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Alex Bretas – Aprendendo em Voz Alta · Apr 22, 2026

Nibs 0→1 – Dia 1: O mapa do Metaprompt

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Alex Bretas · Alex Bretas – Aprendendo em Voz Alta

Olá, minha gente! 🤩 Muito bom dia pro cê que tá aí do outro lado.

Hoje iniciamos nossa jornada no Nibs 0→1. Serão 7 dias para conhecer e viver um novo modelo de aprendizagem chamado Metaprompt.

Mas gente do céu, por que esse nome estranho?

Vou ser sincero, eu também não gosto muito do nome.

Mas a ironia é intencional: é o vocabulário da IA resgatando o humano.

O Metaprompt é uma gramática para a criação de experiências de descoberta e pertencimento.

Como assim uma gramática?

Existem várias metáforas pra explicar o que o Metaprompt faz. A gramática talvez seja uma das mais fáceis.

A gente fala um idioma, certo? E nenhum bebê precisa aprender gramática pra começar a falar.

Ao mesmo tempo, em algum momento da vida entramos em contato com o conjunto de princípios e estruturas que organizam o funcionamento da língua.

Saber gramática é um jeito de se expressar melhor. E, coletivamente, é uma maneira de criar consensos linguísticos que ajudam as pessoas a se entenderem.

Agora vamos voltar ao Metaprompt, nosso “código-fonte” de processos de descoberta e pertencimento.

A vida já nos oferece essas duas coisas, senão nem estaríamos aqui. Já falamos as línguas do descobrir e do pertencer – desde que nascemos.

Mas ainda não tínhamos uma gramática específica pra isso. Algo que pudesse sistematizar, estruturar, mapear, orientar a criação de experiências de descoberta e pertencimento em grupo.

Em outras palavras: um mapa da mina do “descobrir junto”.

É exatamente isso que vamos aprender.

O ouro do Metaprompt é possibilitar que qualquer pessoa crie, de maneira autoral, suas próprias experiências de “descobrir junto” e as utilize em qualquer contexto: cursos e treinamentos, empresas, universidades, escolas etc.

Veja bem: não são experiências de ensino. Os processos que podem ser inventados com o Metaprompt não ensinam nada: criam condições para a descoberta acontecer.

O Metaprompt é o metajogo da descoberta. Metajogo é um jogo que cria jogos – dentro dele há infinitas possibilidades, desde que você saiba jogá-lo.

Assim como fazemos prompts para IAs e elas nos retornam respostas únicas, podemos também promptar pessoas para responder ao mundo de maneiras novas a partir de contornos específicos.

São os prompts humanos – os jogos que você pode criar com o Metaprompt.

Vamos nessa?

Essa foi só uma pequena introdução. Não se preocupe: tudo vai ficar mais nítido ainda 😉

Falando em nitidez, quero te contar o que vamos viver nos próximos dias:

  • Hoje, quarta-feira, é o dia de apresentar brevemente o Metaprompt (não vai embora ainda: tem um PDF saboroso pra você baixar no final)

  • Amanhã, quinta-feira, eu vou revelar qual é o primeiro prompt humano que viveremos juntos (“viver é melhor que sonhar” 🎵)

  • Na sexta vamos entender em detalhes esse primeiro prompt

  • No sábado e no domingo é a vivência prática do prompt! Vamos sentir na pele o que o Metaprompt é capaz de fazer (e estou muito feliz pois já temos quase 1.200 pessoas pra jogar junto!)

  • Na segunda eu vou liberar o PDF de criação de prompts humanos e à noite, de 19h às 21h30, teremos um evento gratuito ao vivo para vivermos a última etapa do prompt (e aprender um pouco mais do lado técnico também)

  • Na terça eu vou liberar a documentação do Metaprompt, um dossiê em formato código aberto com o modelo teórico inteiro pra você estudar, aplicar e compartilhar

  • Na quarta que vem, último dia do Nibs 0→1, teremos uma surpresa que ainda não posso revelar, mas que vai facilitar MUITO a criação dos seus prompts

A princípio, nosso único momento ao vivo será segunda-feira de 19h às 21h30 – num evento totalmente online e gratuito.

🗓️ Já anota pra não esquecer. Ou clique aqui pra adicionar à sua agenda.

Nada mais justo ao apresentar uma coisa nova pro mundo do que contar a história por trás dessa coisa.

Isso é um dos princípios do Metaprompt, inclusive.

