-las.

As coisas não mudaram tanto assim

Nunca namorou. Não tem amigos. Não sabe se locomover na cidade. E se sentia ‘paga’ pelos trabalhos porque recebia roupa, comida e moradia. Desde os 7 anos, trabalhando para uma família que nunca foi sua. Foram nessas condições que uma idosa de 62 foi resgatada de trabalho análogo à escravidão em Fortaleza. Durante 55 anos ela trabalhou sem salário para a mesma família, que ainda sacava o Bolsa Família em nome da empregada, e nega as acusações.

⚡Cássia Eller: a sapatão mais icônica do Rock Brasileiro

📷Instagram pode usar suas fotos para alimentar IA, saiba como se proteger.

⚽O que tem a ver violência de gênero e Copa do Mundo?

⏰Quanto tempo você gasta pensando em sobreviver?

🏳️‍🌈Um acervo histórico da população LGBTQIAPN+ de Honduras

🎥 A câmera pervertida da Fifa.

👚 O endividamento feminino não vem das ‘brusinhas’

👀Conheça a Mulan brasileira

😶‍🌫️ A IA está tomando os cargos das mulheres?

As mulheres na reconstrução da Venezuela

A destruição provocada pelos terremotos na Venezuela trouxe à tona algo comum em crises humanitárias: o protagonismo das mulheres na reconstrução e na reorganização da vida. São elas que lideram a gestão de abrigos e cozinhas comunitárias, assumindo também os cuidados com crianças e idosos, o suporte psicossocial, a assistência em saúde sexual e reprodutiva e a proteção contra a violência de gênero. Por tudo isso, o processo de reestruturação do país passa necessariamente por escutar, financiar e valorizar a inteligência coletiva dessas mulheres.

Sempre dá pra piorar

Influenciadores lucram com conteúdo ensinando homens brasileiros a conquistar mulheres na Rússia. Usando hashtags como #partiuRússia, #mulheresrussas, e frases como “ficar com gordinha no Brasil não ia te dar futuro”; eles promovem suas viagens para conquistar mulheres e usam aspectos culturais locais para argumentar que essas mulheres seriam mais “fáceis” e os estrangeiros, mais desejados.

Dupla ou tripla jornada

Um novo estudo realizado pela Fiocruz em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Social aponta que metade das jovens brasileiras com 18 anos ou mais enfrenta uma dupla ou tripla jornada. Elas dividem seu tempo entre os estudos, o emprego, as tarefas domésticas e as responsabilidades de assistência. Somente 2% das jovens não desempenham nenhuma dessas atribuições, enquanto 25% das estudantes precisam se dedicar aos cuidados de algum parente. O relatório questiona o uso do termo “nem-nem”, argumentando que muitas mulheres classificadas dessa forma estão, na verdade, sobrecarregadas por um trabalho invisível de cuidado.

Foto do ano

Capturada pelas lentes de Cheney Orr, da Reuters, uma menina negra, sentadinha no vagão, está cercada por supremacistas brancos. O bando se preparava para marchar em Washington assim que o metrô alcançasse o destino. No meio do grupo, ela é a única com o semblante descoberto.

Cheney Orr / Reuters

/// DIQUINHAS CULTURAIS DA SEMANA ///

Vem ler com a gente

O voto feminino segue sendo um terreno de disputa política, muitas vezes subestimado ou alvo de discursos conservadores. Para aprofundar esse debate, o Clube do Livro d’AzMina + História Guardada abre sua edição de julho para todo o público. Leremos “Almerinda Gama: a sufragista negra”, da jornalista e pesquisadora Cibele Tenório, que estará presente no encontro para conversarmos sobre sua investigação e o legado desta figura fundamental apagada da história oficial. O encontro acontece em 20/07, às 19h30, e é aberto a todas e todos, basta se inscrever aqui.

Inscreva-se aqui


Juntas pelo Bem Viver

No dia 14 de julho, às 19h30, o Cine Glauber Rocha (Salvador) recebe a exibição do documentário ‘Juntas pelo Bem Viver: Vozes da Marcha das Mulheres Negras‘. Mais que um filme, é um convite para entender a força das mulheres que conectam as marchas de 2015 e 2025. Após a sessão, haverá o lançamento do estudo inédito ‘Da Marcha ao Bem Viver’ (parceria com Oxfam Brasil e Observatório da Branquitude) e um bate-papo exclusivo com a equipe e entrevistadas. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos na bilheteria a partir das 18h30.

