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Grupo Aboio · May 3, 2024

#15 Berrante: Prêmios, concursos e mais

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Grupo Aboio · Grupo Aboio

Olá! Tudo em ordem?

Maio chegou trazendo o Dia da Literatura Brasileira, celebrada dia 1º. Apaixonados por literatura que somos, é óbvio que reverenciamos o cânone, os autores clássicos que escreveram sobre nosso país e cujos trabalhos nos dão pistas para entender melhor esta nossa sociedade tão complexa.

No entanto, não podemos deixar de olhar com carinho para o que se escreve hoje por aqui. Tem muita gente fazendo coisas incríveis por aí e a gente se orgulha de estar sempre em busca das últimas novidades. Foi assim que nascemos, afinal: como um portal para reunir o que há de mais interessante sendo produzido em língua portuguesa no momento presente.

Por isso, pra celebrar a data, a gente disponibilizou um cupom válido até o dia 09: LITBRASIL2024. É só colocar o código no campo indicado ao finalizar a compra lá na nossa loja e pronto! Ah, e ele é cumulativo com o desconto dos livros em pré-venda, hein?

Por falar em celebrar, amanhã, 04 de maio, estaremos na Ria Livraria (R. Marinho Falcão, 58) a partir das 18h para o lançamento em São Paulo de As rimas internas, romance de Luis Felipe Abreu que homenageia os escritores da Geração Mimeógrafo. Esperamos vocês lá!

E já que o mês virou, vamos organizar a agenda com os concursos literários abertos em maio? Atenção aos prazos e boa sorte!

👤 Público: Autores lusófonos de até 40 anos
✍️ Gênero textual: Romance ou novela
🏆 Premiação: Prêmio em dinheiro e publicação
✒️ Temática: Livre
🗓️ Prazo: 15 de maio
👤 Público: Aberto a todos
✍️ Gênero textual: Conto ou poesia
🏆 Premiação: Publicação em antologia digital
✒️ Temática: Memória
🗓️ Prazo: 31 de maio
👤 Público: Aberto a todos
✍️ Gênero textual: Conto
🏆 Premiação: Prêmio em dinheiro
✒️ Temática: Space opera
🗓️ Prazo: 31 de maio
👤 Público: Aberto a todos
✍️ Gênero textual: Poesia
🏆 Premiação: Publicação em antologia e cópias da coletânea
✒️ Temática: Livre
🗓️ Prazo: 31 de maio

O que está no forno pra você se deliciar! Lembrando que, ao comprar na pré-venda, você garante 10% de desconto, além de ter seu nome nos agradecimentos de todas as edições da obra.

O romance de Mariana Figueiredo é dividido em duas narrativas: a carta de uma mulher que está sob ameaça e a investigação do perito Michel Le Goff sobre o incêndio na Catedral de Notre-Dame. Os relatos se cruzam num zigue-zague de memória, catarse e confissão. Com inspirações vindas do horror e do sobrenatural, a autora explora a sutileza de relacionamentos violentos e a brutalidade dos enigmas miúdos em justaposição. O livro também está disponível na plataforma Benfeitoria junto de algumas recompensas bem legais.

O título Ao meu único desejo esconde em sua palavra menos vistosa, a contração “ao”, seu sentido mais intenso. O livro é escrito para um destinatário: um sujeito masculino, jamais nomeado, que, ao longo de 56 poemas, é construído e renovado como objeto de desejo. Afeto e apego, neste livro, são dimensões de um estado cognitivo complexo atravessado pela obsessão – limerência, identifica a autora Júlia Gamarano – que busca não apenas o laço, mas a resposta do sujeito-objeto desejado.

“Ao nos dispor suas palavras enquanto rastro de quem já passou, Mateus Magalhães permite que o tempo seja o verdadeiro protagonista de outros lagartos”, assim escreve André Santa Rosa no posfácio. Temporalidade, em sua fluidez tantas vezes árida, que na poética do autor alagoano compõe simetrias e desalinhos. A profusão de vozes, ritmos e intertextos, em “outros lagartos”, opera como espécie de moldura que, ao mesmo tempo que insinua pertencimento, revela poros e transformações que deixam algo escapar para o caminho da ausência. As palavras de Mateus Magalhães, muitas vezes solares, não se esvaem do humor - o recurso e o líquido - que ao mesmo tempo que acena riso ao leitor, alerta sobre a permanência da mudança da própria leitura.

Híbrido de prosa e poesia, cacos retidos na margem é, segundo a própria autora, “um extravasamento, um inventário estilhaçado, sem datas fixas no calendário, sem horários marcados”. Adriane Figueira ainda decreta Kairós, o deus do tempo oportuno, um tempo sobrehumano, como guia da viagem que percorre ao longo das páginas do livro. Figurinha carimbada no Portal Aboio com críticas que são sempre um mergulho nas profundezas de cada obra analisada, Adriane Figueira agora nos mostra um lado que se rebela contra a medida, a exatidão e a linearidade.

No prefácio do livro, a escritora Aline Aimée, recorrendo a Georges Bataille, escreve que “o movimento erótico envolve uma espécie de morte do eu no outro, que promove uma superação temporária de nossa solidão fundamental”. Ler os poemas de Jessica Ziegler de Andrade é experimentar uma espécie de perecimento vivo que transforma o isolamento em apetite. Divididos em três partes – Góos, Mergulhos, jouissance –, os poemas reunidos em o livro do gozo abrem palavras e fluem em prol da contração de orgasmos físicos e imateriais, desaprisionando a experiência lírica e humana de seu estado de estiagem.

Escrito entre 2021 e 2023, o pintor de biombo evoca e condensa a experiência da vida espiritual do autor no Mosteiro Urbano Zen Budista Therigatha Zazen, localizado na zona oeste da cidade de São Paulo. Se “leveza” e “meditação” são palavras mais ou menos esperadas no imaginário comum em torno do budismo, Diogo Mizael constrói uma prosódia instigante para expressar em poucas palavras – e às vezes numa só – o potencial de humor e crítica do haikai. Haikai, na poética do autor, não como mero corte estanque, antes como caminho, possibilidade, movimento.

Retomando a conversa sobre o Dia da Literatura Brasileira, conta aqui pra gente quais são os seus títulos nacionais favoritos. Você prefere os clássicos ou é mais dos contemporâneos? Qual foi o último que leu?

Deixem suas indicações nos comentários!

Até a próxima,

Equipe Aboio

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