RSS Amplifier

Ascen Cripto Newsletter · Jul 27, 2026

🟠B3 tokeniza gado vivo

0
Sign in to vote or save

Ascen Cripto Newsletter · Ascen Cripto Newsletter

(Imagem Ilustrativa: B3 tokeniza gado)

🐄 Dez vacas leiteiras da Fazenda Engenho Velho, em Imbituva (PR), viraram o primeiro colateral de gado vivo formalmente registrado na B3. Avaliados em R$ 120 mil, os animais lastrearam uma CPR-F de R$ 100 mil, emitida pela BMP — sociedade de crédito autorizada pelo Banco Central —, que vendeu os direitos creditórios ao Target FIDC, o fundo que registrou a operação na bolsa.

A CPR-F (Cédula de Produto Rural Financeira) é um título de crédito que o produtor rural emite para captar dinheiro, dando a produção ou um bem como garantia. O FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) é o fundo que compra esses recebíveis e os transforma em investimento. Tokenizar é registrar esse direito como um ativo digital em blockchain — aqui, atrelado à identidade de cada animal.

O que destrava a operação é o rastreamento. Cada vaca recebeu um ID digital único e criptografado, gerado a partir de dados de saúde, comportamento e localização captados por coleiras com sensores de inteligência artificial da Cowmed. Esses dados viram um identificador à prova de adulteração vinculado ao contrato de crédito, o que dispensa a inspeção presencial da fazenda e impede que o mesmo animal seja dado como garantia duas vezes.

O ganho é de acesso a crédito. Os bancos costumam descontar gado como garantia em até 60%, porque não têm como confirmar que o animal está vivo e saudável — uma vaca de R$ 20 mil vale cerca de R$ 8 mil para fins de empréstimo. Humberto Brenner, do Target FIDC, afirmou que o monitoramento elimina essa incerteza. O pano de fundo é de aperto no campo, com os pedidos de recuperação judicial no agronegócio saltando para 1.990 em 2025, quase quatro vezes os 534 de 2023, segundo a Serasa Experian.

A escala pretendida é grande. A Cowmed monitora hoje 100 mil vacas em 1.200 fazendas no Brasil e em outros cinco países, um rebanho avaliado em cerca de R$ 2 bilhões. O CEO, Thiago Martins, projeta que 20% desse total — R$ 400 milhões — poderia virar garantia tokenizada em até dois anos. Outros quatro produtores já estão em avaliação, e as empresas miram cerca de R$ 5 milhões em crédito por esse modelo até o fim de 2026.

Compartilhar

(Imagem Ilustrativa: Coreia do Norte prende hackers que roubaram Banco Central)

🏦 As autoridades norte-coreanas prenderam ex-hackers militares acusados de desviar fundos de dois bancos estatais — o Banco Central da Coreia do Norte e o Banco de Comércio Exterior — e lavar o dinheiro em criptomoedas. O relato é do veículo especializado Daily NK, em reportagem de 23 de julho baseada em uma fonte anônima em Pyongyang, e não pôde ser verificado de forma independente.

Segundo a apuração, o grupo invadiu os sistemas internos dos bancos, desviou moeda estrangeira e transferiu os valores para carteiras de cripto no exterior. Corretoras de balcão chinesas converteram os ativos em dólares e yuans, e contatos em cidades de fronteira trocavam a cripto por dinheiro vivo.

Para escapar da detecção, os suspeitos dividiam as transferências em pequenas quantias e usavam contas de terceiros, aplicativos de mensagem criptografados e telefones não registrados. Vários eram jovens formados em tecnologia e ligados ao Escritório Geral de Reconhecimento, o braço de inteligência do regime.

As prisões ocorreram em 12 de julho, numa casa segura em Pyongyang, depois que o governo detectou discrepâncias nas aprovações de pagamentos e acessos suspeitos a partir do exterior. O caso expõe uma ironia — o mesmo aparato treinado para roubar fundos de fora teria se voltado para os cofres do próprio Estado.

