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Amo News · May 16, 2026

Amo Busi(News) #18: hora do (re)branding!

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Caí no papo de ser generalista e... me ferrei! Por que ser especialista é o que garante trabalho para a grande maioria das pessoas e quem pode se dar ao luxo de fugir desta equação?

Green arrows point in opposite directions on asphalt.
Dá para ir para dois lados ao mesmo tempo? Talvez até dê, mas eu não recomendaria! (Photo by Judy Beth Morris on Unsplash)

Confudimos tudo. Confudi, eu, tudo! Passei do amor ao ódio ao branding muito rápido, sem racionalizar. Sei que não fui a única, afinal, tantos conceitos errados foram sendo amarrados à ideia de posicionamento de marca… Branding não é retrato com pose de mulher maravilha vestindo uma camisa branca de gola levantada; nicho não quer dizer que alguém SÓ faz, fala e vive de uma coisa; posicionamento é posicionamento, seja para a multinacional bilionária ou para o professor de ensino fundamental. Mal entendidos à parte, visito meu passado recente para dizer que muito provavelmente eu, você e todos nós precisamos de branding, nicho e posicionamento. Ao menos como radar da própria carreira.



As edições do fim de 2025 já (me) davam pistas de que o extremismo antiposicionamento talvez não fosse a resposta. Que aquele meu pavor do tema na época em que fechei a Amo Branding em 2021 não era proporcional à realidade – estava mais para burnout pandêmico, pânico de cursos online e implicância com as fórmulas prontas. Afinal, foi quando criei um blog focado em it girls que minha carreira no jornalismo de moda aconteceu; foi quando lancei a marca de conteúdo Amo Branding que tive os maiores retornos: financeiros, profissionais e de reconhecimento mesmo. Estar ligada a um tema nunca me fez mal. E provavelmente não fará a você.

A Amo News é minha newsletter sobre negócios criativos, algo que de nicho pessoal virou especialidade profissional! Para ter acesso a todas as 250+ edições do arquivo (para maratonar!) e à íntegra do que está por vir, faça seu upgrade a partir de R$ 50!

O x da questão é separar o joio do trigo, entender que tem muita abobrinha sendo dita em nome de ~branding! Ao mesmo tempo, escolher um assunto, um universo, uma referência específica – e quanto mais específica, melhor – torna maior nossa chance de ser o primeiro nome ligado a ela. E ser o primeiro nome (ou, ok, um dos primeiros!) ligado a algo vai te trazer trabalhos, oportunidades, visibilidade. Queria tentar poupá-los de ler a palavrinha “autoridade”, outra que foi queimada pelas receitas prontas do digital, mas tem este lance também.

Importante: o tempero, aquele molho pessoal que só você tem, não deixa de ser por si só uma espécie de nicho. Porém, para iniciantes, é quase impossível mostrar o tempero neste vasto mar de opções competindo pelo mesmo tempo de atenção; observando mais atentamente, mesmo os superfamosos, que ganham a vida existindo em seu lifestyle, têm alguma tendência nichada os guiando.

Pensar em branding (nem precisa amar, combinado?!) é entender que somos lidos/percebidos o tempo todo e que letras embaralhadas no nosso próprio posicionamento logo fazem a pessoa trocar de livro. Entender o próprio posicionamento pode ter a ver com revisitar o passado, a história, tudo aquilo que você já fez até aqui. E jogar o jogo atual das marcas – pessoais, inclusive – vai nos exigir, sim, um cuidado com a própria imagem e com a (quase) sempre obrigatória presença digital (desculpe, não queria ter que dizer isto).



Em tempo: eu não estou falando da newsletter que você escreve como hobby nem do instagram no qual você posta dicas sem nenhuma pretensão. Refiro-me aos seus objetivos profissionais. Como você quer ganhar dinheiro? O que você faz que só você faz do jeito que você faz? Qual seu produto a ser vendido e para quem ele está na vitrine? Qual a vitrine? Tudo isto influencia a maneira como a gente se apresenta para o mundo. E, percebo, deixar tudo correr solto neste mar de múltiplos interesses que somos na vida real, pode (e vai) nos fazer perder boas chances de carreira.

Seguirei gostando de um monte de coisas; seguirei dividindo muitas delas por meio de meus textos; seguirei sendo uma pessoa normal, que veste roupa de ginástica, calça jeans ou um look mais formal, de acordo com o momento. No entanto, já estou trabalhando (de novo!) no meu próprio rebranding e recomendo fortemente que você considere esta hipótese caso sinta que está em uma fase menos definida no seu trabalho (especialmente para os criativos)…

Meus 20 anos foram para formar repertório variado.
Meus 30 anos foram para trabalhar para chefes que serviram como MBAs.
Meus 40 anos foram para colher frutos com meus próprios negócios.
Meus 50 anos serão para juntar tudo isto em algo que me represente de verdade e passar adiante!

Read on amonews.substack.com

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