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Boletim da APP-Sindicato · Jul 24, 2026

Boletim da APP-Sindicato | 24/07/26

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APP-Sindicato · Boletim da APP-Sindicato

APP-Sindicato reafirma o Dia de Tereza de Benguela, exige o fim do racismo institucional e aponta caminhos para superar a sub-representação política no estado e no país

Luta, reflexão e representatividade. Imagem: APP-Sindicato.

O dia 25 de julho representa um marco de resistência histórica e de organização política para as mulheres negras em todo o mundo. A data celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Mais do que uma efeméride, este dia consagra a denúncia das opressões estruturais e evoca a memória de lideranças que desafiaram o sistema escravocrata e patriarcal.

Para organizar a agenda de atividades e as pautas reivindicatórias da categoria no Paraná, as secretarias da APP-Sindicato de Promoção de Igualdade Racial e Combate ao Racismo e da Mulher Trabalhadora e dos Direitos LGBTI+ coordenam o alinhamento de informações e as ações integradas da entidade.

“O objetivo é unificar o debate sobre a valorização das educadoras negras, o combate ao assédio institucional e a aplicação efetiva do ensino da história e cultura afro-brasileira nas salas de aula paranaenses”, afirma a educadora Celina Wotcoski.

A APP-Sindicato reafirma que a luta contra o racismo e o machismo exige uma tarefa diária e coletiva. A escola pública constitui o espaço central para a desconstrução de preconceitos e para a promoção da igualdade racial.

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Abaixo da média nacional (111,9%), o investimento no Paraná cresceu apenas 76,1% entre 2018 e 2025, amargando o 25º lugar no país

Prioridades em xeque: Baixo crescimento dos gastos com educação no Paraná evidencia projeto de desmantelamento orçamentário da pasta. Foto: Altvista / APP-Sindicato.

O governo do Paraná está entre os três piores do país no ritmo de investimento na educação pública. É o que revela uma nota técnica elaborada pela assessoria econômica da APP-Sindicato, com base em dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).

Intitulado “O subfinanciamento da Educação no Paraná (2018–2025)”, o levantamento mostra que, enquanto o conjunto das unidades da Federação aumentou os gastos com educação em 111,9% em média no período, o Paraná registrou uma elevação de apenas 76,1% — 35,8 pontos percentuais abaixo da média nacional.

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Material orienta a categoria na defesa de direitos, salário e melhores condições de trabalho

Edição Pedagógica como material de apoio nos dias de estudo e planejamento nas escolas públicas. Foto: Giovanna Mateus / APP-Sindicato.

A volta às aulas na rede pública estadual do Paraná ocorre com a realização dos Dias Pedagógicos de estudo e planejamento, nesta quinta (23) e sexta-feira (24). Mais do que uma etapa de preparação pedagógica para o segundo semestre, o momento é decisivo para o debate, a unidade e o fortalecimento da organização da categoria em defesa de uma escola pública, democrática, crítica e emancipadora com a proximidade das eleições.

“Mais um semestre começa nas escolas. Este é o momento para debater a nossa organização coletiva. Nosso objetivo central é defender uma educação de qualidade, com a devida valorização das educadoras e educadores da rede pública estadual. Em um ano eleitoral decisivo, precisamos derrotar nas urnas os projetos e governos que atacam a escola pública e eleger candidaturas que de fato assumam o compromisso com a nossa pauta”, afirma a presidenta da APP-Sindicato, professora Walkiria Mazeto.

Para orientar o debate nas unidades escolares, a APP-Sindicato lançou a Edição Pedagógica (Julho 2026), publicação especial do jornal 30 de Agosto que organiza e projeta os principais eixos de luta dos próximos meses. As diretrizes pautam desde a garantia de direitos funcionais até o combate ao desmonte pedagógico imposto pelas sucessivas gestões estaduais.

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Entidade protocolou um pedido de impugnação do processo contra os critérios de avaliação do certame

É fundamental que a seleção para o PSS siga os moldes que caracterizam uma contratação temporária: sem prova e por meio de avaliação de títulos. Foto: João Paulo Vieira / APP-Sindicato.

Em resposta ao edital para a realização da prova do Processo Seletivo Simplificado (PSS), a APP-Sindicato protocolou nesta terça-feira (22) um pedido de impugnação administrativa. A entidade exige que a Secretaria de Estado da Educação (Seed) corrija pontos críticos do documento, como a cobrança da Prova Nacional Docente (PND) e a pontuação desproporcional atribuída ao magistério em relação a títulos acadêmicos. .

“Além desses aspectos, outros itens do edital, que historicamente são objetos de divergência entre a categoria e a Secretaria, também foram incluídos em nosso pedido de impugnação administrativa. A APP-Sindicato já formalizou junto à Seed o requerimento para a revisão desses critérios, defendendo a retificação do edital. Orientamos que todos(as) os(as) profissionais acompanhem nossas redes sociais, onde manteremos a categoria informada sobre os desdobramentos desta demanda”, ressalta a presidenta da APP-Sindicato, professora Walkiria Olegário Mazeto.

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Projeto da APP-Sindicato quer registrar as vivências de toda a categoria; saiba como participar e postar a moldura nas suas redes sociais

Imagem: APP-Sindicato

Toda grande estrutura é feita de pequenas e valiosas histórias. Em 2027, a APP-Sindicato completará o marco histórico de 80 anos de existência. Para que essa trajetória de resistência, conquistas e união não seja contada apenas por documentos frios, o sindicato convoca toda a categoria a se tornar autora do projeto “Eu faço parte desta história”, enviando o seu registro escrito e acompanhado com fotos, até o dia 26 de setembro de 2026, para o e-mail (appsindicatocom@gmail.com). Outra iniciativa é usar a moldura exclusiva do projeto nas redes sociais de cada educador(a).

Para a presidenta da APP-Sindicato, professora Walkiria Mazeto, os relatos enviados pelos(as) trabalhadores(as) da educação são o verdadeiro combustível da memória sindical. “Nossa história não é feita apenas de documentos, mas do calor das mobilizações e da vida dedicada de cada educador. Registrar essas memórias é garantir que as futuras gerações saibam que cada direito conquistado tem o rosto e a voz daqueles que nunca recuaram na defesa da escola pública”, destaca.

A iniciativa busca repetir e expandir o sucesso do projeto “Memória Viva: histórias que não envelhecem”, realizado durante as celebrações de 77 anos da entidade. Enquanto o Memória Viva cumpriu o papel fundamental de resgatar as memórias e a sabedoria dos(as) educadores(as) aposentados(as), o novo projeto quer costurar os relatos de toda a categoria, sem distinção de gerações.

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