Olá!
Estou na maior parte do tempo com a cabeça metida em ficção, mas às vezes acontece de eu vir contar algum causo que aconteceu comigo.
É o caso dessa crônica de viagem que gravei para o podcast: nesse episódio conto tudo o que vi na minha visita à Chapada dos Veadeiros, quando passei pelo Planalto Central no final do ano passado.
Não tenho muito compromisso com o estilo de vida de trilheira ou mesmo com a verdade. Meu compromisso é com a observação. E é isso o que tenho para compartilhar com você na aventura de hoje.
Então senta que lá vem história.
🛸 Duração da viagem: 22 minutos
Fotografias: Marcos Felipe
★ Este podcast é um oferecimento da comunidade de ouvintes e leitores que apoiam meu trabalho e incentivam as minhas doideiras ★
“Como transmitir a êsse moço que a «Science Fiction» não é um escapismo, mas uma tentativa da literatura moderna, no intuito de acompanhar a espantosa realidade sideral do nosso tempo?
— Dinah Silveira de Queiroz, pistola com um amigo que disse que ficção científica era escapismo
Você conhece a escrita de Dinah Silveira de Queiroz? Além de autora de “A Muralha", bestseller que virou minissérie da Globo, Dinah também foi uma das pioneiras da Ficção Científica no Brasil. Escrevi sobre ela lá no blog: “De bandeirantes a marcianos: a escrita de Dinah Silveira de Queiroz”.
Seu livro de contos “Eles herdarão a Terra” foi a leitura de janeiro lá no Clube de Leitura, nos levando a debater sobre referências católicas, homens ridículos e rixa entre brasilienses e cariocas.
Quer ler ficção científica comigo e com uma turma massa? Chega mais.
“No meio disso, os outsiders continuam fazendo o que sempre fizeram: montando infraestruturas paralelas. Bandas que lançam discos por selos minúsculos e bancam turnês em circuitos de pequenas casas. Cineastas que vivem de editais magros e sessões em cinematecas. Escritores que constroem newsletters e comunidades pagas pelos leitores.
(…)
Deve ser esse o lugar atual dos outsiders: um passo à frente, suportando o desconforto do deslocamento.”
— Gaía Passarelli, no texto “Tá todo mundo tentando: ser outsider”.
Em tempos em que me questiono se minhas histórias ainda têm espaço em uma internet e um mercado que parecem desprezar o que tenho a oferecer, esse texto da Gaía foi um abraço — e um bom lembrete de que estou exatamente onde eu deveria estar, e não há quem me arranque daqui.
Comentário de ouvinte no episódio anterior, Robô em corpo de mulher.
São nesses momentos em fico com o sentimento de estar fazendo algo certo. Meu trabalho aqui está feito.
Um beijo e até a próxima,
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