Pessoas intelectuais têm um certo vício pela expressão “comprovação científica”. E eu entendo. Eu também tenho isso, e nem me considero muito intelectual. Mas existem alguns pontos que devem ser levados em consideração sobre a comprovação científica no tema posto.
Vou citar um exemplo e quero deixar claro que não o faço levianamente. Aliás, ele desmoraliza parte do meu argumento central nesse texto. Mas ok, é um bom dia para nadar contra a correnteza.
A evidência em questão é o que se convencionou chamar de “o estudo da geleia”. Por falta de nome melhor, vai esse. Ele foi publicado em 2000 por Iyengar e Lepper e funciona assim, de maneira resumida: Para dois grupos de participantes, são distribuídos alguns cupons de desconto para comprar geleia. Depois, os membros destes dois grupos são colocados diante de um estande de diferentes marcas de geleia e devem escolher se usam seus cupons ou não.
A diferença está em um detalhe: para um grupo, são mostradas 30 marcas de geleia. Para o outro, apenas 6. A questão era saber como o impacto do número de opções na tomada de decisão.
O resultado mostrou que, com 30 marcas para escolher, uma minoria usou o cupom e realizou a compra. Já com 3 marcas, a maioria realizou a compra.
A conclusão é que o excesso de opções desestimula o consumo. Existem algumas possíveis explicações para isso, e talvez no futuro seja legal olhar para isso. Mas o ponto aqui é focar nessa redução como algo desejado.
Um argumento óbvio contra esse estudo é que, se isso for verdade, por que toda marca parece correr para lançar cada vez mais produtos? Por que toda cafeteria vai ter 10 opções diferentes do café mais simples possível?
Nem vou entrar nesse argumento porque, veja bem, decisões comerciais são raramente feitas considerando as evidências científicas. Muita coisa está no feeling e na ideia de que “se assim funciona, deve ser o melhor jeito”.
Mas tem outro argumento contra esse estudo que considero bem mais sólido. Tão, que talvez seja suficiente para descartá-lo. E é o fato de suas reproduções jamais chegarem ao mesmo resultado.
Um fato importante sobre a evidência científica é que, em alguns casos, ela pode ser influenciada por condições muito específicas, seja do local, época de realização ou cultura dos participantes. Então, para validar, convém que seja refeita para observar se os mesmos resultados são obtidos.
É um daqueles pontos que pessoas acostumadas a ler artigos aprendem a notar.
E, nesse sentido, o estudo da geleia não sobrevive ao escrutínio. Algumas repetições do estudo de fato replicavam o efeito positivo de reduzir escolhas, outros, porém, afirmavam que o efeito positivo vinha no caminho inverso, aumentando escolhas. E ainda restavam aqueles em que a diferença existia, mas era consideravelmente reduzida.
Numa meta-análise do tema realizada em 2010, Scheibehenne, Greifeneder e Todd demonstraram que o efeito agregado era algo próximo de zero.
Esse seria um ótimo ponto de partida para um texto sobre como a evidência científica deve ser olhada por muitas lentes diferentes antes de ser aceita por si só. Mas não é esse o objetivo desse texto. Talvez algum outro no futuro.
Não. Contei isso tudo para argumentar que sim, menos escolhas são melhores. E sim, eu sei, a evidência talvez não esteja do meu lado. Mas faz já algum tempo que tenho notado esse padrão.
Tendo tudo ao nosso alcance para consumo, sinto que caímos muito na armadilha de ficarmos paralisados, sem saber o que escolher. Seja entrando em algum streaming para fazer valer a assinatura, escolhendo qual comida pedir no delivery de domingo à noite e até mesmo na hora de tomar a decisão de trocar o aparelho celular.
Tomar decisões quando todos tentam nos convencer de que a opção deles, sim, é a melhor, é uma batalha diária. Todos já passaram por isso e sobrevivemos com maior ou menor grau de satisfação.
