verdades duras: raras são as mulheres que terminam relações sem antes perderem a vontade de viver. ano passado quebrei esse padrão (mas não antes de ter meu lábio superior tremendo de estresse). terminei antes de perder todo o desejo pelo homem que me relacionava. foi uma relação tranquila até começar um certo afastamento, esse afastamento foi aumentando até que me percebi numa postura ansiosa e com medo de abandono. algumas semanas mais lendo sinais e finalmente entendi: as pessoas são bem simples, homens, ainda mais. presença é interesse, presença é cuidado. se não existe atenção, não existe afeto. pronto, terminei.
pela primeira vez saí antes de ser completamente abandonada (porque homens não terminam relações se ainda existir algum tipo de recurso afetivo/sexual pra ser extraído ali, ou até aparecer outro recurso mais fácil e de menor manutenção). isso foi um divisor de águas pra mim. foi uma iniciação (criei essa página um mês depois).
mulheres não se consideram pessoas. nós mesmas internalizamos o olhar masculino ao nos enxergarmos como objetos que entregam afeto, cuidado e prazer (receber o mesmo em troca não importa tanto assim). interpretamos comportamentos e nos adaptamos pra sermos amadas, micro gerenciando tudo e nos tornando hiper vigilantes. geralmente fazemos isso com parceiros que não são consistentes e seguros. parceiros estáveis e afetivos não te geram essa resposta (quando não existe lacuna, não existe espaço pra paranoia). já tive relacionamentos estáveis onde pude enxergar incompatibilidades com leveza e não como ameaça de sobrevivência. não estou retirando a responsabilidade das mulheres, a centralização do amor romântico e nossa necessidade de validação masculina não reconhecida nos impulsiona pra esse abismo.
rejeição é iniciação. você não sairia desse limbo infernal se ele mesmo não te tirasse dali. não é sobre agradecer seu ex, longe disso, é sobre reconhecer uma oportunidade. nós sabemos que você preferiria a infelicidade de ser escolhida, mesmo se sentindo absolutamente miserável e infeliz. agradeça à vida por essa iniciação. a dor é um portal, e você pode conhecer o outro lado da vida agora. o lado onde você é uma mulher fora do estado de sobrevivência (eu saí dele ano passado, pode entrar no meu instagram venusexilada e ver o que acontece em um ano sem gastar energia micro gerenciando homens). tripliquei meu salário, sou muito mais criativa e muito mais feliz.
desde a adolescência (tenho 27 anos agora) me senti uma pessoa cheia de vida e curiosidade, mas nunca finalizei nenhum projeto porque o “amor” aparecia e se tornava meu propósito de vida. trabalho como astróloga desde 2023, e passei esses últimos três anos atendendo duas ou três pessoas por mês porque não tinha energia nem criatividade suficiente pra investir nos meus conteúdos e divulgação. um ano cansada de ser medíocre e centralizando relações foi o suficiente pra me dar uma vida melhor. não estou te dizendo que TUDO se resolve porque você descentraliza homens. ainda tenho minhas inseguranças, meus medos, meus momentos de desejo e carência. mas sentimentos não são um problema pra resolver, são vida, vida acontecendo.
tudo começou com uma rejeição, e em vez de me martelar na tristeza, no sentimento de injustiça de ninguém me ama de verdade (ninguém=homens), decidi transformar esse medo do vazio e da invisibilidade em força criativa. mulheres com pena de si mesmas romantizam seu sofrimento, acham que sofrer por amor traz “vida” e relacionamentos se tornam uma espécie de dopamina barata.
a sua vida é sobre os homens que passam por ela? você acha que diante da grandiosidade dos cosmos e da existência humana, a sua vida é sobre as rejeições e relações falidas que você viveu? você se acha tão pequena né.
use a rejeição como portal. em vez de se curar e procurar outra relação pra te dar algum propósito, tente encontrar um sentido pra sua vida através de algo mais confiável do que um homem no patriarcado.
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obrigada por me ler. se quiser acompanhar meus vídeos e insights mais de perto, me segue no instagram venusexilada. também tenho um podcast (mais íntimo, com episódios longos) onde falo sobre amor romântico, espiritualidade, astrologia e filosofo sobre a vida, disponível no youtube também.
sou astróloga profissional e minha agenda está aberta para setembro :)

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