Hackers norte-coreanos roubaram um recorde de US$ 2 bilhões em cripto em 2025, segundo a Chainalysis, e responderam por 76% das perdas do setor até abril de 2026, pela TRM Labs. O valor desviado neste caso não foi divulgado.

(Imagem Ilustrativa: Coinbase aceita pagamentos de agentes IA)

🤖 A Coinbase passou a permitir que empresas recebam pagamentos em USDC feitos diretamente por agentes de inteligência artificial, pela conta Coinbase Business. As transações usam o x402, um padrão aberto criado pela corretora para pagamentos máquina a máquina, sem exigir um fluxo de checkout separado do que o comerciante já usa.

Agentes de IA são programas autônomos que executam tarefas e tomam decisões sozinhos — inclusive comprar serviços. O padrão x402 é um “trilho” de pagamento pensado para essas máquinas pagarem umas às outras em stablecoin, sem intermediário humano a cada transação.

O recurso foi liberado para mais de 5.000 clientes empresariais, numa unidade que já processou cerca de US$ 1 bilhão em volume, e paga 3,35% de recompensa sobre saldos ociosos em USDC.

Brian Armstrong, CEO da Coinbase, afirmou que a economia agêntica “vai ser enorme” e precisa de novos trilhos financeiros. A empresa destaca que os pagamentos em USDC não têm o risco de estorno dos cartões e que o tráfego de agentes já superou o de humanos nas páginas de documentação da rede Base.

Os primeiros casos de uso se concentram em serviços digitais — agentes já compram acesso a APIs, armazenamento em nuvem e domínios. A Coinbase também adicionou negociação em tempo real ao seu “Coinbase for Agents” e lançou um SDK do x402 para desenvolvedores, com carteiras que impõem limites de gasto definidos pelo usuário. O movimento dá continuidade à x402 Foundation, criada em abril com a Linux Foundation.

(Imagem Ilustrativa: Sberbank irá negociar criptomoedas na Rússia)

📊 O Sberbank, maior banco da Rússia, planeja construir uma infraestrutura de negociação de criptomoedas e lançar um depositário digital até 1º de dezembro de 2026. O sistema vai registrar a propriedade dos clientes sobre os ativos, processar a maioria das transações fora da blockchain e operar carteiras para depósitos, saques e transferências.

O plano segue a lei que regula a negociação de cripto por meio de intermediários licenciados, aprovada pelo Conselho da Federação. O novo marco entra em vigor em 1º de setembro de 2026, mas a exigência de passar por corretoras e depositários autorizados só vale a partir de julho de 2027. A negociação em bolsa ficará restrita a criptomoedas com capitalização média acima de US$ 64 bilhões e volume diário acima de US$ 12,8 bilhões, e o pagamento por bens e serviços em cripto dentro do país segue proibido.

O banco já vinha se aproximando do setor. Em 2025, passou a oferecer a investidores qualificados títulos estruturados atrelados ao Bitcoin, e em dezembro concluiu o que descreveu como o primeiro empréstimo garantido por Bitcoin da Rússia, com a mineradora Intelion Data. O movimento acompanha o esforço de Moscou para trazer custódia, liquidação e negociação de cripto para dentro do sistema financeiro regulado.

(Imagem Ilustrativa: Semana em Cripto da Ascen Cripto)

🗓 Eventos na semana que impactam o mercado de criptoativos

• Bitcoin (BTC) — praticamente estável em 7 dias (+0,1%), rondando US$ 64.500 e oscilando entre US$ 63,7 mil e US$ 65,4 mil. O Fear & Greed segue na fronteira entre medo e neutro (leituras de 27 a 45 conforme a fonte), com o mercado ainda sem convicção após o repique do início do mês.

• AltcoinsEthereum (ETH) subiu +0,5% na semana (~US$ 1.880); Solana (SOL) recuou -1,6% (~US$ 75) e XRP avançou +0,6% (~US$ 1,10). Semana lateral, sem rotação clara — as majors seguem coladas ao humor do BTC.

