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Uma Palavra · Mar 13, 2026

Literatura como instrumento de criar ilusões sensoriais

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✨ O que a literatura ensina a notar?

Tudo o que tenho para te dizer hoje está no vídeo abaixo.

Quis olhar com mais atenção para o texto, para a palavra. E falar do uso do detalhe na literatura.

Qual efeito tem uma descrição bem feita? O que os detalhes contam? Por que eles podem ser um obstáculo para a imaginação de muitos leitores?

É praticamente um episódio do podcast, mas aqui vocês podem ver em alta definição todas as caras e mãos que faço quando falo. Esta mulher não para quieta!

Dê o play:

Este é um dos Guias de Leitura que crio para compartilhar minhas impressões e informações complementares sobre o livro do mês no Clube de Leitura Bobagens Imperdíveis.

Os textos anteriores ficam todos arquivados na página do Clube.

👁️ Lembrete importante

Este cartaz chique com arte do ilustríssimo é um lembrete para você não perder o encontro ao vivo em que receberei a pesquisadora para conversarmos sobre narrativas negras na ficção especulativa!

Repare na presença de Samuel Delany ali no meio, hehe 🥹 A obra dele será o ponto de partida para um papo bem legal sobre afrofuturismo: o que é, como moldou a ficção científica, qual sua influência na literatura?

O evento será sábado, dia 21 de março, às 14h do Brasil.

Você pode participar de qualquer lugar do PLANETA! A conversa ficará gravada, caso você só consiga assistir depois.

Ingressos a partir de R$ 30. Vagas limitadas. Últimos dias para se inscrever!

Inscreva-se aqui.

Estranhando o familiar

Um ótimo exemplo para o que falo no vídeo sobre o autor ter o poder de transformar o que é ordinário em algo estranho, alienígena, são essas imagens que o fotógrafo Charles Brooks fez no interior de instrumentos (o que também conversa muito com o livro do Delany, cheio de referências a instrumentos musicais):

O interior de um órgão parece até um cenário de ficção científica

Fotografias daqui (via tarrask).

Nomear o inexistente

Para Delany, a ficção científica não era tanto sobre prever o futuro, mas praticar um certo modo de leitura, cujo impulso primordial, assim como a poesia, é a “tarefa encantatória de nomear objetos inexistentes”.

— Do artigo “How Samuel R. Delany Reimagined Sci-Fi, Sex, and the City", por Julian Lucas, na New York Times

Enquanto a realidade não nos engole, a gente vai se encontrando nas palavras sobre mundos inexistentes. Há bastante espaço nelas.

Um beijo e até a próxima,

Read on alinevalek.substack.com

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