Quando escolhi a abelha como o animal espiritual do podcast, foi por vê-la como símbolo da comunicação. Abelhas carregam mensagens de um lado para o outro. Fofoqueiras. Ficam no maior pipipi popopó. Chegam perto das companheiras e fazem uma dancinha para avisar onde está o pólen, como chegar lá, se é do bom.
A abelha indica o caminho, troca informação, gera um zum-zum-zum. “Abelhudo” normalmente também descreve uma pessoa curiosa. Além de serem operárias, algo do qual me orgulho muito de ser. Mas outra característica da abelha que me atraiu é o fato de ser um bicho que vive em comunidade.
Uma precisa da outra.
Abelha sozinha não faz colmeia.
E, de fato, este podcast sempre foi minha forma de me conectar. Com os leitores e ouvintes, com as amizades, com outros artistas, pesquisadores, pessoas que me inspiram, com os queridos apoiadores (a.k.a. Valekers, um salve para o povo da Vila!). Nesses mais de sete anos de podcast, nunca estive realmente sozinha!
Para alguém tão habituada ao isolamento, o podcast é o que me mantém buscando mais conversas. E de fato eu comecei a fazer podcast para conversar e para falar sobre conversas. Tá lá, desde o primeiro episódio, sobre a mania do Andy Warhol de gravar as conversas com os amigos.
Queria fortalecer ainda mais esse espírito das conversas e, para isso, precisava de companhia.
Chamei uma pessoa com quem eu AMO conversar, com quem me sinto à vontade para ser boba, com quem aprendo um monte e tenho vários insights sobre a vida que sempre me inspiram e me ajudam a seguir em frente. E o mais importante: alguém que ri das bobeiras que eu falo:
Minha amiga Talita Di Iorio, também comunicadora, uma millenial expatriada e cronicamente online assim como eu, especialista em tendências, criativa do audiovisual, agitadora cultural e exímia organizadora de brunches.
Para quem acompanha Bobagens desde o comecinho, esse nome talvez seja familiar. Talita foi uma das primeiras entrevistadas, em um episódio muito querido pelos ouvintes, em que ela conta a experiência dela de residência artística num castelo medieval de um padre italiano.
Agora ela está de volta para dividir comigo a bancada em um novo programa de Bobagens Imperdíveis: o Falei Bobagens!
Vamos trazer para a mesa papos sobre comunicação, internet, diferenças culturais, idiomas, desentendimentos, fofocas, observações sobre o cotidiano e o que temos visto de inspirador e interessante na nossa órbita.
No primeiro episódio, batemos um papo sobre um dos meus temas favoritos: os encontros e desencontros da língua.
Escute onde preferir, em áudio ou vídeo!
Vamos apreciar muito se você ouvir e participar da conversa: conte se você tem experiências parecidas, mande sua opinião, perguntas, críticas, suas boas-vindas para a Talita!
Sua mensagem vai nos deixar muito felizes (que emoção falar na primeira pessoa do plural, snif snif)
Mas continuamos com nossa programação normal: ainda teremos episódios da temporada sobre Narrativas de Futuro, em que misturo histórias de ficção científica e assuntos da realidade doida em que vivemos.
Vou trazer um convidado fera no próximo episódio, espero que goste.
Já o Clube de Leitura está nos últimos dias: estamos terminando de ler A Ilha, de Aldous Huxley, último livro da programação. Ai ai, foi bom enquanto durou.
Aliás, escrevi um texto reunindo algumas histórias curiosas que descobri sobre o autor. Você sabia que ele aprendeu a ler em braille e foi um ícone da cultura psicodélica?
Pelo visto, vamos viver no mundo de Mad Max
Shield-font, uma fonte open-source que envenena seu texto para a IA não conseguir entender (via Julia Souza, no grupo dos Valekers)
Os guardiões da blogosfera: uma iniciativa de blogagem coletiva (em português) em forma de desafios de aventura de RPG
Puxa, quem diria que a vida moderna estivesse sobrecarregando nosso cérebro
Espero que goste da novidade que apresentei hoje e que possamos nos fazer companhia.
Estarei ansiosa para ouvir notícias do seu lado. A gente vai se falando!
Um beijo,
Aline.
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