• ETF de Solana (MSOL) — a Morgan Stanley teve um dos primeiros ETFs spot de Solana aprovado na NYSE Arca em 24/07, com taxa de 0,14% (das mais baixas do mercado) e staking de até 100% do SOL, repassando as recompensas ao investidor. É o pontapé da temporada de ETFs de altcoinXRP é o próximo mais cotado. No mesmo dia, a rede Solana passou de 1 bilhão de transações semanais.

• Ethereum (ETH) — a SEC encerrou o processo (FOIA) ligado às investigações sobre o Ethereum em 22/07, pagando US$ 150 mil e liberando comunicações da era Gensler sobre a transição para proof-of-stake — mais um capítulo do desfecho regulatório favorável ao ativo. No lado das tesourarias, a BitMine já acumula 5,74 milhões de ETH, perto de 5% de toda a oferta, virando peça relevante na liquidez e no staking da rede.

• RWA / tokenização — o mercado de ativos do mundo real on-chain líquidos (negociáveis de fato) chegou a US$ 36,8 bilhões, alta de 4% em 30 dias, com 1,34 milhão de detentores (RWA.xyz, ao vivo). Os Treasuries americanos tokenizados dominam — os maiores produtos são o USYC da Circle (US$ 3 bi) e o BUIDL da BlackRock (US$ 2,6 bi). Somando os ativos apenas comprometidos com a tokenização, ainda sem liquidez, o total salta para US$ 380 bi — é aí que entra, por exemplo, o token de home-equity da Figure, de US$ 20 bi. Por rede, o Ethereum lidera com US$ 17,1 bi, seguido de BNB Chain (US$ 5,3 bi) e Solana (US$ 3,5 bi).

• ETFs spot (BTC/ETH) — começo de semana forte, com 7 pregões seguidos de entradas e +US$ 499 mi até 22/07 (IBIT respondeu por US$ 319 mi). O fluxo virou em 24/07, com -US$ 240 mi de saída (IBIT com ~US$ 212 mi) diante da escalada geopolítica — demanda institucional voltando, mas ainda frágil.

• Estrutura — sem gatilho próprio, o cripto opera refém do macro. A aprovação do MSOL e o avanço da tokenização são ventos estruturais positivos, mas preços laterais, sentimento hesitante e ETFs esfriando deixam o BTC atrelado ao apetite por risco global e ao conflito no Oriente Médio.

• EUA — a semana é dominada pelo FOMC de 28–29/07, com decisão na quarta (29/07). O consenso é de manutenção dos juros em 3,50%–3,75% pela 5ª reunião seguida, mas cerca de 1/3 do mercado já precifica uma alta de 0,25 ponto — reflexo do risco inflacionário do petróleo. Fed em período de silêncio.

• Tarifas e bolsas — as novas tarifas de Trump (de 10% a 12,5%) sobre 60 países entraram em vigor em 24/07, substituindo taxas emergenciais derrubadas pela Suprema Corte. As bolsas recuaram — o S&P 500 caiu -1,2%, pior sessão do mês, com Brent acima de US$ 100 e resultados fracos das Big Techs. O dólar está em máxima de 13 meses e os juros dos Treasuries no topo do ano (10 anos ~4,70%).

• PetróleoBrent perto de US$ 100 e WTI perto de US$ 91 (24/07), com alta de mais de +13% na semana, puxada pelo temor de interrupção no Estreito de Hormuz e no Bab el-Mandeb.

• Geopolítica — a guerra entre EUA e Irã completou 13 noites de ataques após o colapso do cessar-fogo, sem sinal de retorno à negociação. A Marinha americana bloqueia portos iranianos, e a Arábia Saudita atacou os Houthis no Iêmen após ofensivas no Mar Vermelho — o prêmio de risco sobre energia segue elevado.