Tudo que vai rolar no julho das pretas

A 14ª edição do Julho das Pretas, maior agenda de incidência política de mulheres negras no Brasil e América Latina, reúne 675 atividades de 292 organizações em 23 estados, no DF e em 3 países. Com debates, marchas e oficinas, a programação fortalece uma articulação internacional pela luta por Reparação, Bem Viver. Confira aqui tudo que vai rolar neste mês.

Assim bordei meus sonhos

A exposição ‘Assim bordei meus sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo’ chega ao Museu da Imigração hoje (10/07), às 19h, como parte das celebrações do centenário da imigração lituana e do 7º Festival Labas. Com curadoria de OSGEMEOS, a mostra reúne bordados, pinturas e crochês que revelam a trajetória artística de Margarida, convidando o público a refletir sobre migração, identidade e legado familiar. A entrada é gratuita, mediante lotação, no Museu da Imigração (Rua Visconde de Parnaíba, 1316). Mais informações aqui.

7 gatinhos

A peça “7 Gatinhos”, clássico de Nelson Rodrigues de 1958, ganha uma releitura contemporânea pelo coletivo Viradas da Encruza (Teatro Oficina). Ao integrar estatísticas recentes sobre feminicídio e violência sexual, a montagem obriga o público a refletir sobre questões urgentes. O espetáculo fica em cartaz até 16 de agosto no Teatro Oficina (Bixiga), com sessões às sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). Saiba mais.


Pausa para a seguinte informação


/// OPORTUNIDADES ///

Prêmio World Summit Awards (WSA)

Desde 2003, o Prêmio World Summit Awards (WSA) reconhece iniciativas tecnológicas alinhadas aos ODS da ONU. Pela primeira vez, a categoria Jovens Inovadores premiará menores de 26 anos que criaram soluções digitais para problemas sociais. As inscrições são gratuitas e estão abertas no site oficial. A cerimônia de premiação ocorrerá em 10 de agosto, no Museu Afro Brasil, em São Paulo, como parte do evento SP2B.

Formação Rainha$

O Instituto Rainhas lançou a edição 2026 do Conexão Rainha$ do Futuro para formar e fortalecer lideranças femininas negras de periferias. Ampliando sua atuação para Salvador (BA), Recife (PE) e Maceió (AL), o ciclo visa impactar mil mulheres negras com foco em autonomia econômica e articulação em rede. Em Recife, a etapa presencial ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de julho de 2026, a partir das 8h, no Sebrae Pernambuco. Estão disponíveis 300 vagas gratuitas voltadas ao empreendedorismo e impacto social, com inscrições abertas até que o limite de participantes seja atingido.

Direito de decidir

A 5ª edição da Chamada Aberta e a Exposição ‘Direito de Decidir’, da Coletiva Basuras, convoca artistas e ativistas em defesa da descriminalização e legalização do aborto na América Latina e Caribe. Agora plurinacional e bilíngue, a iniciativa une arte e ativismo com lambe-lambes gratuitos para download e a mostra ‘7 anos ocupando as ruas’, que resgata o histórico dessa mobilização. Participe e fortaleça essa luta.

/// ARTISTA DA EDIÇÃO ///

🎧 Total Eclipse Of The Heart

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Dona de um timbre inconfundível, Gaynor Hopkins conquistou o mundo sob o nome de Bonnie Tyler. A galesa, nascida em 8 de junho de 1951, se tornou uma das vozes mais marcantes do pop rock dos anos 80. Uma das razões era sua rouquidão, fruto de uma cirurgia nas cordas vocais. Eternizada por hinos como “It’s a Heartache” e “Total Eclipse Of The Heart”, ela somou três indicações ao Grammy e o título de Membro da Ordem do Império Britânico. Infelizmente, na última quarta-feira (08/07), ela veio a falecer.


Beijocas e até semana que vem :*

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