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Sai o luxo silencioso das marcas livres de logos que só são conhecidas pelos reais bilionários, entra o reforço da figura da mãe do pilates: o vai e vem de movimentos de consumo e comportamento, como sempre, é ativado com tudo a cada virada de ano. Na moda, na beleza, nas compras, nos hábitos… de portais internacionais como o Business of Fashion a relatórios de consultorias globais, passando pelo termômetro sempre infalível das trends do Tiktok, são listas e mais listas jogando caneta lumicolor no que estamos desejando e/ou no que desejaremos já, já!
Em um apanhado geral destas fontes, eis oito pontos para ficar de olho:
Jeans barril (e todos os jeans!): O Bof apontou 2025 como a era do jeans sem regras – vale tudo nas modelagens, que coexistem e se substituem rapidamente nas preferências –, mas no Brasil anda explodindo um pouco óbvio (e talvez menos ainda democrático) modelo barril. Da recém-chegada H&M à curadoria da multimarcas The Club, ele parece estar em todos os lugares. Passa ou repassa?
Na beleza, produtos ultranichados: máscaras labiais para dormir, firmadores para a região dos olhos, balms para calcanhares ressecados… esqueça os multiuso de beauté! Quanto mais específico, mais desejado.
Sapatos minimalistas: sapatilhas, rasteiras simples e tênis mais enxutos têm voltado à cena depois de temporadas de tênis volumosos e chamativos e solados imponentes. Nunca parei de amar as sapatilhas bem delicadas, ao mesmo tempo ainda pretendo ir atrás do loafer perfeito no próximo inverno, sabe?
Cabelo monocromático, mais uma temporada: Bruna Marquezine, a pessoa mais comentada desta virada de ano, e Silvia Braz, a influencer das influencers, dão o tom – literalmente, no caso. Os anos de morenas iluminadas parecem mesmo ter dado lugar aos fios chapados na mesma cor, um alívio para a saúde capilar, ufa!
Moletom GG, eu avisei que todo mundo ia querer! Musa mundial da tendência, Alex Cooper levou seu “uniforme” para as prateleiras da Target. A podcaster-sensação dos EUA aproveitou o lançamento das bebidas wellness de sua marca Unwell para assinar uma colab com a gigante loja de departamentos americana. Só dá ele, o moletom dos pés à cabeça.
Beleza da Coréia: depois do boom do skincare
de mil etapas, as marcas coreanas expandem seus domínios de desejo para maquiagem, cabelos, fragrâncias e unhas. Palavras do Business of Fashion, aguardemos.Bem-estar minimalista, o atual luxo: o meme da mãe do pilates, aquela que anda pra cima e pra baixo buscando os filhos com looks fitness monocromáticos e elegantes, rola há pelo menos dois anos como “profissão-desejo da futura geração”. Mas, segundo a mais recente edição da Revista Ela (O Globo), “um estudo publicado em 2025 pela McKinsey & Company indica que cerca de 60% de millennials e Gen Z recorrem à atividade física como uma forma de construir e reforçar sua autoimagem, (em uma espécie de) ‘capital social’ de (…) disciplina, estabilidade e existência aspiracional”. Em bom português, a roupa de academia pensada e estilizada diz muito sobre quem a usa. E desponta como tendência-desejo por múltiplas razões. Taí a fila
incompreensívelinterminável na Alo Yoga do Shopping JK, com suas peças de muitos dígitos, que não nos deixa mentir.
p.s. arrisco-me a dizer que a mãe do pilates da tendência de luxo, no entanto, prefere as peças menos marcadas por logos óbvios.
Gadgets de tratamento de pele em casa: na paralela dos gadgets que medem índices de saúde, sono e atividades, entram as maquininhas que complementam os melhores consultórios de dermatologia. Até que ponto funcionam ou não, ainda é cedo para dizer, mas o aparelho da Medcube (ainda não vendido no Brasil) abriu uma porteira sem fim para máscaras de LED e outros massageadores que prometem ajudar na juventude eterna.
fontes de pesquisa: Business of Fashion, Revista Ela, trends de Tiktok e observações pessoais atentas a tudo e todos que me cercam!
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Três dicas aleatórias rápidas:
Seu Kindle morreu e parou de carregar? A Elsa do Frozen pode ser a sua melhor operadora de T.I.! Resumidamente, eu tinha um Kindle Oasis que com um ano e um mês de vida travou na tela de bateria descarregada e não voltou nem com reza. Muitos telefonemas com a Amazon, muitas tentativas de ressuscitação via tutoriais de fóruns nerds americanos, me contentei com o voucher de 50% do valor pago e migrei para um Paperwhite. Até que… me deparei no Tiktok com um moço que trouxe um modelo igual ao meu depois de deixá-lo cinco horas no freezer antes de colocar no carregador. Eu, que havia guardado o item apenas porque pretendia colocá-lo em um acrílico e transformá-lo em uma obra de arte bateria descarregada que me representa, fui testar sem nenhuma esperança (afinal, tinha feito TUDO que os nerds do mundo poderiam ter ensinado). Qual não foi minha surpresa quando MH surgiu na sala depois de 10 minutos pós-freezer com o aparelho carregando? O que nem Jeff Bezos fez por mim, Elsa Frozen entregou!
obs. como a empresa me deu um voucher, o aparelho fora desregistrado. Ele não consegue mais sincronizar com o meu atual nem comprar novos títulos, mas tudo que existia baixado nele na ocasião do bug está lá intacto!Catalogar sua biblioteca, trabalho de I.A.: já tem um tempão que queria listar todos os meus livros, mas morria de preguiça. Recorri ao chat GPT enviando fotos de cada bloco – o trabalho não é perfeito, inclua no prompt que ele liste um por linhha na ordem apresentada e inclua um xxxxxx nas obras que a I.A. não consegue identificar. Fica mais fácil de revisar e incluir o que falta. Minha bibliotecária nota seis listou, somou mais de 500 itens e colocou tudo em ordem alfabética depois. Boa pedida para não recomprar algo que já tenho (sim, já fiz isso).
O caderno francês fotogênico que todas do Tiktok querem em versão similar e acessível: se você está nas redes sociais e gosta de papelaria, grandes são as chances de já ter sido impactado pelo fenômeno Louise Carmen Paris. A loja francesa produz capas de couro que podem ser personalizadas com diferentes caderninhos de miolo e penduricalhos (vídeo abaixo) a partir de 140 euros (a perder de vista de acordo com o que se acrescenta nas personalizações). O modelo mais desejado está fora de estoque no site e também em lojinhas de brasileiras talentosas que começaram a fazer – igualmente de modo artesanal – suas versões em pequenos lotes. Encontrei um primo remediado na Haikai do Shopping Eldorado que matou minha vontade de ter um na bolsa!
E, antes da segunda parte desta edição, vale a pena ler de novo…
Como eram as semanas de moda nos anos 00
Fashion Rio e SPFW tinham um enorme peso há 20 anos. Como foi trabalhar nestes eventos – como marca e como jornalista –, um relato pessoal de boas lembranças profissionais e reflexões!
Era uma vez a temporada de moda brasileira em sua primeira década de existência, crescendo em importância e tamanho, mas ainda vivendo uma era pré-redes sociais que fazia com que apenas jornalistas e compradores tivessem acesso e interesse a estar lá. Os looks estavam apenas na passarela e os espectadores não eram personagens. Foi nesta época em que comecei minha carreira na moda e é sobre estes tempos que conto um pouquinho…

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