O texto abaixo – extraído da documentação que você vai acessar na íntegra na terça que vem – é uma forma de contar essa história.

Como fazer convites coletivos para as pessoas descobrirem o que verdadeiramente importa a cada uma delas?

Essa tem sido a minha pergunta de cabeceira há anos. Ou uma dentre as setecentas mil versões de uma mesma pergunta que me desassossega todos os dias e que sigo investigando desde o meu doutorado informal. Doutorado informal que, tendo nascido como brincadeira semântica subversiva, inspira o truque que ouso repetir aqui: “prompt humano” é uma torção desnormatizante da cultura tanto quanto derramar a perigosa palavra “informal” num doutorado. Ambos são desvios poéticos. A gente repete sempre a mesma ladainha que nos arvora no mundo – só muda o nome.

No caso, a ladainha que repito é a do “descobrir junto”. Tem aquela frase que eu adoro: “a junção das buscas é mais importante que o achado”. Faz todo sentido se pensarmos que a verdade é um caminho e não um ponto de chegada. Sendo assim, é melhor andar acompanhado. É por isso que nessa estrada venho garimpando um mundaréu de coisas para fazer da aprendizagem autodirigida o que ela sempre foi: um movimento coletivo. Aprendizagem autodirigida, ao meu ver, nunca significou isolamento, solidão, se fechar no quarto e passar madrugadas pesquisando na internet – embora aconteça às vezes. Autodireção é a soberania de si. É a qualidade que nos dá firmeza ao tatear aquilo que somos enquanto durar o Eu no milagre da vida, que é sempre um Nós.

A vida dentro de uma casca de noz é sempre um “nós”. Tudo é sempre um nós. Não conhecemos nenhuma dimensão do real que não seja relacional e comunitária. E por que então com o aprendizado seria diferente? O problema é que a educação, embora frequentemente ocorra em salas com mais de uma pessoa, ainda teima em ser uma prática que isola, separa e aniquila a singularidade. O processo da descoberta, fonte incomensurável de prazer e significado, é substituído pelo ensino embrutecedor. A alegria de pensar é amassada como uma folha de papel que não fará falta alguma nos livros de história cognitiva. A companhia alegradora de outros seres humanos nos movimentos de investigação do mundo está embargada pelo próprio processo que deveria nos ensinar a ver o mundo e os outros.

Nos falta comunidade, na vida e na educação, porque não aprendemos a descobrir junto. Mas obter esse aprendizado não é tão simples quanto jogar um prompt numa IA e copiar a resposta. É um trabalho de formiguinha recriar as formas que permitem sustentar, eu e você juntos, uma relação cosmofílica com o mundo.

Primeiro é preciso desistir de ensinar e começar a convidar. São atividades de naturezas distintas. O ensino é uma imposição. O convite fala com o desejo. Depois é necessário aprender sobre convites: o que cada um provoca nas pessoas e como convidar. É possível fazer convites que lançam sementes no corpo individual ao mesmo tempo que criam solo fértil no corpo coletivo. Que reacendem a magia de estar junto sem que o brilho no olho de ninguém se apague. É esse intuito que os prompts humanos carregam.

No Mol, a comunidade que conduzi por quatro anos e que serviu de laboratório para diversos experimentos de aprendizagem – abrindo os caminhos para o Metaprompt –, nosso lema era “se joga que aqui tem rede”. Esse mantra segue preenchendo minha vida de sentido e aqui ele também se encaixa. Quanto mais nos sentimos sustentados pelos fios de uma rede de almas descobridoras do mundo, quanto mais nos sentimos em comunidade, mais coragem temos para nos jogar na aventura do viver. Só o vínculo pode esculpir a singularidade. Fazer prompts para pessoas é apostar que elas conseguem.

Em breve eu vou liberar a documentação completa explicando todo o modelo do Metaprompt.

Mas, pra dar um gostinho do que vem por aí, preparei um infográfico com um resumo cirúrgico do modelo.

Através desse infográfico você vai conhecer a estrutura básica do prompt humano, os 7 princípios do Metaprompt, práticas avançadas e mais.

É gratuito!

➡️ Clique aqui para baixar

E uma última coisa! Se você ainda não entrou no nosso grupo de Whatsapp, dá tempo ainda. Lá será a nossa casa durante esses 7 dias, e também um espaço para tirar todas as suas dúvidas sobre o processo.

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Obrigado por estar junto! Amanhã tem mais.

Nos vemos no grupo 😉

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Read the original on alexbretas11.substack.com

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