Para esse problema, acho que ninguém tem uma resposta definitiva. Eu certamente não tenho. Mas, após refletir um pouco e testar uma ou outra ideia, cheguei a alguns princípios que talvez não sobrevivam ao escrutínio da academia. E mesmo assim têm me ajudado. O que, afinal, é meu objetivo.
Talvez então tenha algum valor nisso. Motivo pelo qual, talvez, não seja de todo inútil compartilhá-los.
Limite suas opções
Sim, vamos começar pelo maior problema. Vou defender aqui um ponto cuja evidência científica se provou bem frágil. Acredito que, sim, reduzir as opções pode ter um efeito positivo na nossa tomada de decisão.
E com certeza não sou o único que acredita nisso. O streaming Mobi faz disso sua maior propaganda. A glória dele vem justamente de ter poucas opções. Ao invés de oferecer uma infinitude de filmes que ninguém vai conseguir ou querer ver, a propaganda é justamente que lá, a cada mês, só uns 30 filmes vão estar disponíveis.
Mais que propaganda e marketing, no dia a dia isso é algo normalmente praticado. Quando vamos escolher um filme, costumamos ter um gênero pelo qual vamos buscar. Às vezes, a noite pede um terror, uma tarde de domingo pode ser alguma aventura e uma manhã de sábado pode ser boa para uma comédia.
Na minha opinião, dá para ir além. Mais do que encontrar essas restrições na vibe do dia, abrace isso. Crie-as. No meu caso, por exemplo, todo domingo à noite assisto a algum filme de terror com minha namorada. E todo sábado de manhã, faço panquecas de banana para tomarmos café. São pequenas decisões que eu não preciso mais tomar, formando pequenos rituais semanais bem gostosos de seguir.
Se, num domingo à noite, ela estiver com uma vontade muito forte de rever Rocky Horror Picture Show, tudo bem. A regra é para ajudar, não vai impedir um ou outro desejo momentâneo.
Esse método de restrição acaba sendo bem divertido como forma de encontrar novas referências.
Quando decidimos, por exemplo, assistir apenas filmes de trens em um fim de semana, não só a escolha foi bem mais fácil, mas também acabamos encontrando coisas bem interessantes. Com essa restrição, fomos obrigados a encontrar filmes que normalmente não iríamos prestar atenção. Acabou sendo uma forma bem divertida de ir além das recomendações básicas.
Algo parecido acontecia quando eu escolhia temas para os jogos que eu ia jogar durante um mês.
Durante um bom tempo, fazia isso: criava algum conceito específico, selecionava jogos que atendiam a essa ideia e, durante um mês, jogava só eles. A restrição podia ser temática (jogos de Natal), gameplay (jogos de boss rush), desenvolvedores (melhores jogos da Sega), de história (jogos ambientados no futuro) ou categorias curiosas (grandes jogos com mais de 10 anos que nunca receberam uma continuação). Claro, surgindo algo que eu queria muito jogar, tudo bem também.
Não sei bem a explicação científica que justifique meu gosto pela escassez de opções. Talvez nem tenha. Mas o que sinto é: ao criar esse tipo de condicionante, parte da escolha já está feita. Assim, meu trabalho fica muito reduzido, além de me obrigar a procurar por coisas que passariam batido sem o filtro.
É claro, criar limitações ajuda, mas não elimina o dilema de escolha. Afinal, mesmo que existam poucas opções, você ainda precisa escolher alguma. Com isso, chegamos ao próximo ponto.
Escolha o que satisfaz, não o que maximiza
Ok, aqui cabe uma introdução a dois termos que Barry Schwartz cunha no livro Paradox of Choice (aliás, para uma visão mais detalhada sobre os temas desse texto, fica a indicação).
Um “maximizador” vai buscar a melhor opção. Sempre. Quando for comprar um novo celular, vai ler todos os reviews possíveis, entender todas as nuances de cada recurso do aparelho e descobrir o que cada um daqueles números seguidos de “GHz” significa para tomar a melhor decisão.
