O episódio desta semana, para encerrar o tema Copa, é mais que especial. Estou contando a história da pessoa que é sinônimo de Aura no mundo inteiro. Sim, ele mesmo. O rei Pelé.
E para tal, tive a honra de ter a participação da filha do rei, Flávia Arantes do Nascimento.
Este episódio carrega uma causa maior: Pelé dedicou o milésimo gol às crianças e escolheu o Hospital Pequeno Príncipe, instituição centenária e filantrópica, como um dos seus grandes legados.
- Doe para o Hospital Pequeno Príncipe
- Se quiser conhecer o hospital (pela PF ou PJ para doar), me manda um email no abreu@sundaydrops.com que faço a ponte.
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Lições
#1 Todos querem vencer, mas apenas os melhores se preparam para vencer.
O homem mais talentoso da história do futebol também era o que mais treinava.
Essa mentalidade tem origem com Waldemar de Brito, ex-jogador da seleção e o primeiro treinador do rei, ainda menino em Bauru, que tinha uma filosofia: Pelé deveria ser o artesão do próprio jogo.
Isso significava que ele não deveria depender apenas do talento natural, mas construir conscientemente cada aspecto do seu futebol.
E Pelé fez isso ao longo da vida, até dá pra entender a sua evolução enquanto jogador: ele surgiu em 58 como um grande furacão, um magnífico finalizador. Mas se você olhar o papel de Pelé, por exemplo, na Copa de 70, ele era muito mais um playmaker.
#2 Sinta-se rei antes da coroa.
Existe uma história maravilhosa contada pela lenda do jornalismo esportivo Armando Nogueira que descobri no livro de PVC sobre Pelé.
Pelé tinha apenas 16 anos.
Depois de um jogo do Santos, Armando entrou no vestiário para conhecer o jovem e perguntou:
‘Quem é o melhor centroavante do Brasil?’
‘Eu’, respondeu Pelé.
‘E o melhor meia-esquerda?’
‘Eu também.’
Armando Nogueira escreveu que saiu do Maracanã sem saber se tinha conhecido um garoto convencido ou um escolhido dos céus.
A resposta veio poucos meses depois.
Pelé foi campeão do mundo aos 17 anos.
Essa autoconfiança acompanhou Pelé durante toda a vida.
Outro grande cronista brasileiro, Nelson Rodrigues, foi assistir àquele menino de Santos de quem todos falavam.
Depois do jogo, escreveu uma frase que se tornou eterna:
‘Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: a de se sentir rei da cabeça aos pés.’
#3 O imposto da excelência
Todo mundo te elogia pelo que te faz melhor, mas ninguém te avisa que esse melhor te custa algo do outro lado.
Essa é talvez a lição mais cara da vida de Pelé
O homem que nunca perdeu o timing de uma jogada perdeu repetidas vezes o timing dos próprios negócios. Sócios ruins, empresas quebradas, golpes. Aconteceu tantas vezes que chega a ser bizarro: o Rei foi passado para trás a vida inteira.
A excelência extrema em um ponto quase sempre gera pontos cegos em outros. E eles raramente são medianos, e sim geralmente são ruins.
O insight é sobre lidar com os pontos cegos da melhor forma, e ninguém é imune a ele, inclusive o rei.
Espero que gostem o tanto quanto gostei de fazer esse episódio.
Assista o episódio no Spotify ou Youtube.
E mais uma vez, vamos ajudar a causa: Doe para o Hospital Pequeno Príncipe

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