• Brasil — a Selic está em 14,25% ao ano, com o próximo Copom em 4–5/08 (decisão em 05/08). O IPCA acumula 4,64% em 12 meses e o mercado projeta ~5,15% para 2026 — cortes lentos, ainda condicionados à desinflação e ao câmbio.

• Leitura geral — o macro dita a semana. Petróleo alto, novas tarifas e dólar forte reacendem o risco inflacionário e reduzem o espaço do Fed para afrouxar (daí a chance de alta na quarta). Para cripto, os avanços estruturais (ETF de altcoin, tokenização) contrastam com um curto prazo travado, em que o BTC segue o risco global e o conflito no Oriente Médio.

🏛️ Winklevoss doam US$ 10 milhões em Bitcoin ao PAC de Trump em meio a disputa com a CFTC

Registros da FEC mostram que os fundadores da Gemini transferiram US$ 10 milhões em BTC ao super PAC MAGA Inc em 19 de junho — cerca de três semanas depois de a corretora e a própria CFTC pedirem, juntas, a anulação de um acordo de US$ 5 milhões fechado em 2025.

📊 Pesquisa da Binance aponta que a Geração Z começa a investir mais cedo

Levantamento divulgado em 23 de julho mostra que 30% dos investidores da Geração Z começaram na universidade — o dobro dos Millennials. Mais de 90% dos usuários estão em mercados emergentes, e ETFs alavancados são só 5,9% do volume da geração.

🔧 Ataques físicos a detentores de cripto sobem 33,3% no primeiro semestre, diz CertiK

Foram 52 ataques verificados entre janeiro e junho, contra 39 no ano anterior, mas a exposição financeira saltou para US$ 124,2 milhões. A Europa concentrou 75% dos casos, com a França liderando; o Brasil registrou um.

⛓️ Robinhood Chain supera a Base em usuários ativos três semanas após o lançamento

Em 21 de julho a rede registrou 323.969 usuários ativos contra 274.520 da Base, com TVL recorde de US$ 588,9 milhões. Apesar do discurso de ativos tokenizados, a atividade segue dominada por memecoins.

⚛️ BlackRock, Coinbase e Strategy financiam US$ 15 milhões em segurança quântica do Bitcoin

Nove empresas formaram o Bitcoin Security Consortium, com foco em defender a rede de futuros computadores quânticos. A ARK estima que cerca de 35% do BTC está em endereços potencialmente expostos a esse risco.

📈 Ativos tokenizados da Robinhood Chain quintuplicam com ações negociadas em maior escala

Os RWAs da rede chegaram a cerca de US$ 70 milhões, alta de 5x em menos de duas semanas. A ação tokenizada da GameStop liderou, com US$ 26,6 milhões em volume diário, seguida por Nvidia e SpaceX.

🏦 Morgan Stanley tem ETFs de staking de Solana e Ethereum aprovados na NYSE Arca

A NYSE Arca aprovou a listagem dos fundos MSOL e MSSE em 24 de julho, com taxa de 0,14% ao ano — a mais baixa da categoria — e staking de até 100% dos ativos, repassando 95% das recompensas aos acionistas.

🗽 Departamento de Estado dos EUA cria programa “Freedom Tech” com Bitcoin

O Freedom Tech Excellence Program embute especialistas privados na diplomacia de liberdade digital, com Bitcoin Policy Institute, Palantir e Anduril entre os fundadores. As prioridades incluem privacidade, criptografia forte e combate à vigilância ilegal.

🇭🇰 Hong Kong prepara a HKDAP, stablecoin lastreada no dólar de Hong Kong

A Anchorpoint, joint venture de Standard Chartered, HKT e Animoca Brands, deve lançar a HKDAP nas próximas semanas, com lastro 1:1 em reservas do dólar de Hong Kong. Foi uma das primeiras licenciadas pela HKMA em abril.

Compartilhar Ascen Cripto Newsletter

Read the original on ascencriptonewsletter.substack.com

Comments

Nothing yet. Say the first thing.

    Sign in to join the conversation.