Um “satisfeito” vai buscar uma opção que atenda ao que ele quer. Se ele precisa de um celular com boa câmera e recurso de pagamento por aproximação, ele não vai ligar para outros detalhes, como quanta memória RAM tem o aparelho. Sim, essa informação é importante e pode ser um bom critério de desempate, mas vai ocupar um campo menos central no debate (se chegar a ocupar).
Imagine sua satisfação com determinada escolha como o gráfico. Se a escolha é ruim, sua felicidade é mínima. Cada acerto na decisão final aumenta a qualidade da escolha e te deixa mais feliz. Porém, aqui entra um conceito econômico: o de rendimentos decrescentes.
De maneira bem bruta, a ideia é que, com certo fator de produção, digamos um trabalhador numa plantação, o ganho para cada nova unidade é decrescente (considerando que todo o resto se mantenha constante). Por exemplo, se um trabalhador colhe 100 sacas por hora. Dois trabalhadores irão colher um total de 220, um ganho de 120. Porém, três trabalhadores irão colher 300 (ganho de 80), quatro irão colher 340 (ganho de 40) e assim por diante.
A ideia é que o aumento isolado oferecerá um aumento cada vez menor. E sei que esse exemplo parece muito abstrato, mas basta dizer que é algo bem sólido na economia como um todo.
Onde isso entra no processo de escolha? Boa pergunta. No nosso gráfico, cada característica acertada na decisão final aumenta sua satisfação com ela. Porém, esse ganho também segue uma lógica parecida com a dos ganhos de rendimentos decrescentes.
Para quem se satisfaz com as escolhas, basta atingir um ponto mínimo desses ganhos e parar ali mesmo. Para um maximizador, ainda que o rendimento seja decrescente, ele vai seguir em busca deles.
É claro que essa não é uma definição binária. Uma pessoa pode ser maximizadora em diferentes níveis. Talvez ela vá olhar quantos GHz tem o processador, mas não exatamente vai ler todas as reviews. E talvez ela só precise de uma câmera boa, mas vai fazer questão de analisar diversas fotos tiradas por câmeras de celulares diferentes para chegar a uma resposta boa.
Uma pessoa não vai estar presa num desses moldes para tudo. Às vezes, o sujeito que leu todos os reviews do celular vai ser a mesma pessoa que, ao comprar um tênis de corrida, vai se satisfazer com a opção mais barata.
O ponto aqui talvez seja óbvio. Quando possível, opte por se satisfazer. Nem toda escolha precisa ser a melhor escolha. E se isso parece o tipo de conselho para economizar seu tempo apenas, existe mais por trás disso.
Quando optamos por maximizar, obrigatoriamente vamos ler muito sobre diversas opções antes de chegarmos a uma decisão. Nesse processo, nosso sujeito hipotético vai saber a configuração e pormenores de uns 10 aparelhos celulares diferentes.
Ok, informação não ocupa espaço. O problema é que, em algum momento, ele escolheu um dos 10 celulares e o resto continuou lá, na forma de quantos GHz, qual GPU e qual frequência de RAM ele abriu mão.
Aqui, cabe um parêntese. Existe um conceito na economia chamado custo de oportunidade. Sem ser muito burocrático, ele pode ser resumido como custo que perdemos ao optar por uma escolha que não seja a melhor. Na prática, funciona assim: suponha que você tenha um imóvel comercial. Você pode usá-lo para estabelecer uma loja que vai te render, líquido, 5.000 por mês. O que parece ótimo, mas não comparado à hipótese de alugar o mesmo estabelecimento por 7.500. Descontando outros valores em ambos os casos, ao optar pela sua loja, você está também optando por abrir mão de 2.500 a mais que receberia no aluguel.
A ideia serve para além da economia aplicada. Às vezes é uma escolha de tempo, por exemplo. Optar por passar 2 horas jogando videogame pode ter o custo de usar essas 2 horas para limpar a casa. Uma escolha da qual me arrependo pelo menos uma vez por mês.
