Olá!
As notícias do mundo distópico lá fora não dão trégua. Nem dá tempo de se desesperar com uma tragédia, que lá vem outra. O jeito é ser multitarefa e se desesperar simultaneamente com várias.
Tem colonização, fascista com bomba nuclear, colapso ambiental. Ah, e o novo grande negócio do Elon Musk é uma máquina de gerar pornografia infantil deepfake (anteriormente conhecida como Twitter).
A tecnologia avança a passos largos, mas para onde não sabemos. Se não corrermos rápido, seremos abandonados na trilha para morrer. Ela não pode parar, é o jeitinho dela.
As fronteiras estão cada vez mais borradas. Enquanto a máquina luta para nos imitar e ficar mais parecida com uma pessoa, vamos sendo treinadas para nos comportar mais como máquina, repetindo padrões, recebendo comandos, processando dados, seguindo uma programação. É preciso se adequar se quiser continuar no jogo!
O teste CAPTCHA vai virando uma questão filosófica: será que eu sou um robô?
Como já diria a Pitty:
“Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado”
Trago um novo episódio do podcast onde iremos juntos investigar: a inteligência artificial já está substituindo as mulheres?
Para isso, convidei a antropóloga, pesquisadora e crítica de cinema Isabel Wittman para olhar para as representações cinematográficas de robôs e, a partir daí, tentar entender melhor por que a ideia de mulher artificial é tão sedutora:
⌛️ Duração: 42 minutos
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Este podcast é uma produção de uma mulher só financiada pelos ouvintes. A você que todo mês me dá uma força pra continuar, muito obrigada!
Você também pode me dar combustível para continuar esse trabalho de pesquisa compartilhando o podcast por aí, falando com seus amigos, ou me mandando belas palavras de incentivo. Sou uma artista carente!! Se sua linguagem de amor for me mandar o valor de um pastel com caldo de cana uma vez por mês, aí é que eu me emociono mesmo:
Acompanhe a Isabel Wittmann
Conheça o projeto Feito por Elas
Tese da Isabel: “Feminilidades maquínicas: gênero, sexualidade e corpo de mulheres artificiais no cinema fantástico”
“A Eva Futura”, romance de Auguste Villiers de L’Isle-Adam, de 1886
“Manifesto Ciborgue”, de Donna Haraway, de 1985
Filme “Her”, de Spike Jonze (2013)
Filme “Metropolis”, de Fritz Lang (1927):
Sobre a fuga de Fritz Lang da Alemanha nazista
Robôs japoneses criados com pele viva
Por que vozes de computador são majoritariamente femininas?
Trilha sonora: “Fall on source”, mobygratis; “Mission to mars”, Audio Hertz; “Spying in the 60’s”, Sir Cubworth; “The Sax of ancient terror”, Jimena Contreras; “Subterranean Howl”, ELPHNT; “Spookster”, Wayne Jones
Foi uma experiência muito divertida e de muito aprendizado ler O Mundo Resplandecente, da Margaret Cavendish, com o pessoal do clube. Trocamos impressões, referências, tivemos até uma correspondente em Londres nos mandando ibagens diretamente do túmulo da autora (!) e agora estou animadíssima para nosso primeiro encontro ao vivo.
Depois de segurar a mãozinha de uma britânica do século 17 que nos levou para uma viagem bem louca pelas ideias científicas de sua época e pelo seu reino de fantasia, chegou a hora de embarcamos no disco voador de uma brasileira nos anos 60, com quem vamos conhecer alienígenas telepatas e robôs cariocas. O próximo livro do nosso clube serão os contos de ficção científica da Dinah Silveira de Queiroz:
Ao decorrer do mês, envio minhas impressões e descobertas em Guias de Leitura e você pode participar das discussões no nosso grupo de WhatsApp gratuito. Veja a programação e entre para o clube no botão abaixo:
O entretenimento no ano da graça de 2025 resolveu imitar o que já dava certo na internet há tempos e agora parece apostar pesado no rage bait (palavra de 2025 de acordo o dicionário Oxford). Só pode ser isso. É o que concluo quando termino de assistir Pluribus: só cheguei ao último episódio movida pela pura força do ódio. Eu só queria ver como terminava para poder falar mal com alguma propriedade.
Você pode ler lá no meu blog a minha crítica pistola completa e minhas teorias sobre a nova série de Vince Gilligan que está polarizando o público como se fosse a Guerra Fria. Obviamente, o texto está coalhado de spoilers. Fique à vontade para discordar nos comentários.
Dúvidas, críticas, perguntas? Fofocas e desabafos? Está cansado de fazer perguntas para um robô? Pode me escrever a qualquer momento: escreva@alinevalek.com.br.
Um beijo e até a próxima,
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