O domingo à noite é, pra mim, um lembrete de que a gente num precisa (nem pode) só exercer o papel de engrenagem nessa máquina disfuncional chamada sociedade. A gente é mais. A gente precisa ser mais - mas, reconheço, num é nada fácil.
Eu sofro com isso tem anos. Não surpreendentemente, talvez, o único tópico que nunca sai das minhas terapias é esse: ter a consciência que eu quero tudo e mais um pouco mas não faço nada pra chegar nem na metade.
Ultimamente eu venho pensando demais em como eu tenho sido só mais um cara que acorda cedo (atrasado, na maioria das vezes) e vive o dia como quem só executa funções. Inclusive, uma LLM certamente tem mais autenticidade do que eu. E, honestamente, eu num sei muito o que fazer, não.
Tem muita coisa aqui dentro e eu sempre fui muito bom em encontrar maneiras de colocá-las pra fora. No entanto, sinto que eu num sei mais como fazer isso se não em forma de rompantes desconexos e viscerais; pra piorar, tenho presenciado uma série de ideias e ideais que eu construí ao longo dos últimos anos desabarem como castelos de cartas construídos sobre uma mesa de bar. Ao me dar conta de que a minha relação com lugares, pessoas e memórias é, em sua maioria, diametralmente oposta à do outro tem me feito, cada vez mais, ficar dentro do meu pequeno mundinho em vez de me dar combustível pra gritar e criar.
Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. E, nesse instante, todos os sonhos do mundo parecem muito distantes e inalcançáveis.
Sinto muito a vibe merda, mas precisava ir pra algum lugar.
Até a próxima.

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