Já deu para entender o ponto, né? A escolha por um celular é também a escolha por todos os que você optou por não escolher. Com todas as informações bem encrustadas na cabeça, vai ser bem fácil, na primeira travada natural do aparelho, pensar que devia ter optado por aquele que usava RAM DDR5 ao invés deste de DDR4.
Ter muitas informações sobre os concorrentes eventualmente cobra esse preço.
O que casa com o próximo tópico:
Escolha o que escolher
Talvez tenha ficado a impressão, no ponto anterior, de que eu esteja defendendo escolher qualquer coisa. Jamais. É sim importante fazer escolhas inteligentes, seja no que envolve seu dinheiro ou no que tange seu tempo.
Mas, mais importante do que escolher a melhor opção, é entender o que constitui, para você, a melhor opção.
Citei no exemplo anterior a escolha na hora de comprar um celular. E esse é um relato bem pessoal. Algum tempo atrás, antes de aderir ao dumb phone, tive que fazer uma troca de aparelho. Na época, sem muito contato em redes sociais, o único luxo que eu queria do aparelho era NFC. Para mim, sair sem carteira era uma vantagem bem boa (sim, eu mudei um pouco desde então).
Fato é que, para fazer a escolha, entrei em algum e-commerce, filtrei por todos os celulares com NFC e limitei o preço ao teto do que eu estava disposto a pagar. Como já tinha acordado comigo mesmo o valor e estava ok com isso, ordenei por melhores avaliações (mas não li nenhuma) e peguei a primeira opção.
Apesar de minha relação com celulares ter mudado consideravelmente, tenho algum orgulho dessa escolha. Foi um processo simples em que analisei o que eu considerava importante em um celular (NFC e preço final) e fiz uma ordenação simples pelas notas. Isso apenas bastou para tomar uma decisão.
De certa forma, esse ponto volta à primeira questão, de criar limitações. Se você sabe o que importa no produto final, fica mais fácil. Mas, para ampliar, vale outro exemplo.
Em algum texto mais antigo, discutindo a ascensão das cozinhas fantasmas, comentei sobre meu hábito de sair para comer um hambúrguer todo domingo à noite. Se isso facilitava por basicamente eliminar o “onde”, o problema do “o que” ainda continua. Afinal, ainda preciso escolher um item do cardápio.
Então, para facilitar, foco naquilo que importa. No meu caso, não gosto de bacon (sim, é isso, me prendam) e nem muito de cheddar. O filtro “não ter bacon e não ter cheddar” normalmente já elimina boa parte do cardápio. Claro, eu posso pedir para tirar, mas eu quero facilitar a vida de todo mundo no processo.
Saber o que você realmente quer (ou que você realmente não quer) é um passo muito negligenciado. E sei que a dica parece óbvia, mas quantas tantas vezes não passamos o olho por todas as opções? Essas definições certas existem, mas não é raro negligenciá-las até o momento em que as encontramos no produto final.
Pois sugiro logo: escolha o que é importante e, desde o começo, descarte todo o resto.
Claro, isso não resolve tudo. Afinal, ainda vai sobrar mais de uma opção que atende aos requisitos…
Não escolha
Ok, isso talvez seja meio radical, mas me deixa justificar.
Usando ainda o exemplo do hambúrguer, após limitar pelo meu gosto, selecionava a opção que mais me apetecia. Por vezes, porém, acabava em um empate técnico entre duas ou três opções que se enquadravam.
E, nesse ponto, quando qualquer opção me parece boa, eu abro mão da escolha. Jogo uma moeda para o ar ou coisa do tipo.
Umas linhas para cima, citando a diferença entre um maximizador e um satisfeito, expliquei o conceito de rendimentos decrescentes. E vamos voltar nisso.
Em determinado ponto da escala (depois da linha em que estamos satisfeitos), cada nova variante na decisão irá trazer uma felicidade reduzida em relação à escolha anterior. Para além de não acrescentar tanto, existe um problema. Conforme afunilamos nossa decisão, encontrar a melhor proposta toma mais tempo, já que cada vez mais vai sendo uma questão de detalhes.
E daí, é preciso se perguntar, o tempo a mais para um ganho mínimo, vale a pena? Ou será que esse tempo seria melhor investido reduzindo o tempo de espera pelo seu lanche? Ou talvez você possa optar por ir ver um episódio de algum seriado novo ao invés de ficar 10 reviews de diferentes modelos de televisão para saber qual a melhor opção em um mercado que oferece a mesma coisa sob diferentes nomes.
Às vezes, não escolher é a melhor escolha a ser feita. Seu tempo pode ser muito melhor aproveitado de outras maneiras. Maneiras essas que incluem simplesmente deitar na cama e não pensar em nada. E, garanto, até isso é muito melhor que se preocupar com certas escolhas que consideramos tão importantes todos os dias.
Na maioria das vezes, a felicidade da melhor escolha existe só na nossa cabeça.
O que me leva a uma reflexão final. Existem três tipos de utilidades nas coisas que compramos: a utilidade esperada, a experimentada e a lembrada. São bem autoexplicativas, mas aqui vai, para registro.
A primeira é aquela que sentimos antes de usar o produto. É essa que tentamos validar, lendo reviews, comparando especificações e lendo conversas sobre em fóruns online.
Já a segunda é o lance de verdade. É quando temos o produto em mãos e de fato o usamos. Seja mordendo o hambúrguer do delivery ou passando café na máquina recém-comprada.
Por fim, a utilidade lembrada é o que resta da segunda. Veja bem, o que resta. Porque é muito fácil se enganar e achar que nossa memória vai ser fiel aos fatos. Não vai. No geral, lembramos apenas de pequenos pontos. Em específico: os momentos mais intensos, sejam os bons ou ruins, e o final (para mais, ver Regra Pico-Fim).
O ponto é, no fim, o que vai sobrar, é a utilidade lembrada. E essa vai ser fortemente enviesada. Então, talvez, todo o esforço que colocamos tentando chegar no melhor resultado, vai pesar muito mais na utilidade esperada do que na experimentada. E sem dúvidas, muito menos na lembrada.
Às vezes é ok só jogar uma moeda e escolher. Se não tiver moeda, determine uma opção como par e outra como ímpar. Olhe as horas e deixe o dígito de unidade dos minutos determinar sua escolha. Na falta disso ou em casos de três escolhas, dá para pensar em outras soluções.
É claro, talvez você tenha lido isso tudo balançando a cabaça em negativa e pensando “caramba, vou pagar 3.000 em uma TV e ele está sugerindo que eu decida o modelo na sorte?”. Sim. Mas não, não sempre.
Citei exemplos como lanches de fim de semana até alguns aparelhos mais caros para dar amplitude. Mas, no fim, isso deve servir apenas para as escolhas que você julgue merecedoras. Eu mesmo escrevi isso tudo, mas quando fui trocar a GPU da última vez, fiz questão de olhar e entender quanto de VRAM tinha cada placa e ainda trouxe atenção para toda a conversa da NVidia que garantiu que o GDDR7 das placas série 50 tinha um desempenho superior às placas que usavam GDDR6.
Discuti até aqui que nem toda escolha deve ter como objetivo esgotar todas as vias que ponham em dúvida que se optou pela melhor escolha. Nem toda escolha. Daí fica óbvio que sim, algumas escolhas devem esgotar essas vias. E nem só coisas universalmente aceitas como relevantes, tipo ter um filho. Não. Às vezes, para você, seu jantar tem maior importância que o meu. E se sente isso, por favor, faça quantas comparações forem necessárias para ter a decisão que mais te agradar.
Mas para algumas outras coisas, não ligue tanto. No pior caso, você escolhe errado. Mas não vai ser a primeira vez, todos já passamos por isso.
E, no geral, sobrevivemos.

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